Jesus e o marido da samaritana

Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.

A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido.

Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.(João 4:16-18)

Eu acho interessante essa conversa de Jesus pelo modo como ele se refere ao marido da samaritana.

Ele começa mandando que ela chame o marido para pouco depois dizer que o marido não era o marido dela.

Há uma contradição.Como interpretá-la?

A maioria das pessoas parece-me que pensa que Jesus se “fez de bobo” perguntando a mulher algo que sabia não ser verdade só para poder mostrar que a conhecia muito melhor do que ela imaginava(ou talvez realmente não soubesse na hora, só vindo a receber a revelação em seguida) .

Segundo essa interpretação, o marido não seria marido mas um homem com quem ela era “amasiada”, um namorado, amante ou algo assim(alguém que com quem não era “casada oficialmente”).

Meu amigo Edson Pedrassani crê que a mulher até poderia ser “casada oficialmente” mas que negou ter marido para tentar ver se seduzia Jesus e, por ter negado, demonstrou que não considerava o seu marido como marido verdadeiramente, no coração, recebendo – por isso – a confirmação de Jesus de que aquele não era o marido dela.

Eu acredito que Jesus chama o marido da samaritana de marido porque realmente diante de Deus aquele era o marido dela, embora ele não o fosse “oficialmente”.

A mulher se sente na obrigação de responder “oficialmente” e aí jesus confirma que “oficialmente tiveste cinco maridos mas este não é um marido oficial, embora o seja diante de meus olhos”.

Eu imagino que essa mulher tenha recebido 4 cartas de divórcio (já que não havia ceridão de casamento, somente de divórcio) e foi abandonada pelo quinto marido sem carta, vindo a se relacionar com um homem enquanto oficialmente ainda era vista como pertencente ao seu ex.

Aparentemente era costume de alguns homens abandonarem suas esposas sem lhes dar carta de divórcio (esse foi o motivo pelo qual Moisés mandou que se desse carta de divórcio em caso de separação, para que se tivesse uma prova de que a mulher estava liberada para um novo relacionamento).

Nesse caso, o marido não era visto pelo povo como o marido oficial da samaritana, não havia prova de que ela estava livre de seu ex, mas diante de Deus valia o seu relacionamento atual.

Se fosse nos nossos dias, seriam  amasiados, namorados ou algo assim aos olhos dos homens mas aos olhos de Deus seriam um casal de verdade.

E você?Como interpreta?

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41 comentários em “Jesus e o marido da samaritana

  1. o contexto parece indicar que o objetivo de Jesus era outro e não tratar dos sentimentos dela e,de certa forma,ele agia parecido em outras ocasiões.Acho que essas palavras de Jesus não carecem de interpretação diferente,e “quem não tiver pecados que atire a primeira pedra”.

      1. Sou um pouco curioso, e acho que em bom pois tenho aprendido muito.
        Não desconsidero sua tese, mas eu acredito que a abordagem de Jesus para com a mulher seria espiritual pois os samaritanos tinham se prostituído com outros deuses, quando separados os povos, judeus e samaritanos.
        Por isso desse o Pai e espírito e procura quem o adore em espírito e em verdade

  2. Olá Roberto

    Eu interpreto de maneira avessa à sua interpretação, expressa no parágrafo 8 do seu post. Deste modo:
    -“O (marido)que agora tens não é teu marido”; ou seja. o homem com quem vives- aquele que dizes ser teu marido não é (aos olhos de Deus, da verdade, afinal, Deus é a verdade) teu marido.
    Por isso, ao final, a ênfase de Jesus: “Isto dizes com verdade”, isto é, de acordo com a verdade.
    Portanto, por analogia, conforme as próprias palavras de Jesus: “Eu sou a verdade…”
    de acordo com o próprio jesus.

    O que você acha?

      1. Interpreto como uma provocação de Jesus. Na verdade, implícitamente, o que ele queria dizer era: “Onde está [aquele que tu chamas de teu] marido”?
        Afinal, por sua onisciência, é claro que Ele sabia que ela não tinha marido.
        E se Jesus tivesse perguntado: Onde está teu “companheiro”? ou, onde está teu “amante”? A mulher não teria a oportunidade de “derramar” o seu coração diante dEle. Talvez essa tenha sido a intenção da provocação de Jesus. Foi como se Ele tivesse emitido um facho de luz, para que ela pudesse perceber e confessar sua escuridão, o que aliás, Ele faz em algum momento com todos nós.
        Um abraço Roberto

        1. Eu creio que se ele tivesse perguntando “onde está teu ‘companheiro’? ” ou “onde está teu ‘amante’?” (caso ele não cresse que o tal era marido de verdade dela) a conversa prosseguiria normalmente, partindo do verso 16 e continuando diretamente do verso 19.

          Ela só se abriu quando pensou que ele era profeta por saber demais.

  3. Bingo,Neyvan!o contexto aponta pra isso.Ele era o profeta esperado e não vinha para condena-la como os demais,o que passou,passou, agora ela devia segui-lo.Foi a provocação de Jesus(tecnica de ensino) que a ajudou a aceitar o desfecho da conversa.

  4. De certa forma ele era o marido dela e não o amante ou companheiro.Visto que não era judia não precisava da tal carta de divórcio.Notem que ela disse aos homens:”ele me disse todas as coisas que EU fiz”.Creio que jesus levou em conta a ignorancia dela e já que ela estava com alguem e viviam como um casal…

  5. A ignorância espiritual que ela aprendeu desde criança segundo a mistura de ensino dos samaritanos desde a formação desse povo,segundo relatado na bíblia.Por não ter tratos com os judeus ela não tinha esclarecimento pleno,como o própio jesus subentendeu.Embora o que vc disse faça sentido penso que há muito pouca informação no relato para se ter certeza.Então,preferi ficar com as palavras de jesus sem interpretação.como pode ver, TAMBEM pode ter sido o caso.Afinal,pouco antes ele havia dito aos que queriam apedrejar a judia adúltera:”aquele que não tiver pecado que seja o primeiro a atirar a pedra”. E se a samaritana fosse para um sexto marido? a bíblia não relata isso tambem.Enfim,não havia carta de divórcio entre samaritanos.

  6. Jesus sabia que ela não tinha marido (e sim amante). O motivo de ele perguntar, era para saber se ela seria sincera a ele. A minha inetrpretação é a seguinte: ela era pecadora, mas teve coragem de confessar a JESUS seu erro. O fato de Jesus dizer: “o que tens não é teu”, dá muito a entender que era de outra (a meu ver).

  7. A Samaritana estava diante de um judeu, um inimigo do seu povo, já o havia questionado porque lhe pedira água, sabendo da desavença entre seus povos. Jesus lhe pergutara sobre o marido, mesmo sabendo que ela não possuia, mesmo já tendo tido muitos o atual companheiro não estava investido dessa condição marital. A pergunta, creio eu, foi para testar a verdade da mulher, bem como àquela altura da conversa conirmar através das respostas da mesma que já havia conquistado a confiança dela, para, então, poder, falar de Si mesmo, para falar de sua água milagrosa declarando que quem a bebesse jamais teria sede e, finalmente, para bem cumprir o seu ministério messiânico, já falando do Messias para outro grupo de pessoas que não os seus conterrâneos judeus, que não o aceitavam como tal. A Samaritana lotou que Jesus era um homem diferente, tanto que foi chamar a todos para que o vissem. Ela cria nessa verdade embora por injunções polítcas do seu povo não pudesse aceitar declaradamente. Mas lá no fundo da sua alma ela sentiu que Aquele que lhe oferecera água era um homem diferente, era um profeta, era um homem santo, era o Prometido.

  8. Bom, creio que Jesus propositada e primeiramente o chamou de marido para, se utilizando do dom da palavra de conhecimento, revelar, sem condenar, a vida pecaminosa que ela estava levando, coisa que ela tentou ocultar dizendo não ter marido. Teve cinco, e estava agora amaziada. A mulher, envergonhada, e reconhecendo que estava diante de um profeta, mudou de assunto, foi pro lado da religião. Se considerarmos que este diálogo mudou uma história de inimizades de longas datas ( judeus e samaritanos ), exaltemos a sabedoria de Jesus em sempre ir nos pontos certos, ainda que tenha que praticamente se fazer de bobo. Tal como fez com Isaías lá atrás dizendo … A quem enviarei?!

  9. Jesus Cristo: Lunático, Mentiroso ou Senhor?
    A Evidência da Divindade de Jesus

    Enquanto Jesus caminhava pela face da terra há aproximadamente dois milênios, a humanidade se dividia em três grupos com diferentes visões sobre ele. Alguns estavam convencidos de que Jesus era o Filho de Deus e então dirigiam-se a ele como “meu Senhor e meu Deus” (João 20:28). Outros consideravam as afirmações e ações de Jesus como atos de blasfêmia e “. . . procuravam matá-lo porque . . . dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18). Porém um terceiro grupo pensava que Jesus era insano e deveria ser ignorado (João 10:20).
    Muitos chamados “Cristãos” da atualidade tentam adotar uma posição de compromisso e alegam que Jesus foi um homem bom – que foi até um homem perfeíto – porém não era Deus. Considerações cuidadosas das afirmações e ações de Jesus, entretanto, excluem esta conclusão. As únicas possíveis explicações sobre Jesus são as três que foram propostas no primeiro século.

    As Possibilidades:

    1. Jesus é quem alegou ser, o Filho de Deus, ou

    2. Ele era louco e erroneamente se julgava Divino, ou

    3. Ele foi o maior mentiroso que já existiu.

    Consideremos as possibilidades na luz das ações e afirmações de Jesus.

    A Ressurreição de Jesus

    O túmulo de Jesus foi encontrado vazio três dias após sua morte. Desde a época da morte de Jesus, existem duas explicações do sepulcro vazio. Uma é a explicação bíblica sobre qual a fé dos cristãos está baseada em que Jesus ressuscitou dos mortos (1 Coríntios 15:3-4,14). A outra é aquela que foi tramada pelos mesmos homems que organizaram desonestamente a traição, julgamento e crucificação de Jesus. Os líderes religiosos subornaram os soldados para que disseram que o corpo de Jesus tinha sido roubado (Mateus 28:11-15). Note três falhas fatais desta explicação:

    1. Foi comprovado que os sacerdotes mentiram.

    2. O corpo nunca foi encontrado.

    3. Os “ladrões de covas

    Se você é conhecedor da Bíblia se manifeste a vontade? ( TESTANDO SEUS CONHECIMENTOS DE CRISTÃO )

  10. Só para estudiosos…

    Jesus Cristo teria sido um essênio?

    Há dezenas de dúvidas sobre os essênios, mas a hipótese de que Jesus Cristo teria tido contato com eles é uma das mais intrigantes.
    Não há relatos sobre onde esteve nem o que Jesus fez entre seus 13 e 30 anos e porque? Assim, a hipótese que os estudiosos adotam é a de que Jesus, durante esse tempo, esteve com os essênios e teve sua “clarividência” despertada junto a esse povo.

    Outro fato intrigante, é que, sendo os essênios uma das três mais importantes seitas da Palestina naquela época, por que o evangelho não fala deles? Teria sido o evangelho “censurado”?

    A verdade ainda é desconhecida. Mas, de acordo com os manuscritos do mar Morto, eis alguns costumes dos essênios:
    – Batismo
    – Santa Ceia
    – Caridade
    – Andavam em grupos de doze
    – Jejum
    – Curandeirismo

    O tipo de vida dos essênios se parecia muito com a dos primeiros cristãos, o que faz algumas pessoas pensarem que Jesus fez parte dessa seita antes de começar sua missão pública.

    O que se tem certeza é de que Jesus pode tê-la conhecido, mas não há nada que prove que Ele a tenha adotado, e tudo o que se escreveu sobre esse assunto não tem comprovação. Da mesma forma que não há nenhuma comprovação da veracidade da
    Bíblia ser a Palavra de Deus…

  11. Os Essênios: Essénios (português europeu) (Issi’im) constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até o ano 70 d.C. Portanto os mais próximos no tempo de Jesus. Estavam relacionados com outros grupos religioso-políticos, como os saduceus.

    O nome essênio provém do termo sírio asaya, e do aramaico essaya ou essenoí, todos com o significado de médico, passa por orum do grego (grego therapeutés), e, finalmente, por esseni do latim. Também se aceita a forma esseniano.
    [editar]História

    Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo judeu). Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: Saduceus, Fariseus e Essênios. Os Essênios eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns membros formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Acredita-se que a crise que desencadeou esse isolamento do judaísmo ocorreu quando os príncipes Macabeus no poder, Jonathan e Simão, usurparam o ofício do Sumo Sacerdote, consternando os judeus conservadores. Alguns não podiam tolerar a situação e denunciaram os novos governantes. Josefo refere, na ocasião, a existência de cerca de 4000 membros do grupo, espalhados por aldeias e povoações rurais.

    Era caracterista dos judeus essênios :

    Dividiam-se em grupos de 12 com um lider chamado “mestre da justiça”; ( Jesus )

    Vestiam-se sempre de branco;( Jesus )

    Acreditavam em milagres pela mão , milagres fisicos e benção com as mãos.( Jesus ) os cristão até hoje acreditam na cura pela imposição das mãos.

    aboliam a propriedade privada; (Atos dos Apóstolos 2,44)

    Eram todos vegetarianos;

    Não se casavam; (Cristãos católicos padres)

    Tomavam banho antes das refeições;

    A comida era sujeita a rígidas regras de purificação.
    Eram chamados de nazarenos por causa do voto nazarita.

    Eles se proclamavam “a nova aliança” de Deus com israel, mais tarde este mesmo termo aparece na literatura cristã como “novo testamento” e tambem grande parte das praticas judaica essênias.
    Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.

    Dentre as comunidades, tornou-se conhecida a de Qumran, pelos manuscritos em pergaminhos que levam seu nome, também chamados Pergaminhos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto. Segundo Christian Ginsburg (historiador orientalista), os essênios foram os precursores do Cristianismo, pois a maior parte dos ensinamentos de Jesus, o idealismo ético, a pureza espitirual, remetem ao ideal essênio de vida espiritual. A prática da banhar-se com frequência é fruto do ritual da Tevilah, onde o Judeu mergulha em um micvê em certas ocasiões para se purificar.

  12. Capítulo 13 – O Sábado na Era Cristã

    Alinhamos alguns depoimentos escritos em épocas variadas, ao longo dos séculos depois de Cristo.

    Século II
    Justino Mártir (100-165): “Devemos unir-nos a eles [observadores do sábado], associando-nos com eles em tudo, como parentes e irmãos.” – Dialogue With Trypho, em The Ante-Nicene Fathers, vol. I, pág. 218.

    Século III
    Tertuliano (155-222): “Na questão de ajoelhar-se, também a oração pode ser feita de várias maneiras, embora haja alguns que se abstenham de se ajoelharem no sábado. Uma vez que esta divergência está sendo considerada pelas igrejas, o Senhor dará Sua graça para que os que não concordam com isto cedam ou sigam o exemplo dos outros, sem haver ofensa contra ninguém.” – On Prayer, cap. 23. Em The Ante-Nicene Fathers, vol. III, pág. 689.

    Orígenes (185-254): “Depois da celebração do sacrifício contínuo (a crucifixão), vem a segunda festividade, do sábado, e é apropriado para quem for direito entre os santos, celebrar também a festa do sábado. E qual é, de fato, a festa do sábado, senão a de que o apóstolo disse: ‘Portanto resta ainda um sabatismo para o povo de Deus?’ Hebreus 4:9. Deixando, pois, de lado a observância judaica do sábado, que espécie de observância se espera do cristão?
    No sábado nenhum ato mundano deve ser realizado. Se, portanto, repousardes de todas as obras seculares, não deveis fazer coisa alguma mundana, mas estareis livres para as obras espirituais, indo à igreja, dedicando atenção à leitura sagrada e aos estudos de assuntos divinos, pensando nas coisas celestiais e na vida futura, bem como no julgamento vindouro, sem atentar para as coisas atuais e visíveis, mas para as invisíveis e futuras.” – Homily on Numbers 23, par. 4, em Migne, Patrologia Graeca, vol. XII. cols. 749 e 750.
    Século IV
    Hermas Sozomeno (399-443): “O povo de Constantinopla, e de quase todas as partes, reúne-se no sábado, bem como no primeiro dia da semana, costume que nunca se observa em Roma, nem em Alexandria.” – Ecclesiastical History, livro 7, cap. 19, em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.ª série, vol. II, pág. 390.

    Johannes Cassianus, monge egípcio, (360-435), descrevendo a vida monástica: “Portanto, exceto os cultos vespertinos e noturnos, só há culto de dia no sábado e no primeiro dia da semana, quando os monges se reúnem à terceira hora [nove horas] para a santa comunhão.” – De Institutione Coenobiorum, livro III, cap. 2, em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.ª série, vol. XI, pág. 213.

    Constituições dos Santos Apóstolos (produto de escritores da Igreja Oriental). Embora também ordene a guarda do domingo, assim indica a guarda do sábado: “Observarás o sábado por causa dAquele que repousou da obra da criação, mas não cessou Sua obra de providência. É repouso para meditação sobre a lei, e não para ficar com as mãos ociosas.” – Constitutions of the Holy Apostles, livro II, sec. 5, cap. 36. The Ante-Nicene Fathers, vol. VII, pág. 413.

    Atanásio (298-373): “Reunimo-nos no dia de sábado não porque estejamos infectados de judaísmo… Achegamo-nos ao sábado para adorar a Cristo, o Senhor do sábado.” – Pseudoathan, de semente, tomo I, pág. 885.

    Agostinho (354-430): “Neste dia, que é sábado, costumam reunir-se, na maior parte, os desejosos da Palavra de Deus… Em alguns lugares, a comunhão ocorre diariamente; em outros, somente no sábado; e em outros, somente no domingo.” – Sermão 128, tomo VII, pág. 629, Epistola ad Janerius, cap. 2.

    Edward Brerewood, historiador (1565-1615), depois de exaustiva pesquisa do assunto: “O sábado foi religiosamente observado na Igreja do Oriente, durante mais de trezentos anos depois da paixão do Salvador.” – A Learned Treatise of the Sabbath, pág. 77.

    Concílio de Laodicéia (cerca de 365 d.C.): “No sábado, os Evangelhos e outras porções da Escritura devem ser lidos em voz alta.” – Charles Joseph Hefele, A History of the Concils of the Church, vol. II, pág. 31. (Edinburg. 1876).

    Bruce M. Metzger, orientalista contemporâneo, que estudou profundamente o Lecionário Grego do Evangelho: “Na Igreja Oriental o sábado, com exceção do grande sábado que fica entre a Sexta-Feira Santa e o dia da Páscoa, era observado como dia de festa.” – The Saturday and Sanday Lessons From Luke in the Gospel Lectionary.

    John C. L. Gieseler (historiador eclesiástico alemão do século do séc. XIX): “O domingo e o sábado eram observados como dias de festa na igreja cristã; o último, porém, sem a superstição judaica.” – Compendium of Ecclesiastical History, período I, divisão 2, cap. 3, parágrafo 53.

    Joseph Bingham (pesquisador de história da igreja cristã, que viveu na Inglaterra no século XVIII):
    “Depois do dia do Senhor, os antigos cristãos eram cuidadosos na observância do sábado, ou sétimo dia, que era o primitivo sábado judaico. Alguns o observavam como dia de jejum, outros como dia festivo. Todos, porém, unanimente o guardavam como o mais solene dos dias religiosos de culto e adoração. Na Igreja Oriental era sempre observado como dia de festa.” – Origines Eclesiasticae, ou Antiquities of the Christian Church, livro XX, cap. 3, par. 1.
    Século V
    Sócrates, o Eclesiástico (historiador – 379-440): “Conquanto quase todas as igrejas do mundo celebrassem os sacramentos aos sábados, cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, por causa de alguma tradição, deixaram de fazer isto.” – Ecclesiastical History, livro V, cap. 22 (escrito em 439 d.C.), em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.ª série, vol. II, pág. 132.

    Agostinho (Aurelius Augustinus, 354-430): “Se dissermos que é errado jejuar no sétimo dia, condenaremos são somente a igreja de Roma, mas também muitas outras igrejas, tanto da atualidade como dos tempos mais remotos, nas quais o mesmo costume continua sendo praticado. Se, por outro lado, dissermos que não é errado jejuar no sétimo dia, quão grande será nossa presunção em censurar tantas igrejas do Oriente, e até a maior parte do mundo cristão!” – Carta 82, de Agostinho a Jerônimo, parágrafo 14 – Nicene and Post-Nicene Fathers, 1.ª série, vol. I, págs. 353 e 354.

    Lyman Coleman (1796-1882), após minuciosa pesquisa: “Retrocedendo mesmo até ao quinto século, foi contínua a observância do sábado judaico na igreja cristã, mas com rigor e solenidade gradualmente decrescentes, até ser de todo abolida.” – Ancient Christianity Exemplified (1852), cap. 26, seção 2.

    Século VI
    Alexander Clarence Flick (doutor em Filosofia e Letras, catedrático de História Européia na Universidade Siracusa, 1869-1942): “Os celtas permitiam o casamento de seus sacerdotes, e a igreja romana proibia… Os celtas tinham seus próprios concílios e editavam suas próprias leis, independentes de Roma. Os celtas usavam uma Bíblia latina diferente da Vulgata, e guardavam o sábado como dia de repouso. Também realizavam cultos especiais no domingo.” – The Rise of Medieval Church, pág. 237 (ed. 1909, New York).

    Alphonso Bellesheim (1839-1912) falando da igreja celta da Irlanda, no sexto século: “No sábado seguinte, o santo, apoiado em seu fiel assistente Diormit, foi abençoar o celeiro. ‘Este dia” – disse Columba – ‘nas Escrituras Sagradas é chamado o sábado, que significa descanso’… A Igreja Celta, como já observamos, embora guardasse o domingo, parece ter seguido os judeus, por isso abstinha-se de todo trabalho no sábado.” – History of the Catholic Church in Scotland, vol. I, pág. 86.

    Gregório I (540-604) trovejou uma objurgatória contra os existentes observadores do sábado: “Gregório I, bispo pela graça de Deus, a seus amados filhos, os cidadãos de Roma: Chegou ao meu conhecimento que certos homens de índole perversa têm disseminado entre vós coisas depravadas e contrárias à santa fé, pois proíbem que se faça qualquer trabalho no sábado. Como os chamarei senão de pregadores do Anticristo?” – Epitles, b. 13:1, em Labbes and Cossart, Sacrosancta Concilia, vol. V., col. 1511.

    Século XI
    Andrew Lang (1844-1912), erudito grego-escocês, historiador, referindo-se à igreja do norte da Escócia no décimo primeiro século, igreja fundada por Columba: “Eles trabalhavam no domingo, observavam o sábado.” – History of Scotland, vol. I, pág. 96.

    William Forbes Skene (1809-1892), historiógrafo real da Escócia em 1881. Referindo-se à Igreja Celta do século XI:
    “Parecia seguirem um costume, conforme, vestígios na primeira igreja monástica da Irlanda, segundo o qual consideravam o sábado como dia de repouso, no qual descansavam de seu trabalho… Não deixavam de venerar o domingo, embora sustentassem que o sábado do sétimo dia era o legítimo sábado, no qual se abstinham do trabalho.” – Celtic Scotland (Edinburgo, 1877), livro II, cap. 8, págs. 349 e 350.
    Thomas Ratcliffe Barnett (1868-1941) erudito anglicano: “Neste assunto, os escoceses talvez mantivessem o costume tradicional da antiga Igreja da Irlanda que observava o sábado, em vez do domingo, como dia de repouso.” – Margaret of Scotland, Queen and Saint (Londres, 1926), pág. 97.

    Um Ramo dos Valdenses
    J. J. Ign. Dollinger (1799-1890), professor de História Eclesiástica e Direito Canônico na Universidade de Munich: “Os Picardos, ou Irmãos Valdenses, não celebravam festividades à Virgem e aos Apóstolos. Alguns guardavam o domingo. Outros, entretanto, só observavam o sábado, como os judeus.” – Beiträge zur Sektengeschichte des Mittelalters (Munich, Beck 1890), vol. II, pág. 662.

    Época da reforma
    Andreas Rudolf Karlstadt (1480-1541), reformador protestante alemão, que se juntou a Lutero em Witenberg, em 1517. Escreveu um tratado sobre o dia de guarda. “Quando os servos tenham trabalhado seis dias, devem ter o sétimo livre. Deus disse com toda a clareza: ‘Lembrai-vos de observares o sétimo dia’… Com relação ao domingo, sabe-se que os homens o inventaram.” – Von dem Sabbath und Gebotten Feyertagen (1524), cap. IV, pág. 23.

    Martinho Lutero (1483-1546) o pai da reforma protestante: “Em verdade, se Karlstadt escrevesse mais acerca do sábado, o domingo teria que lhe ceder lugar, e o sábado ser santificado.” – Wider die himmlischen Propheten, em Sämmtliche Schriften (ed. por John Georg Walch – St. Louis: Concordia, 1890), vol. XX, col. 148.

    Posteriormente
    No século XVII, fundou-se em Newport, (Rhode Island, USA), precisamente em 1671, a Igreja Batista do Sétimo Dia. No século XVIII fundou-se a Comunidade Efrata, por John Conrad Beissel, em Lancaster, precisamente em 1732. Convenceu-se depois do dever de observar o sétimo dia como dia de repouso e publicou Das Büchlein vom Sabbath (Philadelphia, 1728). E no século XIX, em 1844 surgiu nos Estados Unidos o movimento que, anos depois, teria a denominação de Adventistas do Sétimo Dia, de âmbito mundial.

  13. Capítulo 12 – O Sábado Antes do Sinai

    “Lembra-te do dia de Sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e o mar e tudo que neles há e no sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de Sábado e o santificou.”
    (Êxodo 20:8 a 11).

    Tanto é verdade que o Sábado existe desde a criação, que Deus ao proclamar o Mandamento por escrito, Ele usou a expressão: “Lembra-te”. Jamais Deus mandaria lembrar de uma coisa que o Seu povo, não o havia conhecido. E a razão de lembrar e santificar o Sábado, Deus escreveu no verso 11: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descasou; portanto abençoou o Senhor o dia de Sábado e o santificou.”

    Este verso não só prova que o Sábado existia da criação ao Sinai, como prova que é o mesmo dia que Deus descansou. Compare este verso com Gênesis 2:2 e 3: “E havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou neste dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda obra que como Criador, fizera.”

    Prova de que o Sábado foi guardado pelos Patriarcas.

    “A Lei Moral (os Dez Mandamentos) na qual o Sábado é o quarto Mandamento, já existia desde o Éden. Era essa lei transmitida oralmente de pai para filho através do ensino familiar (Êxodo 13:9). Também era conhecida e praticada na casa do patriarca Jacó, no Egito. O seu filho José, quando assediado pela impura mulher de Potifar diz:

    “…Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, portanto tu és sua mulher; como pois farei eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?…” ( Gênesis 39:6 a 10).
    Claramente se vê que o adultério é a quebra do sétimo mandamento da Lei de Deus (Dez Mandamentos) que o Sábado é o quarto Mandamento, e isto é pecado. Em Gênesis 26:5, declara que Abraão guardou essa lei, a Lei de Deus.

    “Porque Abraão obedeceu à Minha Palavra, e guardou os Meus Mandamentos, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas Leis.” (Gênesis 26:5)
    Como se vê desde o começo do mundo existia a Lei Moral consolidada nos Dez Mandamentos. Embora não escrita, achava-se implantada no coração, na mente e na consciência do homem. Caim matou e isto foi imputado como pecado. (Gênesis 4:7). E a Bíblia chama o pecado de “transgressão da Lei.”:
    “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei.” (I João 3:4)
    Jesus também participou da Criação e da feitura do Sábado, conforme relata as Escrituras:

    “Todas as coisas foram feitas por Ele (Jesus), e sem Ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:3)
    “… e manifestar qual seja a dispensação do ministério, desde os séculos, oculto em Deus, que Criou todas as coisas.” (Efésios 3:8 e 9)
    “Pois, nEle, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis… Tudo foi criado por meio dEle e para Ele.” (Colossenses 1:16)
    “Sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo Ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.” (Hebreus 1:3)
    Havendo Cristo sido agente ativo na criação, Ele mesmo afirmou que era Senhor do Sábado (Marcos 2:28). E se Cristo é dono do Sábado, também sabe para que foi feito o Sábado. Disse Cristo: “O Sábado foi feito por causa do homem.” (Marcos 2:27). O homem foi feito antes do Sábado, portanto o Sábado foi criado para o homem. Outra prova que os patriarcas guardavam o Sábado antes do Sinai.

    Em Êxodo 16:4 a 29 Deus prova a Israel, no deserto, a observância do Sábado:

    “Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá cada dia a porção para cada dia, para que Eu veja se anda em Minha lei ou não… E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em dobro, dois ômeres para cada um; e os príncipes da congregação vieram a Moisés.
    Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo Sábado do Senhor…
    Porquanto o Sábado é do Senhor, hoje não achareis no campo. Seis dias colherás, mas o sétimo dia é o Sábado; nele não haverá. Ao sétimo dia saíram alguns do povo para colher, porém, não acharam.
    Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os Meus Mandamentos e as Minhas Leis?
    Considerai que o Senhor vos deu o Sábado; por isso Ele, no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia…”
    Este incidente ocorreu no deserto de Sim, antes dos filhos de Israel haverem chegado ao Sinai, onde foi entregue a Lei. Tanto o Sábado como a Lei existem desde a Criação.
    José Maria Prudêncio, A Verdade do Sétimo Dia, 1.ª ed., 1998, pág. 83.

    Os Atributos do Caráter de Deus

    Veja agora alguns versículos sobre a Lei de Deus e veja que os mesmos atributos do caráter de Deus, são os mesmos atribuídos à Sua santa Lei.

    Deus é Justo (Romanos 3:26) – Sua Lei é Justa (Romanos 7:12).
    Deus é Verdadeiro (João 3:33) – Sua Lei é Verdadeira (Neemias 9:13).
    Deus é Puro (I João 3:3) – Sua Lei é Pura (Salmo 19:7 e 8).
    Deus é Luz (I João 1:5) – Sua Lei é Luz (Provérbio 6:23).
    Deus é Fiel (I Coríntios 1:9) – Sua Lei é Fiel (Salmo 119:86).
    Deus é Bom (Naum 1:7) – Sua Lei é Boa (Romanos 7:12 e 16).
    Deus é Espiritual (I Coríntios 10:3 e 4) – Sua Lei é Espiritual (Romanos 7:14).
    Deus é Santo (Isaías 6:3; I Pedro 1:14 a 16) – Sua Lei é Santa (Romanos 7:12).
    Deus é Verdade (João 14:6; 10:30) – Sua Lei é Verdade (Salmo 119:142 e 151).
    Deus é Vida (João 14:6; 10:30) – Sua Lei é Vida (João 12:50; Mateus 19:17).
    Deus é Justiça (Jeremias 23:6) – Sua Lei é Justiça (Salmo 119:172).
    Em Romanos 3:31 diz: “Anulamos a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a Lei.”

    A Lei revela a perfeição de caráter requerida, dando assim a conhecer o pecado; é, porém, impotente quanto a conferir o caráter exigido. No evangelho, a lei, primeiramente escrita no coração de Cristo, vem a ser a “lei do Espírito de vida em Cristo Jesus”, e transfere-se assim para o coração do crente, no qual Cristo mora pela fé. Por essa forma cumpre-se a promessa do novo pacto, quanto a ser escrita no coração. Isto é uma genuína experiência de Justiça pela fé – uma justiça testificada pela lei. [Veja também em Guiados Para Vencer I: Os Dois Concertos – II Coríntios 3].

    Vê-se assim que o evangelho é a providência tomada para restaurar a lei em seu lugar, no coração e na vida daquele que crê em Cristo, e aceita Sua obra mediadora. Uma fé semelhante, em vez de anular a lei, confirma-a no coração e na mente do crente. O evangelho, portanto, não é contrário a lei, antes nos apresenta e mantém a lei em Cristo.

  14. Capítulo 28 – A Substituição do Dia de Deus por um Dia Pagão

    “O quebrantamento da Lei de Deus no início foi a porta de entrada para o pecado, ainda hoje, milhões continuam pisando os preceitos divinos.” – Carlos A. Trezza, A Suprema Esperança do Homem, 1.ª ed., 1970, pág. 48.

    A substituição do sábado pelo domingo não é um assunto que a Igreja Católica negue ou procure esconder. Ao contrário, ela admite francamente e aponta na verdade com orgulho, como evidência de seu poder de mudar até um dos mandamentos de Deus. Leiamos alguns trechos do catecismo Católico.
    A obra do Rev. Peter Geiermann, C.S.R., The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine, recebeu em 25 de janeiro de 1919 a “bênção apostólica” do Papa Pio X. Com referência ao assunto da mudança do sábado, diz o citado catecismo:

    “Pergunta: Qual é o dia de repouso?
    Resposta: O dia de repouso é o sábado.
    Pergunta: Por que observamos o domingo em lugar do sábado?
    Resposta: Observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja Católica, no Concílio de Laodicéia (336 d.C.), transferiu a solenidade do sábado para o domingo.” – Segunda edição, pág.50.
    Foi, pelo Rev. Stephen Keenan, Arcebispo de Nova Iorque, aprovada uma obra intitulada: A Doctrinal Catechism. Faz ela estas observações quanto à questão da mudança do sábado:

    “Pergunta: Tendes qualquer outra maneira de provar que a igreja tem poder para instituir dias de guarda?
    Resposta: Não tivesse ela tal poder, não teria feito aquilo em que todas as modernas religiões com ela concordam – a substituição da observância do sábado, o sétimo dia, pela observância do domingo, o primeiro dia da semana, mudança para a qual não há nenhuma mudança escriturística.” – pág. 174.
    An Abridgment of the Christian Doctrine, de autoria do Rev. Henry Tuberville, D.D., de Douay College, França, contém estas perguntas e respostas:

    “Pergunta: Como podeis provar que a igreja tem poder para ordenar festas e dias santos?
    Resposta: Pelo próprio fato de mudar o sábado para o domingo, com que os protestantes concordam; e dessa forma eles ingenuamente se contradizem, ao guardarem estritamente o domingo e transgredirem outros dias de festa maiores e ordenados pela mesma igreja.
    Pergunta: Como podeis provar isto?
    Resposta: Porque ao guardarem o domingo, eles reconhecem o poder que a igreja tem para ordenar dias de festa, e ordená-los sob a ameaça de pecado; e, ao não observarem o repouso [dos dias de festas] por ela ordenados, eles de novo reconhecem, com efeito, o mesmo poder.” – pág. 58.
    Nem uma linha bíblica em favor da observância do domingo

    O Cardeal Gibbons, em The Faith of Our Fathers, diz o seguinte: “Podeis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras exalta a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos.” – Edição de 1893, pág. 111.

    “A Igreja Católica… Mudou o Dia”

    O The Catholic Press of Sydney, Austrália, é claro em afirmar que a observância do domingo é de origem exclusivamente católica.

    “O domingo é uma instituição católica e a reivindicação à sua observância só pode ser defendida nos princípios católicos… Do princípio ao fim das Escrituras não há uma única passagem que autorize a transferência do culto público semanal do último dia da semana para o primeiro.” – 25 de agosto de 1900.

    Em seu livro Plain Talk About the Protestantism of Today, Monsenhor Segur afirma: “Foi a Igreja Católica que, por autorização de Jesus Cristo, transferiu este repouso para o domingo em memória da ressurreição de nosso Senhor. Dessa forma, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que eles prestam, contradizendo-se a si próprios, à autoridade da igreja [católica].” – Edição de 1868, parte 3, sec. 4, pág. 225.

    No ano 1893, o Catholic Mirror, de Baltimore, Maryland, foi o órgão do Cardeal Gibbons. Em seu número de 23 de setembro daquele ano publicou ele está notável declaração: “A Igreja Católica, mais de cem anos antes da existência de um único protestante, em virtude de sua divina missão, mudou o dia de sábado para o domingo.” “O descanso cristão é, por conseguinte, neste dia, o conseqüente reconhecimento da Igreja Católica como esposa do Espírito Santo, sem uma palavra de protesto do mundo protestante.” – Reimpresso pelo Catholic Mirror como um folheto, The Christian Sabbath, págs. 29 e 31.

    A Observância do domingo sem autorização Divina

    Burns e Oates, de Londres, são publicadores de livros católicos romanos, um dos quais eles se comprazem em chamar The Library of Christian Doctrine. Uma parte deste é intitulada: “Por que não guardais o sábado?” E apresenta o seguinte argumento de um católico para um protestante:

    “Vós me dizeis que o sábado era repouso judaico, mas que o repouso cristão foi mudado para o domingo. Mudado! Mas por quem? Quem tem autoridade para mudar um mandamento expresso do Deus Onipotente? Quando Deus disse: ‘Lembra-te do dia do sábado para o santificar’, quem ousaria dizer: ‘Não, podeis trabalhar e fazer qualquer tipo de negócio secular no sétimo dia; mas santificareis o primeiro dia em seu lugar?’ Esta é a pergunta mais importante, à qual não sei como podeis responder.

    Sois protestante, e afirmais seguir a Bíblia e a Bíblia apenas: e mesmo neste importante assunto, qual seja o da observância de um dia em sete como dia santificado, ides contra a clara letra da Bíblia e pondes outro dia no lugar daquele em que a Bíblia ordenou. O mandamento que ordena santificar o sétimo dia é um dos Dez Mandamentos; vós credes que os outros nove sejam ainda obrigatórios; quem vos deu autoridade para violar o quarto? Se quiserdes ser coerentes com os vossos princípios, se realmente seguis a Bíblia e ela unicamente, deveis ser capazes de apresentar alguma porção do Novo Testamento na qual o quarto mandamento seja expressamente alterado.” – págs. 3 e 4.

    Após cuidadoso exame da Bíblia, da História tanto civil como eclesiástica, dos escritos teológicos, comentários, manuais de igrejas, somos levados a concluir que não há nenhuma autorização nas Sagradas Escrituras para a observância do domingo, nenhuma autoridade concedida ao homem para fazer tal mudança do sétimo para o primeiro dia, nenhuma sanção foi dada à essa mudança.

    Esta substituição do verdadeiro Sábado do Senhor por um falso sábado foi a obra de um movimento inteiramente anticristão, o qual adotou a observância de um dia puramente pagão e presunçosamente o implantou na igreja cristã.
    Está observância não representa obrigação alguma para os cristãos, mas deve ser imediatamente abandonada como preceito, e o verdadeiro sábado do Senhor seja restaurado ao seu justo lugar, tanto no coração do Seu povo como na prática de Sua igreja.

  15. Capítulo 29 – O Célebre Edito de Constantino
    Ninguém nega que no dia 7 de março de 321, o imperador Constantino promulgou uma lei que assim reza:
    “Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atentam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu.” – Codex Justinianus, lib. 13 it. 12, par. 2 (3).
    Este acontecimento influiu decisivamente para transformar o “festival da ressurreição” num autêntico “dia de guarda” no império romano.
    Muitos, visando fazer confusão, procuram dar sentido tendencioso ao histórico decreto, ao mesmo tempo que propalam ser ensino nosso que a instituição dominical fora criada pelo imperador. Nada mais falso. Equivocam-se grandemente os que afirmam ser ensino adventista que o domingo foi instituído por Constantino e por um determinado papa. Jamais ensinamos que Constantino fosse o autor do domingo, mas sim que, na esfera civil, deu o passo para que se tornasse dia de guarda, promulgando a primeira lei nesse sentido, coroando assim a gradual implantação do domingo na igreja e no mundo.

    Contudo, dizer que muito antes de Constantino os cristãos guardavam o domingo é afirmação temerária, destituída de veracidade histórica. Os testemunhos que citam nada provam em favor da observância já estabelecida do primeiro dia da semana como dia de culto cristão. Não merecem inteira fé, por serem duvidosos, falíveis e incongruentes. Não invocam seguer um testemunho bíblico ou histórico exato, incontraditável, irrecorrível. Não podem fazê-lo. O máximo que se poderia afirmar é que, antes de Constantino, boa parte dos cristãos, já em plena fermentação da apostasia gradual, reuniam-se de manhã no primeiro dia da semana, para o “festival da ressurreição”, e depois voltavam aos trabalhos costumeiros. Nada de guarda, observância ou santificação do dia. Isso ninguém jamais provará.

    Por isso citam o edito dominical de Constantino. Citam-no para dar-lhe uma interpretação distorcida, às avessas. Inventam que o edito destinava-se a favorecer os cristãos. Não se dirigiam aos pagãos. Concordamos que o imperador tinha em mira agradar aos cristãos de seus dias, porém para conciliá-los com a observância do dia do Sol, que os pagãos observavam. Mero jogo político.

    Confusões e Contradições

    Afirmam: “Era um edito para favorecer particularmente os cristãos…” – Vamos analisar esta afirmativa. Notemos o seguinte: se a observância dominical, pelos cristãos, já era fato líquido e certo, não careciam eles de leis seculares para os favorecer. E prossegue: “[o edito] não foi feito para agradar os pagãos”. – Não foi mesmo porquanto os pagãos não precisam de leis que lhes ordenassem guardar o “dia do Sol”, considerando que o mitraísmo era religião dominante no Império, sendo o próprio Constantino mitraísta. Diz a história que ele era adorador do Sol que se “converteu” ao cristianismo. Isso lança luz nas verdadeiras intenções do edito.

    Mas agora surge a confissão interessante: “O edito era dirigido aos pagãos e por isso empregou-se a expressão dia do Sol em vez de dia do Senhor.” (Digamos, entre parênteses, que há aqui um equívoco, pois o edito era dirigido a todos, moradores das cidades e dos campos indiscriminadamente. Os pagãos sem dúvida, constituíam a imensa maioria). Voltaríamos a insistir:

    Por que empregou Constantino a expressão “dia do Sol”?
    A resposta será dada pelos nossos acusadores: Dizem: “Está provado, por homens abalizados, que esses [os pagãos] jamais guardaram esse dia [o primeiro dia da semana].” Os oponentes afirmam candidamente que os pagãos jamais em tempo algum observaram o primeiro dia da semana. Prestaram os leitores atenção? Pois bem. Leiam agora esta outra declaração na mesma página e no mesmo parágrafo, a respeito do edito de Constantino: “Era dirigido aos pagãos” por isso Constantino “usou a expressão dia do Sol para que pudessem [eles, os pagãos] compreendê-lo bem.” Aí esta a confirmação. E insistimos:

    Por que os pagãos compreenderiam bem a expressão “dia do Sol” em vez de “dia do Senhor”? Por quê? Insistimos, por quê? A resposta é uma só:
    Porque guardavam o dia do Sol. Era o dia de guarda do mitraísmo, religião professada pelo próprio Constantino. Por essa contradição se pode ver a insegurança dos que sustentam a guarda do primeiro dia da semana.

    A. T. Jones, assevera que “a primeira lei feita sobre o domingo, foi feita a pedido da igreja.” E cremos que o foi realmente, mas a pedido… de qual igreja? A pedido da igreja semi-apostatada, igreja que já levava inovações do paganismo, igreja conluiada com o Estado, igreja já desfigurada, que então usava velas, altares, praticava o monasticismo, borrifava água benta, impunha penitência, o sinal da cruz, e até ordens sacerdotais. Esta a igreja que solicitou o edito de Constantino. Esta a igreja que algumas décadas a seguir, num concílio, decretou a abstenção do trabalho no domingo e quis impedir a observância do sábado, no concílio de Laodicéia. Se A. T. Jones e os demais aceitam essa igreja como expressão do verdadeiro cristianismo, contentem-se. É direito dos senhores. Nós não aceitamos. Não nos conformamos, e continuamos a insistir na tese da origem pagã da observância dominical. Temos a História a nosso favor. Temos os fatos que depõem em abono de nossa mensagem. A verdade não precisa de notas forçadas para sobreviver. Impõe-se por si.

    E agora, a nuvem de testemunhas. O nosso ponto de vista vai ser confirmado exuberantemente, por depoimentos da mais alta idoneidade. Vejamos o que dizem os eruditos, os enciclopedistas e os historiadores: Ei-los:
    “O mais antigo reconhecimento da observância do domingo, como um dever legal, é uma constituição de Constantino em 321 d.C., decretando que todos os tribunais de justiça, habitantes das cidades e oficiais deviam repousar no domingo (venerabili die Solis), com uma exceção em favor dos que se ocupam do trabalho agrícola.” – Enciclopédia Britânica, art. “Sunday.”
    Note-se a expressão “mais antigo reconhecimento”, que prova não ser então líquida e certa a observância dominical. Antes disso não o era certamente.

    “Constantino, o Grande, baixou uma lei para todo o império (321 d.C.) para que o domingo fosse guardado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitia que o povo do campo seguisse seu trabalho.” – Enciclopédia Americana, art. “Sabbath.”

    Esse primeiro dia era o “dia solar” dos pagãos, que já o guardavam. Pelo decreto, o dia devia ser por todos (inclusive os cristãos) “guardado como dia de repouso” em todas as cidades e vilas. Muito claro.

    “Inquestionavelmente, a primeira lei, tanto eclesiástica como civil, pela qual a observância sabática daquele dia se sabe ter sido ordenada, é o edito de Constantino em 321 d. C.” – Chamber, Enciclopédia, art. “Sabbath.”

    Notemos que Chamber diz ser a lei também eclesiástica. Por quê? Devido à fusão com o cristianismo, à influência religiosa, e à habilidade de estadista que quer agradar a gregos e troianos. Dessa forma o incipiente “festival da ressurreição” das manhãs do primeiro dia da semana se fundiria com o dia solar do pagão do mitraísmo, e não haveria descontentes. Constantino atingiu seus objetivos.

    A influência da igreja semi-apostada na elaboração do decreto é evidente. Eusébio, contemporâneo, amigo e apologista de Constantino escreveu: “Todas as coisas que era dever fazer no sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor.” – Eusébio, Commentary on the Psalms.

    Essa expressão “nós transferimos…” é sintomática, e prova que esse dia de guarda é invenção humana, puramente humana, de procedência pagã, de um paganismo já unida com o cristianismo desfigurado da época.
    “Os cristãos trocaram o sábado pelo domingo. Constantino, em 321, determinou a observância rigorosa do descanso dominical, exceto para os trabalhos agrícolas… Em 425 proibiram-se as representações teatrais [nesse dia] e no século VIII aplicaram-se ao domingo todas as proibições do sábado judaico.” – Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, art. “Domingo.”
    O grande historiador Cardeal Gibbon, com sua incontestada autoridade assevera o seguinte: “O Sol era festejado universalmente como o invencível guia e protetor de Constantino. … Constantino averbou de Dies Solis (dia do Sol) o ‘dia do Senhor’ – um nome que não podia ofender os ouvidos de seus súditos pagãos.” – The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 20 §§ 2.º, 3.º (Vol. 2, págs. 429 e 430).
    Ainda sobre o significado do célebre edito diz-nos o insuspeito Pastor Ellicott: “Para se entender plenamente as provisões deste edito, deve-se tomar em consideração a atitude peculiar de Constantino. Ele não se achava livre de todo o vestígio da superstição pagã. É fora de dúvida que, antes de sua conversão, se havia devotado especialmente ao culto de Apolo, o deus-Sol… O problema que surgiu diante dele era legislar em favor da nova fé, de tal modo a não parecer totalmente incoerente com suas práticas antigas, e não entrar em conflito com o preconceito de seus súditos pagãos. Estes fatos explicam as particularidades deste decreto. Ele denomina o dia santo, não de dia do Senhor, mas de “dia do Sol” – a designação pagã, e assim já o identifica com o seu antigo culto a Apolo.” – Pastor George Ellicott, The Abiding Sabbath, pág. 1884.

    Se isto não basta, temos ainda o insuspeito Dr. Talbot. Só citamos autores não adventistas. Ei-lo:
    “O imperador Constantino, antes de sua conversão, reverenciava todos os deuses (pagãos) como tendo poderes misteriosos, especialmente Apolo, o deus do Sol, ao qual, no ano 308, ele [Constantino] conferiu dádivas riquíssimas; e quando se tornou monoteísta, o deus a qual adorava era – segundo nos informa Uhlhorn – antes o “Sol inconquistável” e não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. E na verdade quando ele impôs a observância do dia do Senhor (domingo) não o fez sob o nome de sabbatum ou dies domini, mas sob o título antigo, astrológico e pagão de Dies Solis, de modo que a lei era aplicável tanto aos adoradores de Apolo e Mitra como aos cristãos.” – Dr. Talbot W. Chamber, Old Testament Student, Janeiro de 1886.

    Isto é confirmado por Stanley, que diz: “A conservação do antigo nome pagão de “Dies Solis” ou “Sunday” (dia do Sol) para a festa semanal cristã é, em grande parte, devida à união dos sentimentos pagão e cristão, pelo qual foi o primeiro dia da semana imposto por Constantino aos seus súditos – tanto pagãos como cristãos – como o “venerável dia do Sol”… Foi com esta maneira habilidosa que conseguiu harmonizar as religiões discordantes do império, unindo-as sob uma constituição comum.” – Deão Stanley, Lectures on The History on the Eastern Church, conferência n.º 6, pág. 184.

    Comentada a chamada “conversão” de Constantino, escreve o erudito Bispo Arthur Cleveland Coxe: “Foi uma conversão política, e como tal foi aceita, e Constantino foi pagão até quase morrer. E quanto ao seu arrependimento final, abstenho-me de julgar.” – Elucidation 2, of “Tertullian Against Marcion,” book 4.

    Comentando as cerimônias pagãs relacionadas com a dedicação de Constantinopla (cidade de Constantino), diz o autorizado Milman: “Numa parte da cidade se colocou a estátua de Pitian, noutra a divindade Smintia. Em outra parte, na trípode de Delfos, as três serpentes representando Piton. E sobre um alto triângulo, o famoso pilar de pórfiro, uma imagem na qual Constantino teve o atrevimento de misturar os atributos do Sol, com os de Cristo e de si mesmo… Seria o paganismo aproximando-se do cristianismo, ou o cristianismo degerando-se em paganismo? – History of Christianity, book 3, chap. 3.

    Outro testemunho interessante é o de Eusébio: “Ele [Constantino] impôs a todos os súditos do império romano a observância do dia do Senhor como um dia de repouso, e também para que fosse honrado o dia que se segue ao sábado.” – Life of Constantine, book 4, chap. 18.

    Uma fonte evangélica: “Quando os antigos pais da igreja falam do dia do Senhor, às vezes, talvez por comparação, eles o ligam ao sábado; porém jamais encontramos, anterior à conversão de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia, e se houve alguma, em grande medida se tratava de coisas sem importância. … Depois de Constantino as coisas modificaram-se repentinamente. Entre os “cristãos, o “dia do Senhor” – o primeiro dia da semana – gradualmente tomou o lugar do sábado judaico.” – Smith’s Dictionary of the Bible, pág. 593.

    Lemos na North British Review, vol. 18, pág. 409, a seguinte declaração: “O dia era o mesmo de seus vizinhos pagãos e compatriotas; e o patriotismo de boa vontade uniu-se à conveniência de fazer desse dia, de uma vez, o dia do Senhor deles e seu dia de repouso…
    Se a autoridade da igreja deve ser passada por alto pelos protestantes, não vem ao caso; porque a oportunidade e a conveniência de ambos os lados constituem seguramente um argumento bastante forte para mudança cerimonial, como do simples dia da semana para observância do repouso e santa convocação do sábado judaico.”
    Um livro idôneo é Mysteries of Mithra, de Cumont. Nas páginas 167, 168 e 191 há valiosas informações confirmadas pela História e pela Arqueologia a respeito do mitraísmo. Poderíamos acrescentar dezenas de outros depoimentos, porém o espaço não o permite. Os citados, no entanto, provam à saciedade a tremenda influência do edito constantiniano em implantar definitivamente a guarda do primeiro dia da semana.

  16. Capítulo 30 – O Concílio de Laodicéia
    Tornou-se costume, a apresentação de falsos ensinos sobre o Concílio de Laodicéia, visando tirar-lhe toda autoridade legislativa para a igreja romana. O intuito é evidente: enfraquecer nossa argumentação baseada em um dos cânones votados por aquele sínodo da igreja apostatada. Veremos, no entanto, como também essa investida não atinge os objetivos, e falha completamente.

    Quem lê nossa literatura percebe que, de fato, costumamos citar o Concílio de Laodicéia como outro forte sustentáculo da implantação da observância do falso dia de repouso. Essa assembléia eclesiástica, cuja data mais admissível é 364 d.C., depois de alguma discussão sobre a disparidade do dia de guarda, e motivada em parte pela vigência do edito constantiniano, estabeleceu no Cânon 29:
    “Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado, mas sim trabalhar neste dia; devem honrar o dia do Senhor e descansar, se for possível, como cristãos. Se, entretanto, forem encontrados judaizando, sejam excomungados por Cristo.” – Hefele, History of the Councils of the Church, vol. II, livro 6, sec. 93, pág. 318.
    Aí está, com a maior fidelidade possível, a transcrição do Cânon 29, legislado sobre o dia de guarda. Os cristãos fiéis observavam o sábado. Contudo a apostasia gradual já se manifestava com certa ascendência nos meios eclesiásticos, tendo tomado vigoroso impulso com o célebre edito do imperador Constantino em 321, além de outras leis dominicais promulgadas por ele nos anos seguintes. Contudo, o sábado continuava sendo observado. Eis alguns depoimentos:
    “O sábado foi religiosamente observado na Igreja do Oriente, durante mais de trezentos anos depois da paixão do Salvador.” – E. Brerwood (professor do Gresham College de Londres), Learned Treatise of the Sabbath, pág. 77.

    Outro historiador sincero, criterioso e imparcial, afirma: “Retrocedendo mesmo até o quinto século, foi contínua a observância do sábado judaico na igreja cristã, mas com rigor e solenidade gradualmente decrescentes, até ser de todo abolida.” – Lyman Coleman, Ancient Christianity Exemplified, cap. 26, seção 2.

    Mais forte se nos afigura ainda o depoimento do historiador Sócrates, que escreveu em meados do quinto século. Diz ele: “Quase todas as igrejas do mundo celebram os sagrados mistérios no sábado de cada semana; não obstante os cristãos de Alexandria e de Roma, em vista de alguma antiga tradição, recusarem-se a fazê-lo.” – Eclesiastical History, livro V, cap. 22.

    Sozomen, outro historiador do mesmo período, escreveu: “O povo de Constantinopla e de outras cidades, congregam-se tanto no sábado como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em Roma.” – Eclesiastical History, livro VII, cap. 19.

    Estas citações provam que o sábado era observado pelos fiéis, naquele tempo, mas a igreja de Roma e as de sua órbita de influência já começaram a implantar o domingo. O “festival da ressurreição”, sem nenhum caráter de dia de guarda, tivera grande incremento com a imposição oficial pelo edito de Constantino. O resultado foi a confusão, a guarda de ambos os dias por muito tempo. Pois bem, é um ambiente assim que o Concílio de Laodicéia vota o Cânon 29. Nesse contexto histórico é que se vê a apostasia ganhando terreno, e melhor se percebe o sentido desse voto.

    Ninguém pode negar que esse cânon foi estabelecido, e salta à vista que se trata de uma lei eclesiástica impondo a guarda do domingo. Se a observância dominical era, na ocasião, ponto pacífico, fato estabelecido, coisa indiscutível – como querem alguns – então por que o Concílio de Laodicéia cogitou deste assunto em suas sessões? Por que legislou a respeito de um ponto líquido e certo?

    O fato inegável é que o conclave traçou diretrizes a respeito do dia de guarda. É vão, inútil o esforço com o objetivo de minimizar a autoridade desse concílio, alegando que se realizara no Oriente e não em Roma, que a cidade de Laodicéia era grega e não romana, que a igreja de Roma não esteve presente nele, que era concílio local, sem amplitude, que só havia 33 bispos e outras arengas.

    Tudo isso, no entanto, em nada, absolutamente em nada, enfraquece a tese adventista. Não destrói o fato de um concílio católico, ou melhor, um concílio da igreja chamada cristã mas praticamente em plena integração da apostasia, ter legislado solenemente a respeito do dia de guarda.

    Mas perguntamos: Para que invocar o sábado, se ele fora cancelado na cruz e ninguém se lembrava mais dele?

    Repetimos que essas alegações são de todo improcedentes. Analisemo-las. O local da instalação do concílio nada significa contra a autoridade, eis que os primeiros concílios, e concílios gerais, ecumênicos e importantes da igreja romana realizaram-se no Oriente. Por exemplo:

    O primeiro concílio geral realizou-se em Nicéia (Ásia Menor) no ano 325 d.C., e na mesma cidade o segundo em 787 d.C.
    Em Constantinopla (Turquia) houve nada menos que quatro concílios, sendo o primeiro em 381 d.C., o segundo em 553 d.C., o terceiro em 681d.C. e o quarto em 889 d.C.
    Em Calcedônia (Ásia Menor) reuniu-se o concílio de 551 d.C.
    Excetuando-se o Concílio de Éfeso em 431 d.C., só a partir de 1123 d.C. os concílios romanos tiveram lugar em cidades européias. E mais ainda: em Roma propriamente dita só se realizaram os cinco concílios de Trento, e o do Vaticano em 1870. O fato de a maioria desses sínodos se terem realizados fora de Roma não lhes enfraquece a autoridade, por isso que a tese é insustentável.
    A afirmação de que era concílio local, sem amplitude, revela ignorância dos fatos, pois essa assembléia foi totalmente confirmada pelo concílio geral de Calcedônia, sendo aí aceitos, ratificados e oficializados todas as suas decisões e cânones, inclusive o Cânon 29, o cânon que ordena a guarda do domingo. À vista deste fato, o Concílio de Laodicéia pode ser considerado geral. Tem o mesmo peso de autoridade.

    A História e os fatos desmentem as afirmações levianas, pois o que interessa saber é se as medidas ali tomadas ficaram circunscritas a Laodicéia apenas, ou tornaram-se diretrizes para toda a cristandade de então. Isto é fundamental. O Cânon 29 do Concílio de Laodicéia, que veda o trabalho no domingo, tornou-se diretriz para a igreja romana, e é neste ponto indesmentível que baseamos nossa tese.

    Mais ainda. Este concílio teve autoridade de estabelecer o cânone dos livros sagrados da Escritura, excluindo, como excluiu, os livros apócrifos. Essa medida também foi de aplicação universal. Nessa ocasião o livro do Apocalipse não foi aceito, porém foi ele finalmente incluído no cânon no Novo Testamento por outro concílio local, realizado também fora dos domínios romanos: o Concílio de Cartago (África) no ano 397 d.C.

    Notemos bem: graças a esses dois concílios locais, realizados fora de Roma, e mesmo com pequena representação da igreja romana, é que os nossos acusadores possuem hoje suas Bíblias como está, com o cânone em ordem, com todos os livros inspirados, e excluídos os deuterocanônicos. Por isso não se deve minimizar a autoridade do Concílio de Laodicéia, eis que suas decisões tornaram-se leis e regras da igreja. Verdade é que, na contra-reforma, a igreja romana voltou a incluir no cânon os apócrifos, com o fim evidente de combater o protestantismo.

    Diz Eduardo Carlos Pereira: “O Concílio de Laodicéia (364), confirmado pelo Concílio de Tolo e pelo Concílio Geral de Calcedônia (451), excluiu do seu catálogo os livros apócrifos.” – O Problema Religioso na América Latina, pág. 78.

    Diz a abalizada Enciclopédia New Schaff-Herzog: “Também [nesse Concílio de Laodicéia] se estabeleceu o cânone dos livros sagrados, com exclusão do Apocalipse.”

    E a Enciclopédia Britânica acrescenta: “Todos os cânones [do Concílio de Laodicéia] foram confirmam pelo Concílio de Calcedônia em 451.”

    Tanto isto é verdade que o “Cânon n.º 1” do Concílio Geral de Calcedônia, assim começa: “Os cânones até esta data elaborados pelos santos pais em todos os concílios terão validade.” – Hefele, obra citada, vol. 3, pág. 385.

    E ainda mais: o imperador Justiniano tomou conhecimento desta ratificação de decisões sinodais, em sua Novella 131, quando se refere aos cânones adotados e confirmados pelos primeiros quatro concílios gerais. E esses cânones foram incorporados no código imperial, com força de lei civil, constituindo sua infração crime contra o Estado.

    E a afirmação bastante conhecida de William Prynne, em seu livro Dissertation on The Lord’s Day, págs. 33, 34 e 44: “O sábado do sétimo dia… solenizado por Cristo, pelos apóstolos, e pelos cristãos primitivos, até que o Concílio de Laodicéia, de certo modo, aboliu sua observância… O Concílio de Laodicéia (364 d.C.)… primeiro estabeleceu a observância do dia do Senhor.”
    De tudo isto é fatal a conclusão de que a igreja apostatada, em conluio com o Estado, é responsável pela mudança do dia de repouso, fato que ocorreu gradualmente, a princípio com a celebração cerimonial do “festival da ressurreição” na parte matinal do primeiro dia da semana, depois foi se consolidando com leis civis e com decisões sinodais.
    Jamais afirmamos, que um determinado papa aboliu o sábado como dia de guarda. Repetimos que a mudança foi um processo lento, porém sob a tutela do papado, como chefe visível, ostensivo e diretivo da igreja. É bom esclarecer que nos referimos ao papado como instituição, que existia embrionária e em potencial, mesmo nos primeiros séculos da nossa era. Essa instituição cuidou de “mudar os tempos e a lei”. (Daniel 7:25). E o fez com maestria, embora a longo prazo.

    Os catecismos romanos estão cheios de citações que reconhecem a autoridade da igreja romana como responsável pela mudança do dia de repouso. O fato essencial é que tal mudança não tem aprovação das Escrituras Sagradas, nem um preceito de Cristo, nem recomendação apostólica. Não é, portanto, bíblica. Ao contrário, tem fundamento unicamente na tradição. E tradição, para nós, não constitui regra de fé e prática. Deve, pois, ser rejeitada.

  17. Capítulo 31 – Apocalipse 1:10 e o “Dia do Senhor”
    Um opositor aos mandamentos de Deus afirma: “O primeiro dia da semana ou domingo tomou tanta importância, pelas coisas que se deram nele, especialmente pela ressurreição de Jesus, que se tornou comum entre os apóstolos e os cristãos primitivos chamá-lo ‘dia do Senhor’. A linguagem de João ‘Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor’ (Apocalipse 1:10) revela o fato que qualquer pessoa no seu tempo, que lesse esse seu escrito saberia a que dia se referia, isto é, qual o dia que pertencia ao Senhor Jesus.”

    Há nesse trecho nada menos que três afirmações destituídas de qualquer fundamento:

    a) “… o domingo tomou tanta importância…”

    Não tomou importância nenhuma. Tanto assim que os evangelistas sinóticos, escrevendo seus evangelhos sempre depois do ano 60, mais de 30 anos após a ressurreição, referem-se ao dia meramente como “o primeiro dia da semana”, sem nenhum título da santidade, sem nenhum caráter especial. Nos escritos apostólicos não se vê esta “tanta importância” que o opositor pretende. E o mesmo João, escrevendo seu evangelho, perto do ano 100 de nossa era, também refere ao dia como sendo “o primeiro dia da semana”. Quer dizer que no fim do primeiro século, o dia não tinha a “tanta importância” que lhe atribuem.

    E isto nos vai ser confirmado pelo pastor Albert C. Pittman: “Primitivamente reuniam-se [os cristãos] no domingo de manhã, porque o domingo não era um dia feriado, mas sim um dia de trabalho normal como os demais… Partilhavam de uma merenda religiosa e em seguida retornavam ao seu trabalho, para os labores da semana.” – The Watchman Examiner, 25 de outubro de 1956.
    b) “… se tornou comum entre os apóstolos… chamá-lo ‘dia do Senhor’.”

    Aí está outra ficção. Quais apóstolos? Onde? Quando? Como se prova que tornou comum entre os apóstolos designar o domingo como o “dia do Senhor”? Apontem-se seus escritos, por favor! Queremos provas!

    c) “A linguagem de João: Eu fui arrebatado no ‘dia do Senhor’ revela o fato…”

    Primeiramente o arrebatamento nada prova em favor da guarda do dia, aliás a nova versão bíblica diz “achei-me em espírito”, indicando apenas que o apóstolo teve as visões. João teve outras visões e, com relação a estas, não se menciona o dia em que ocorreram. A segunda visão se deu em dia não especificado (Apocalipse 4:2), e o fato de um profeta ter visão em determinado dia, não significa que tal dia deva ser guardado. A santidade de um dia repousa em base mais sólida, fundamenta-se num claro e insofismável “assim diz o Senhor”.
    A afirmação que o “dia do Senhor” nessa passagem se refira indiscutivelmente ao primeiro dia da semana é baseada em presunção sem nenhum valor probante. O fato de em fins do segundo século da era cristã surgirem escritos aludindo ao primeiro dia da semana como sendo “dia do Senhor’, não autoriza ao dogmatizar que João também se referia ao domingo. Antes do ano 180 d.C., quando surgiu um falso Evangelho Segundo S. Pedro que afirmava ser o primeiro dia da semana o “dia do Senhor”, nada, absolutamente nada se pode invocar para dizer que João de referia ao domingo. O próprio Justino Mártir que alude a um costume que se implantava entre os cristãos, de se reunirem no primeiro dia da semana, ao dia, refere como”o dia do Sol” e não como o “dia do Senhor”.
    A partir daqueles tempos, o título “dia do Senhor” aparece exuberantemente na literatura patrística. Mas é preciso provar que João tinha em mente o primeiro dia da semana quando escreveu “dia do Senhor”. Autoridades evangélicas afirmam que João escreveu seu evangelho depois do Apocalipse, situando-se entre 96 a 99 d.C., tais como: Albert Barnes, em suas Notas Sobre os Evangelhos, John Beatty Howell em sua tabela de datas, W. W. Rand, em seu Dicionário Bíblico, e comentaristas Bloomfield, Dr. Hales, Horne, Nevinse Olshausen, Williston Walker e muitos outros.

    Isso é importante, pois se João, no Apocalipse, escrito antes, se refere ao domingo como o “dia do Senhor”, como então no seu evangelho, escrito posteriormente, volta a referir-se simplesmente ao “primeiro dia da semana”? (João 20:1 e 19).

    Temos fundadas razões para crer que S. João se referia ao sábado. Porque, consoante a Bíblia, o único “dia do Senhor” que nela se menciona é o sábado. Leia-se cuidadosamente Isaías 58:13: “santo dia do Senhor”. O quarto mandamento em Êxodo 20:10 diz: “o sétimo dia é o sábado do Senhor.” Em Marcos 2:28 lemos: “O Filho do homem é Senhor até do sábado.”

    E a Revista de Jovens e Adultos para Escola Dominical, editada pela Convenção Batista Brasileira, relativa ao 4.º trimestre de 1938, pág. 15, assim comenta este versículo: “… o ‘Filho do homem é Senhor do sábado (Marcos 2:28)’; isto é… o sábado é o ‘dia do Senhor’, o dia em que Ele é Senhor e pelo Seu senhorio Ele restaura o Seu dia ao seu verdadeiro desígnio.”

    O discípulo amado conhecida muito bem as palavras do Decálogo (Êxodo 20:10) bem como as de Isaías (Isaías 58:13). À vista disso, não precisamos ter duvidas quanto ao dia a que ele quis referir-se quando no Apocalipse escreveu: “fui arrebatado em espírito no dia do Senhor”. Só posteriormente, com a fermentação da apostasia na igreja primitiva, é que o domingo foi tomando corpo, e a designação “dia do Senhor” lhe foi dada deliberadamente.

    Heylin, erudito de projeção intelectual, da Igreja da Inglaterra, escritor bem informado, da o seguinte testemunho:

    “Tomai o que quiserdes, ou os pais [da igreja] ou os modernos: e não encontraremos nenhum dia do Senhor instituído por mandamento apostólico: nenhum ‘sabbath’ [dia de repouso] por eles firmados sobre o primeiro dia da semana.
    Vemos assim sobre que bases se assenta o dia do Senhor: primeiro sobre o costume e a consagração voluntária desse dia para reuniões religiosas; tal costume continuou favorecido pela autoridade da igreja de Deus, que tacitamente o aprovava; e finalmente foi confirmado e ratificado pelos príncipes cristãos em todos os seus impérios. E como dia de descanso dos trabalhos e abstenção dos negócios, recebeu sua maior força dos magistrados civis enquanto detinham o poder, e a seguir dos cânones, decretos de concílios, decretais dos papas, ordens de prelados de categoria quando a direção dos negócios eclesiásticos lhes era exclusivamente confiada.
    Estou certo de que assim não foi com o antigo sábado, o qual nem teve origem no costume – e o povo não se adiantara a ponto de dar um dia a Deus – nem exigiu qualquer favorecimento ou autoridade dos reis de Israel para ser confirmado ou ratificado. O Senhor falou que Ele queria ter um dia em sete, exatamente o sétimo dia da criação do mundo, para ser dia de repouso para todo Seu povo, e este nada mais tinha a fazer senão de boa vontade submeter-se à Sua vontade e obedecer-lhe…
    Assim, porém, não ocorreu no caso em tela. O dia do Senhor [domingo] não tem nenhuma ordem para que deva ser santificado; mas foi evidentemente deixado ao povo de Deus determinar este ou outro dia qualquer, para uso notório. E assim foi adotado por eles, e tornado um dia de reunião da congregação para práticas religiosas; contudo, por trezentos anos não houve lei alguma que o impusesse aos crentes e tampouco se exigia a cessação do trabalho ou de negócios seculares nesse dia.” – Dr. Peter Heylin, em History of the Sabbath, 2.ª parte, capítulos I e III, seção 12.
    “Quando os antigos pais da Igreja falam do dia do Senhor, eles, às vezes, talvez por comparação, o liguem ao dia de repouso; porém jamais encontramos, anterior à conversação de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia; e se houve alguma, em grande medida se trata de coisas sem importância, pelas razões que apresentavam.” – Smith’s Dictionary of the Bible, pág. 593.

    Depois de tudo isto, ainda que se pudesse provar (o que é absolutamente impossível) que João tivera a visão num primeiro dia da semana, isto em nada altera a observância do sétimo dia da semana, pois não tem relação alguma com o dia do repouso do cristão, e muito menos se destina a abolir o sábado do Decálogo.

  18. Vamos pegar um contexto maior para entender, veja:

    13 Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede;
    14 mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
    15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, nem venha aqui tirá-la.
    16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá.
    17 Respondeu a mulher: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;
    18 porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade.
    19 Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.

    Cristo fala de uma água espiritual, onde todo aquele que beber, jamais terá sede, enquanto que a mulher, por não entender, acha que o Senhor literalmente está falando de uma espécie de água para beber mesmo, tanto é que a pede, para não ter mais sede, nem precisar mais voltar ao local para tirá-la. Sabemos que tal água anunciada pelo Senhor é a palavra (evangelho), da salvação, por isso no verso 14 diz que “…a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”. Recebemos e tomamos posse dessa água pela fé, a qual é selada e testificada com o Espírito Santo em nosso coração. No verso 16, o Senhor conhecendo o coração de tal mulher, para mostrar com quem a mesma estava falando, pois ela já sabia da vinda do Messias, pediu para a mesma chamar o marido, a qual prontamente disse que não tinha. Em seguida, o Senhor mostrou a realidade da vida de tal mulher, colocando a limpo seus segredos, que, sem ter mais como duvidar, reconheceu-o como profeta, abrindo seu conhecimento para a verdade de quem estava falando com ela, por isso disse no verso 29 Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto eu tenho feito; será este, porventura, o Cristo?

    Concluindo o exposto acima, o que dar a entender, é que tal mulher, apesar de ter tido cinco maridos, já não tinha mais nenhum, pois estava no momento tendo um relacionamento ilícito, por isso foi dito que o que agora tens, não é teu marido. O entendimento que tive foi esse. Grato.

  19. Ao irmão Clênio acima:

    O irmão acha correto copiar e colar textos de sites adventistas, embora todo fora de contexto, para justificar guarda de sábado aos cristãos? Desculpa irmão, mas se não notou, este espaço está se referindo a outro assunto, porém se quer debater lei, tem outro texto que fala sobre isso. Não sou dono do blog, mas me senti no direito de falar isso. Se estiver errado, aceito correção. Grato.

    1. Desculpe Menezes é que achei que este espaço seria o que tem maior participação. Não pensei que prejudicaria alguém. E por acaso os adventistas também não são filhos de Deus? ( Não esqueça que denominação sigla de igreja não salva não cura não transforma e não liberta todos tem ótica e interpretação diferente e cada um com um ponto de vista ). Se for assim os únicos merecedores de participações seriam os Judeus povos escolhidos por Deus como filhos da promessa. Não esqueça que somos apenas enxerto. ( O MEU DEUS QUE É O DEUS DE ABRAÃO TAMBÉM É O DEUS DE TODOS, AGORA ACEITÁ-LO JÁ É OUTRA COISA )

  20. A questão não é prejudicar, mas é que aqui tem cristãos de doutrinas diferentes. Sim, os que crêem em Cristo são filhos de Deus, e cada qual vai ter que dar conta de si mesmo, porém eu com o que creio, e você idem, por isso não acho justo postar textos deliberadamente, dentro de um assunto inverso e/ou diferente do que foi proposto no artigo, pois isso soa como proselitismo desonesto. Quanto a denominação não salvar, não curar e etc, isso é mais claro do que um cristal, embora tenha algumas que preguem ao contrário, inclusive proibindo o que Deus não proíbe. Os da promessa somos nós irmão, os que temos crido, pois tal promessa foi feita a Abraão pela fé, não aos da lei, por isso esssa, de maneira nenhuma invalida aquela. Sim, somos enxertos, mas lembre-se que para sermos enxertados, primeiro foi preciso cortar os verdadeiros, pois não entraram no DESCANSO de Deus pela fé. Os judeus por terem tropeçados em Cristo, puseram sua confiança em seus próprios esforços, tentando guardar lei, coisa que homem nenhum guarda, por isso Paulo fala, que nós que temos crido, é quem entramos no DESCANSO de Deus. Que descanso é esse? Cristo irmão, pois ele é o autor e consumador de nossa fé. Não existe outro descanso dado aos cristãos, somente esse, perfeito e completo no amor, nos resgatando dos pecados, para nos colocar na presença de Deus. Entendeu amado?

  21. Sim, disseste bem, aceitá-lo já é outra coisa, porém faltou acrescentar uma coisa, que o aceitamos pela fé, não pela lei, pois tudo que não é da fé, é pecado.

  22. Acredito que ela tivesse ficado viúva por 5 vezes, vindo a perder a boa reputação ao se envolver com homens (não exatamente casados) de forma não oficial. Por isso Jesus afirma que ela já havia tido 5 maridos (oficiais) e o que ela agora chamava de marido não o era de fato.

  23. Eu interpreto de outra forma, me desculpe quem não concordar mas é a minha opnião (não sei porque mas quando li este texto senti em meu coração) Jesus quando pediu que a mulher chamasse seu marido ele estava se referindo a seu primeiro marido e nãos os demais dizendo que a pessoa a qual a mulher estava não era seu marido sendo apenas o primeiro pois as escrituras dizem que a mulher esta presa a seu marido enquanto ele viver, e que o que Deus uniu o homem não separe, além disso a tal carta de divorcio foi dada conforme diz jesus devido a dureza de vossos corações sabendo também que só a morte separaria as pessoas (conjugues) naquela época o que teria de homens matando suas esposas para poderem se casar novamente , então para se evitar isso já sabendo Deus como o homem é quando quer alguma coisa transmitiu isso (carta de divórcio) a Moisés. Jesus foi bem tachativo o que Deus uniu o homem não separe.

  24. Fico pensando referente a essa passagem,será que o atual da mulher Samaritana não seria um marido que não era seu mas de outra ? Porque Jesus disse que ele não era seu marido ,então de quem seria?na mesma passagem no verso 29 pra mim ressoa com um ar de mistério,pois o que ela fazia que despertou tanta admiração por Jesus ter revelado! fique com Deus

  25. Desculpem. Jesus não se referiam a marido-homem-amante-compamheiro. Jesus dizia que a mulher teve cinco maridos (deuses os samaritanos vinham de um povo que acreditavam em deuses falsos)) e o atual marido (deus) não era dela, era de outra ou seja um deus falso. Ela devia procurar o verdadeiro DEUS.

  26. legal ver a opinião das pessoas… Porque o tal marido se chamava de marido??? Porque este nao era de fato dela??? Sera que era de outra?? Fiquei curiosa com a passagem, pois orei acerca de meu relacionamento/casamento desfeito e essa palavra me foi revelada. Eu particularmente tive 5 homens na minha vida, nao casada oficialmente, apenas com 1 deles fui casada oficialmente e no momento estava divorciada do mesmo, mas orando incansavelmente para reatarnos,nossa uniao, que na verdade em meu coraçap nunca foi desfeita… Entao o que é de fato “oficial”, ou não ??? O que realmente é nosso ou não?? Fica a reflexão…

    No caso da mulher,creio que Jesus não só quis testá-la, mas mostrar que sabia que ela tinha um homem, como ele era considerado por ela (como marido ou não), dependia do ponto de vista dela, ela o tinha, porem nao era considerado por ela como marido, maaaass Jesus o chamou assim, isso foi importante ele nao mentiu, mas buscou a “verdade dela”, o q ela achava q tinha, ela tinha ciencia q por algum motivo nao era de fato dela…. Jesus quis mostrar que como a sede que nao termina, logo buscamos outra agua, eram seus relacionamentos, que acabavam sejam por qual motivo fosse, paz do Senhor.

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