Crente tem que fazer barulho?

 

Sábado, na conferencia missionária, ouvi mais uma vez o pregador dizer que crente de verdade não consegue ficar quieto.
Embora já pensasse que tais “chavões” não são realmente a forma bíblica de ver as coisas, lembrei-me de uma Palavra de Jesus que parece contrariar esse pensamento tão genuinamente “pentecostal”.

Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. (Mateus 6 : 6)

Vemos aqui que Jesus não apresenta essa necessidade de se fazer barulho (mesmo na oração), mas diz que quem ora em oculto recebe o galardão de Deus, em contraste aquele que gosta de se mostrar para os outros no versículo anterior:

E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. (Mateus 6 : 5)

Eles receberam seus galardões dos homens pois já foram vistos orando e foram reconhecidos pelos homens como bons religiosos.

Um exemplo de inversão de valores…
Enquanto no evangelho o importante é a pessoa e Deus, na religião o importante é que ela prove através de provas visíveis ou audíveis que é crente.e possamos ser recompensados só por Deus mesmo.

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4 comentários em “Crente tem que fazer barulho?

  1. crente não precisa fazer barulho,principalmente os pregadores,mas de barulhentos e exaltados, tem muitos por aí. uma vez numa igreja enquanto o pastor pregava em voz alta, o seu filhinho que tava sentado, colocou os dedos nos ouvidos pra aliviar o volume.

  2. ABAIXO O BARULHO!
    Nas igrejas…

    Uma pesquisa nos EUA mostrou que jovens expostos a um ruído médio inferior a 71 decibéis, entremeados com pulsos de 85 decibéis só a 3% do tempo, tiveram aumentos médios de 25% no colesterol e 68% numa das substâncias provocadoras de estresse, o cortisol. Mas já a partir de 55 decibéis acústicos a poluição sonora provoca “ESTRESSE”, segundo a Organização Mundial de Saúde. Pelo nível de ruído das nossas igrejas, podemos entender porque o estresse tem se tornado tão comum no meio evangélico, surgindo ou agravando arterioscleroses, problemas de coração e de doenças. Fernando Pimentel de Souza, professor da UFMG, especialista em Neurofisiologia e membro do Instituto de Pesquisa do Cérebro, UNESCO, inclui entre os efeitos da exposição aos altos decibéis a sonolência, fadiga, diminuição da produtividade e problemas de relacionamento social e familiar.
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    “Se o ruído é excessivo, o corpo ativa o sistema nervoso, que o prepara contra o ataque de um inimigo invisível, sem pegadas, que invade todo o meio ambiente pelas menores frestas por onde passa o ar ou por toda ligação rígida à fonte ruidosa. O cérebro acelera-se e os músculos consomem-se sem motivo. Sintomas secundários aparecem como aumento de pressão arterial, paralisação do estômago e intestino, má irrigação da pele e até mesmo impotência sexual”
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    Também é bom lembrar que um RÍTIMO REPETITIVO de fala, entre 42 a 72 golpes por minuto, semelhante ao coração humano, é comprovadamente hipnótico e pode gerar uma alteração do estado de consciência, tornando-a até 25 vezes mais sugestionável. Com base nisso, podemos entender melhor alguns fenômenos “ESPIRITUAIS” que acontecem durante a pregação de alguns avivalistas.

    A questão fundamental que parece ser intocável é que as lideranças religiosas “preferem o barulho” a terem um culto saudável baseado na “DECÊNCIA” e na “ORDEM”. Infelizmente parece que as pessoas estão sendo conquistadas pelo “VOLUME DE SOM” que são emitidos nos cultos e não pelo “MOVER” do Espírito Santo. Ninguém se dá ao cuidado de pelo menos procurar se informar se o barulho que promovem está perturbando a ordem de alguém. Sequer procuram saber sobre as leis que tratam sobre o assunto. Lamentavelmente, para a maioria absoluta dos evangélicos, Deus é surdo ou tem algum problema de audição tamanha a “ALGAZARRA” que promovem na expectativa de celebrarem através do louvor um culto a Ele. A recomendação de Paulo de: “Não vos conformeis com este mundo… que é o vosso culto racional… mas, transformai-vos…” não faz nenhum sentido para as igrejas hoje até porque é no mundo que estas estão buscando seus modelos e práticas de culto.

    Contudo, o pior problema da pregação contemporânea não é o som alto, e sim a má qualidade dos sermões pregados. Saúde, prosperidade e muita “UNÇÃO” são os temas recorrentes dos mensageiros da atualidade e a pregação cristocêntrica vai ficando cada vez mais esquecida. É triste ver alguns pregadores que eram considerados homens de Deus, defensores da ortodoxia cristã, que hoje estão entregues à “DOUTRINA DA PROSPERIDADE”. Somente para corroborar o que estou dizendo: Faz exatamente uma semana que estou acompanhando as pregações de um “TELEPASTOR” na Band, na esperança de ouvir um sermão evangelístico que seja, mas ao que tudo indica, ele preferiu dedicar o horário para vender a “Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira”, que ensina o crente a fazer negociatas com o Todo Poderoso. Depois ele ainda aproveita o espaço para fazer propaganda da “VIAGEM À TERRA SANTA” incentivando o povo a gastar com o místico “TURISMO RELIGIOSO” ao invés de levá-los a investir o dinheiro na salvação de almas. Uma pena, pois enquanto esses pregadores fazem seus “ESPETÁCULOS” na tentativa de promover a própria imagem, o Evangelho é deixado de lado e conseqüentemente milhares de pessoas que poderiam ser transformadas pela Palavra de Deus vão dormir sem conhecer o salvador Jesus. É uma pena…
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    Ah, e antes que eu esqueça, acerca da teologia da prosperidade é bom lembrar-nos que quem oferece o mundo em troca de adoração é o Diabo, e não Deus – Mateus 4:9 e 10.

    Carlos Roberto Martins de Souza
    crms2casa@hotmail.com

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