Sobre Bolsonaro e os médicos cubanos

Plenário do Congresso

Vamos expulsar com o Revalida os cubanos do Brasil”(Bolsonaro em pronunciamento realizado em Presidente Prudente – SP).

Muito se tem discutido sobre a saída dos médicos cubanos do programa mais médicos e a influência do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro nessa decisão.

Por um lado, a saída dos cubanos causa (ou traz de volta, já que o mais médicos foi uma tentativa de melhorar a saúde, atendendo a uma das solicitações das manifestações de 2013) um rombo na saúde brasileira. Faltam médicos onde os cubanos estavam e é exatamente por isso que eles estavam lá. Foram onde os médicos brasileiros não quiseram ir, pois, sim, a preferência no programa Mais Médicos sempre foi dos médicos brasileiros. Não que faltassem médicos para esses lugares, mas faltava interesse nos médicos para ir nos lugares onde os cubanos estavam.

“Contra o roubo, contra a desorganização e por uma melhor saúde pública. Ontem fiquei oito horas esperando para ser atendido num hospital público” (José Antonio Assis Salvo, 68, aposentado, numa das manifestações em 2013)

“Você acha que essas pessoas de classe média alta vão querer ir para esses lugares?

Você tem uma filha, paga caro na faculdade dela, você quer que ela se forme para trabalhar no sertão de Alagoas?” – (Dráuzio Varella)

Por outro lado, questiona-se as questões éticas e trabalhistas envolvendo o exercício de medicina dos médicos cubanos no país. Bolsonaro se apodera de um discurso de aparente preocupação com os médicos cubanos. Segundo ele, eles não podem trazer suas famílias e recebem muito menos do que o governo brasileiro lhes paga. Malvada seria Cuba que não lhes permite trabalhar em melhores condições de trabalho. O discurso atual de Bolsonaro soa bom e ético nesse sentido e realmente nos deixa num dilema: Precisamos deles para melhorarmos nossa saúde, mas é ético que os médicos cubanos trabalhem assim? Não é melhor morrer com ética? Sacrificar parte do país para manter a honra não seria um sacrifício aceitável para preservar a ética?

“Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável!”, Bolsonaro no Twitter, segundo G1.

De repente, Bolsonaro parece amar aos cubanos mais que os próprios brasileiros. Parece ter se convertido do homem que pedia que o Brasil proibisse a entrada de familiares de médicos cubanos ou ao menos se-lhes dificultasse a vida para um homem que ama os direitos humanos acima de tudo. Inclusive dos que antes via como possíveis “infiltrados de uma ditadura”.

“Prestem atenção! Está na medida provisória: cada médico cubano pode trazer todos os seus dependentes. E a gente sabe um pouquinho como funciona a ditadura castrista. Então, cada médico vai trazer 10, 20, 30 agentes para cá. Podemos ter, a exemplo da Venezuela, 70 mil cubanos aqui dentro” (Bolsonaro em 2013)

De repente, a ameaça esquerdista já não é tão grande, pois ele mesmo aceitaria a família dos cubanos no país, independentemente de qualquer teoria conspiratória de que essas famílias pudessem ser infiltrados da maligna Cuba.

De uma hora para outra, ele acha que os direitos trabalhistas (ao menos os dos cubanos) estão acima de tudo e que é melhor ficar sem trabalho do aceitar trabalhar por um salário muitas vezes maior que nosso salário mínimo e muitíssimo maior que o salário que receberiam em Cuba.

Claro que Cuba também não é inocente. Embora não se possa acreditar no discurso politicamente correto do Messias de que Cuba saiu apenas por não querer atender aos três requisitos solicitados por ele, como se ele não tivesse ofendido cubanos e os ameaçado diversas vezes antes, também não se pode crer que Cuba é inocente. Cuba erra ao tentar impedir que seus habitantes vão embora do seu território se assim desejarem e erra ao não ter dado ao Brasil um tempo para tentar tapar o buraco da saúde sem eles, entre outros erros que não vem ao caso nesse momento.

Agora, resta torcer para que a demanda de médicos seja suprida nas regiões que mais precisam deles, nem que  a ocupação seja motivada por sentimento de culpa, compaixão, crise financeira, apoio irrestrito a Bolsonaro ou “patriotismo” já que essa não é a tendência natural e nem o esperado por quem tem observado o histórico brasileiro.

Por que é importante estudar a Bíblia e suas orações?

Estudando no bosque

Alfabetização Cultural

Um motivo para estudar a Bíblia é para fins de alfabetização cultural E.D. Hirsch professor de literatura da universidade de Virginia nos estados unidos uma vez respondeu em uma entrevista: “Ser alfabetizado culturalmente é possuir a informação básica necessária para prosperar no mundo moderno”.

Em suma, a Bíblia contém uma riqueza de conhecimento cultural. Referências à Bíblia são encontradas não apenas na religião com suas orações, mas também na arte, música, filosofia, literatura, direito e muito mais. Saber o que a Bíblia diz é uma parte importante da base de todos.

Muitas frases populares e figuras de discurso também encontram sua origem na Bíblia, incluindo ser um bom samaritano, a loucura de deixar o cego guiar o cego, indo além, máximas éticas como “faça aos outros o que você gostaria que fizessem por você.”. A Bíblia é muito importante para a alfabetização cultural.

O que disse?

Outra razão para estudar a Bíblia é aprender o que ela tem a dizer em primeira mão. Se alguém é um defensor ou crítico da Bíblia, ou talvez apenas neutro ou desinteressado no assunto, a história mostrou que Bíblias (não considerando os diferentes nomes) não podem ser ignorada. Considerando que as três principais religiões do mundo – judaísmo, cristianismo e islamismo – tem suas “bíblias”.

Além disso, o recente aumento da crítica hostil à própria Bíblia e à religião em geral também a torna digna de estudo. Às vezes, os críticos nem sempre citam a Bíblia corretamente ou em contexto. Saber o que ela diz em primeira mão e ter algum conhecimento do contexto é útil para entender não apenas os eventos atuais, mas também as ideias-chave que a Bíblia aborda, como a natureza e a existência de Deus, a condição humana, o modelo bíblico de redenção e salvação e ética.

Construção Pessoal

Por milhares de anos a Bíblia tem sido lida não apenas como história e como a Palavra de Deus, mas também como um guia pessoal. Isso, é claro, é uma razão mais significativa para estudar a Bíblia para aqueles que acreditam em Deus, mas a Bíblia também é surpreendentemente rica de informação para aqueles que não acreditam em Deus. É cheio de indivíduos que enfrentam escolhas morais, desafios da vida e, francamente, situações que se aplicam a nós até hoje. Como Paulo escreveu: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;

Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2 Timóteo 3:16,17).

A Bíblia está disponível para aprendermos não apenas intelectualmente, mas também pessoalmente e emocionalmente.

Para ajudar os outros

Mas a Bíblia não é apenas para mantermos para nós mesmos como indivíduos. Também é útil ajudar os outros e não me refiro somente a uma oração poderosa. Nós ganhamos séculos de sabedoria e assim podemos ajudar os outros estudando a Bíblia. Provérbios, por exemplo, contêm princípios gerais e ideias para ajudar alguém a viver suas vidas de uma maneira útil e agradável.

Estudar a Bíblia para ajudar os outros não é apenas para ministros, padres ou pastores, mas é algo que todos podem fazer. Sabendo o que a Bíblia diz sobre diferentes tópicos, podemos ajudar os outros em circunstâncias difíceis, incentivá-los e assim por diante.

Jesus

Para os cristãos, a Bíblia culmina no relato do Novo Testamento sobre a vida, ministério, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Cerca de 2.000 anos após a época de Cristo, Sua vida e ministério ainda são relevantes em nosso mundo contemporâneo. Não importa como alguém veja a Cristo, você pode entender ele como messias ou simplesmente uma pessoa que se cita em um livro. É importante ler a Bíblia, para entender o objetivo da mensagem de Cristo isso não pode ser ignorado. Longe de ser um profeta distante ou uma figura irrelevante na história, Jesus Cristo está na base do cristianismo. Particularmente estudar os quatro evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João vai ajudar alguém a obter uma melhor compreensão de Jesus e sua missão.

A Palavra de Deus para nós

Para pessoas de todo o mundo, a Bíblia é a Palavra de Deus para nós. As pessoas inspiradas por Deus registraram as palavras que compõem a Bíblia, comunicando assim o que os teólogos chamam de revelação especial. Em outras palavras, Deus escolheu se revelar não apenas através da criação e da consciência, mas também especialmente através de Jesus e através de Sua Palavra. O estudo da Bíblia, portanto, é algo natural para aqueles que amam a Deus e desejam segui-lo.

Conheça melhor a Deus

Como a Bíblia é a Palavra de Deus, estudá-la é uma maneira de conhecer melhor a Deus. Através de suas palavras, passamos a conhecer não apenas a natureza e os atributos de Deus, mas também entendemos seu plano para cada um de nós. Em um sentido mais amplo, também passamos a conhecer o plano de Deus na história, Sua soberania, Sua providência, Seu amor e muito mais. Há muito que podemos aprender sobre Deus à parte da Bíblia. Mas com isso podemos conhecer melhor a Deus.

Evite o erro

Estudar a Bíblia também nos ajuda a evitar erros teológicos. A Bíblia nos diz: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1 Timóteo 4:16), acrescentando que ” Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” (Tito 2: 1). Se a Bíblia é nossa autoridade para fé e vida, então as palavras inspiradas que ela contém nos ajudarão a evitar erros. Em um mundo pluralista com muitas ideias religiosas e não-religiosas competindo por atenção, estudando a Bíblia que nos fornece uma base firme. Conhecer a Bíblia também nos ajuda a responder ao erro e perguntas que os cépticos e os outros podem ter sobre ele.

O que vem depois?

Como vimos, estudar a Bíblia é importante por várias razões. A Bíblia não é apenas para teólogos e estudiosos. Pelo contrário, é destinada a todos. Longe de ser um mero livro a Bíblia nos ajuda a ter uma base para entender melhor a vida e aprender a amar.

Autor: José Gomes

Sobre a paralisação dos caminhoneiros

Caminhão amarelo

Muito se tem falado sobre a paralisação dos caminhoneiros, tanto da parte dos que são a favor como da parte dos que são contra.

Não é simples estabelecer um consenso, embora a multidão dos que se manifestam a favor da paralisação reúna pessoas que normalmente costumam ficar em lados opostos, dando a impressão, muitas vezes, que a “maioria” está a favor.

Razões para parar existem

É inegável que os combustíveis estão caros e que parte desse problema tem a ver com a carga tributária brasileira que é muito alta.

Também é verdade que o caminhoneiro tem, muitas vezes, péssimas condições de trabalho, tanto sendo autônomo quanto sendo funcionário de uma empresa.

Sei disso porque tenho algumas pessoas na família e conhecidos que trabalham ou já trabalharam na área.

Questões importantes

Será que esses problemas justificam a paralisação atual e suas consequências? Será que a paralisação está sendo feita de maneira correta?

Será que quem está por trás da paralisação são funcionários ou patrões?

Seria greve ou locaute (quando a paralisação é organizada por patrões, o que é ilegal)?

Você é a favor ou contra?

Essa reflexão deve ser feita antes de decidir ser a favor ou contra o movimento. Claro que é natural que à primeira vista já nos sintamos contra ou a favor de um movimento e mais tarde, com melhor conhecimento das informações relacionadas, possamos mudar de opinião. Isso é totalmente natural. Não é vergonha mudar de opinião após buscar informação. Isso tem a ver com evolução e humildade. Somente o orgulhoso acha inaceitável mudar de discurso ou a opinião, pois isso demonstraria que em algum momento ele errou.

Sou a favor de greves, mas não necessariamente dessa paralisação específica

Eu sou a favor de greves (e elas são um direito) e por isso quando ouvi falar que havia uma greve de caminhoneiros, automaticamente me senti a favor. Mais tarde soube que alguns caminhoneiros estavam sendo forçados a participar, o que já não achei tão legal, já que acredito que uma boa greve é uma greve em que os trabalhadores participam voluntariamente, não obrigados.

Essa pressão para que participassem todos os caminhoneiros, querendo ou não, deu maior força ao movimento e causou mais problemas para a sociedade, ajudando a pressionar mais para que suas reivindicações fossem atendidas, mas não é justificável. A liberdade de ir e vir ficou prejudicada.

É claro que o argumento da “liberdade de ir e vir” nem sempre é aceitável

Há quem provavelmente poderia dizer que uma greve de motoristas de ônibus seria uma afronta ao princípio, do que eu discordaria, pois embora a pessoa tenha direito de ir e vir, não há obrigação de um motorista de levar alguém mesmo sem ter os seus direitos trabalhistas respeitados.

Da mesma forma, não creio que se todos os motoristas de caminhões que levam combustível resolvessem, voluntariamente, parar eles estariam desrespeitando o “ir e vir”. Mas bloquear estradas impedindo que qualquer veículo passe, é sim uma violação de direitos. Não há falha do Estado  nem preço de combustível que justifique isso.

Essa luta compensa?

Pressionar o governo para que somente retire ou reduza impostos dos combustíveis não é necessariamente vantajoso para os caminhoneiros ou para o país, pois estes impostos fazem parte do orçamento do país para realizar seus serviços.

Se o governo abrir mão de todos os impostos, terá que fazer cortes em diversas áreas (como na saúde, educação e até transportes) ou cobrar os impostos perdidos de outras formas.

Talvez para os caminhoneiros (e seus patrões) a situação fosse parecer melhorar, mas o resto da sociedade pagaria por isso (a mesma sociedade que está sofrendo os prejuízos da paralisação e que em grande parte os apoia, achando que essa paralisação beneficiará a todos).

Da mesma forma, se a Petrobras abaixar por sua própria conta os preços, poderá sofrer prejuízos que também recairão sobre o país todo (inclusive os caminhoneiros).

É uma situação complicada, sem dúvida, mas creio que os caminhoneiros deveriam aceitar o acordo que foi oferecido pelo governo e encerrar essa paralisação para o bem de todos.

Para mais informações, acesse:

Quem são e o que querem os caminhoneiros que estão parando o país

O que é locaute? Entenda o termo usado pelo ministro da Segurança, Raul Jungmann