Sacrifício de uma filha – o caso de Jefté

E Jefté fez um voto ao SENHOR, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do SENHOR, e o oferecerei em holocausto.

Vindo, pois, Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a única filha; não tinha ele outro filho nem filha. (Juízes 11:30,34)

Ouvi dizer que alguém teria usado, numa pregação, a história de Jefté como exemplo de um homem que deu a Deus o melhor que tinha.Quem conhece a história sabe (ou tem a impressão) que não foi escolha de Jefté sacrificar a filha, mas que ele realmente pretendia dar algo de valor para Deus em troca da vitória numa batalha.

Essa tentativa dele e de tantos outros do Antigo Testamento revela uma certo paganismo presente em vários homens da antiguidade que não faziam ideia  da existência da Graça de Deus.

Jefté era um homem de fé, inclusive sendo elogiado no livro de Hebreus ,no entanto, o fato de ser elogiado e estar na lista dos “heróis da fé”, não faz com que tudo o que Jefté tenha feito tenha sido correto.

Deus nada diz sobre o voto de Jefté, nem a favor nem contra, apenas atende ao pedido dele, o que não quer dizer que Deus exigiria o cumprimento do voto louco que ele fez.

A lei de Moisés condenava a prática de sacrifícios humanos, mas há grande chance de que Jefté não a conhecesse a fundo ou achasse que poderia abrir uma excessão, já que tinha se feito um voto e, supostamente, deveria cumpri-lo a todo custo.

Embora, aparentemente, Jefté não quisesse sacrificar a filha, pode ser que pretendesse sacrificar alguma pessoa, já que pretendia sacrificar alguém ou algo que viesse ao seu encontro.É de se imaginar que Jefté não pretendesse ver saindo de sua casa um animal do tipo que normalmente era sacrificado.Pode ser que ele pensasse num animal doméstico ou então uma pessoa que não fosse tão importante para ele, talvez um escravo que ele possuísse e que viesse lhe oferecer seus serviços na sua chegada.

Pode parecer chocante, mas os valores da época (aos olhos dos homens, mesmo os que criam em Deus) eram outros.

Não creio que o sacrifício da filha possa ter sido somente ela ter ficado virgem para sempre, servindo no tabernáculo.Jefté fala em holocausto, que era, quase sempre, uma oferta queimada.

Que todos tomem mais cuidado ao usar passagens do AT.Na dúvida, não usem, pois o Novo Testamento  já tem tudo o que precisamos.

Dízimos e ofertas – informações úteis

“Na Graça de Deus o dizimo é assim: filho da Lei da Graça, pois, é fruto da gratidão alegre; e não é uma obrigação legal. Todavia, mesmo não sendo uma obrigação legal, é, entretanto, um principio espiritual, o qual carrega em si as bênçãos que correspondem ao significado de um ser um humano ofertar suas posses a Deus, através de bens e serviços aos homens; e fazendo isto com alegria, conforme a Lei da Graça acerca desse assunto, a qual pode ser lida em II Coríntios 8-9.” (Caio Fábio)

Para você que vai falar sobre dízimos e ofertas amanhã na EBD ou para quem só quer saber mais sobre o assunto, alguns links, por ordem de importância:

Dízimos e ofertas (vídeo)

Como fica o dízimo?

 

Creio que esclarecem o essencial do assunto.

Cristão devem comemorar o natal?

Dickens Village #1
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Quem conhece o Evangelho  já sabe que não há ordem de que se comemore o aniversário de Jesus e que não há registro da data.

A única coisa que Jesus mandou comemorar foi sua morte.

“E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.”  (Lucas 22 : 19)

Logo, não precisamos, por causa da fé, comemorar o natal.

Mas o fato de não precisarmos não significa que não possamos nos aproveitar da ocasião para festejar também.

Afinal, é uma época agradável onde muitas pessoas aproveitam para estar junto de sua família.

“…se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”  (Filipenses 4 : 8 )

Quanto às origens pagãs, elas não nos afetam, o que nos afeta é o sentido que nós damos à festa ou a qualquer outra coisa.

Também não há perigo de escandalizar os fracos, já que o sentido pagão da coisa já se perdeu há muito tempo e só persiste na mente daqueles que vivem procurando achar o diabo em tudo.

“Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.”  (Tito 1 : 15)

Texto relacionado: A bruxificação do natal

E você?O que pensa sobre o natal?

Desejo um feliz natal e um bom ano novo a todos meus leitores. 🙂