12 anos de blog e os 12 posts mais visitados

Em Novembro, este blog completou 12 anos de existência. Trago agora uma lista com os posts mais visitados deste período. A maioria se trata de estudos bíblicos, pois grande parte do tempo de existência do blog, apenas postei estudos e opiniões, mas também há posts informativos, como várias listas de horários de ônibus da região de Catanduva, onde moro.Por causa disso, inclusive, os textos de horários de ônibus estão entre os mais acessados do blog.

Grande parte do meu pensamento atual sobre fé, graça e salvação foi influenciado pelo meu pastor favorito, Caio Fábio D’Araújo Filho, por isso grande parte dos textos se assemelham a pensamentos do Caio, embora eu tente escrever com minhas próprias palavras, tornando o texto mais simples e curto para tentar alcançar um maior número de pessoas.

Embora eu goste de compartilhar diretamente conteúdos que acho edificantes (quem me segue nas redes sociais sabe que compartilho muita coisa), também acho importante “traduzir” alguns conteúdos para que mais gente com os mais variados níveis de entendimento possam aproveitar a mesma informação.

Muitos textos tentam responder possíveis perguntas e dúvidas de cristãos. Em parte, esse formato tem a ver com eu ter participado de vários fóruns cristãos da internet e exercitar meu raciocínio neles. Também é uma tentativa de ir direto ao ponto naquilo que algumas pessoas querem saber. Grande parte dos textos tenta apaziguar os corações culpados, assim como eu gostaria de ter tido o meu coração apaziguado quando tinha as mesmas dúvidas (dúvidas sobre se coisas são pecados ou não, sobre costumes, etc.).

Um dos textos inclusive é uma espécie de “checagem de fatos” que fiz muitos anos antes disso virar moda. Confira a lista:

Jesus e o marido da samaritana

Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.

A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido.

Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.(João 4:16-18)

Eu acho interessante essa conversa de Jesus pelo modo como ele se refere ao marido da samaritana.

Ele começa mandando que ela chame o marido para pouco depois dizer que o marido não era o marido dela.

Há uma contradição.Como interpretá-la?

A maioria das pessoas parece-me que pensa que Jesus se “fez de bobo” perguntando a mulher algo que sabia não ser verdade só para poder mostrar que a conhecia muito melhor do que ela imaginava(ou talvez realmente não soubesse na hora, só vindo a receber a revelação em seguida) .

Segundo essa interpretação, o marido não seria marido mas um homem com quem ela era “amasiada”, um namorado, amante ou algo assim(alguém que com quem não era “casada oficialmente”).

Meu amigo Edson Pedrassani crê que a mulher até poderia ser “casada oficialmente” mas que negou ter marido para tentar ver se seduzia Jesus e, por ter negado, demonstrou que não considerava o seu marido como marido verdadeiramente, no coração, recebendo – por isso – a confirmação de Jesus de que aquele não era o marido dela.

Eu acredito que Jesus chama o marido da samaritana de marido porque realmente diante de Deus aquele era o marido dela, embora ele não o fosse “oficialmente”.

A mulher se sente na obrigação de responder “oficialmente” e aí jesus confirma que “oficialmente tiveste cinco maridos mas este não é um marido oficial, embora o seja diante de meus olhos”.

Eu imagino que essa mulher tenha recebido 4 cartas de divórcio (já que não havia ceridão de casamento, somente de divórcio) e foi abandonada pelo quinto marido sem carta, vindo a se relacionar com um homem enquanto oficialmente ainda era vista como pertencente ao seu ex.

Aparentemente era costume de alguns homens abandonarem suas esposas sem lhes dar carta de divórcio (esse foi o motivo pelo qual Moisés mandou que se desse carta de divórcio em caso de separação, para que se tivesse uma prova de que a mulher estava liberada para um novo relacionamento).

Nesse caso, o marido não era visto pelo povo como o marido oficial da samaritana, não havia prova de que ela estava livre de seu ex, mas diante de Deus valia o seu relacionamento atual.

Se fosse nos nossos dias, seriam  amasiados, namorados ou algo assim aos olhos dos homens mas aos olhos de Deus seriam um casal de verdade.

E você?Como interpreta?

A Bíblia exige o casamento civil?

marriage license

A Bíblia respeita e recomenda o casamento, mas nunca diz que Deus somente o considera válido se for oficializado em algum cartório.

Assim, pessoas que praticam o sexo antes do casamento civil, não estão necessariamente cometendo fornicação e nem outro tipo de pecado.

A lei de Moisés, que continha instruções tanto espirituais e simbólicas quanto de higiene e organização social, não ordenava que se fizesse algum tipo de certidão para comprovar que duas pessoas se casaram, embora houvesse uma certidão de divórcio:

“QUANDO um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa.”  (Deuteronômio 24 : 1)

A certidão de divórcio servia para proteger a mulher, para que ela pudesse ter a chance de se casar novamente assim como a certidão de casamento atual brasileira só serve para proteger as partes em caso de divórcio ou desarmonia.

Há quem tente provar biblicamente que devemos nos casar no civil baseado em passagens como essa:

“TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.”  (Romanos 13 : 1)

“Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra;”  (Tito 3 : 1)

No entanto, isso só provaria biblicamente a necessidade de casamento civil se o governo ordenasse que todas as pessoas unidas devem obrigatoriamente oficializar sua situação, o que não é o caso no Brasil, por exemplo.

Nem mesmo para proteger as partes no caso de separação o casamento civil é necessário mais, já que a justiça já reconhece as “uniões estáveis” que são “casamentos” na prática e podem ser comprovados por testemunhas, por exemplo.

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