É pelo amor que somos reconhecidos como discípulos de Cristo

kurdistan
Creative Commons License photo credit: kurdistan كوردستان

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”  (João 13 : 35)

Quando se discute com algumas pessoas sobre usos e costumes algumas costumam apelar para o argumento de que se a pessoa não os cumprir não terá diferença visual dos não-crentes e por isso não será reconhecida como crente.

Para Jesus, porém, o que importava não era o que a pessoa parecia ser e sim o que ela era de verdade.

O que importa é o fruto e não as folhas.

“Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.”  (João 15 : 8 )

O que importa é o amor.

Ele é o fruto que deve haver em nós.

Não o amor conforme a visão mundana (natural) mas o amor conforme o Evangelho.

O amor segundo o Evangelho e suas subdivisões podem ser conhecidos em passagens como essa:

O amor é

sofredor,

benigno;

não é invejoso;

não trata com leviandade,

não se ensoberbece.

Não se porta com indecência,

não busca os seus interesses,

não se irrita,

não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas

folga com a verdade;

Tudo sofre,

tudo crê,

tudo espera,

tudo suporta.  (I Coríntios 13 :4-8)

Entender isso nos faz ver que o amor é suficiente pois engloba tudo o que precisaria ser englobado.

Não há como alguém dizer, por exemplo, que crer no amor como forma de reconhecer um discípulo abriria brecha para alguém alegar que já tem amor e por isso pode agir de maneira indecente.

Quem tem o amor segundo o Evangelho já tem a consciência de que não se deve agir de forma indecente.

Quem tem o amor segundo o Evangelho não precisa de regras para tudo, pois “Contra estas coisas [as subdivisões do amor] não há lei.”  (Gálatas 5 : 23)

Mais feliz que Deus – Resenha

A Editora Agir me deu um exemplar do livro Mais Feliz que Deus de Neale Donald Walsch e me pediu para dizer o que eu achava dele.

De início estranhei o título(creio que qualquer um estranharia) mas pensei que fosse apenas algo para chamar a atenção ou algum pensamento verdadeiro que seria bem explicado no decorrer do livro.

Me enganei, pois realmente o livro é estranho.

Quando digo estranho estou falando do ponto de vista do Evangelho, pois para quem se tornou adepto da lei da atração ou da confissão positiva pode ser que pareça normal.

O livro é de fácil leitura e tem boas dicas (que podem ser encontradas em vários outros livros melhores) mas a maioria do que ensina é ruim.

O livro fala da lei da atração com o diferencial de que o termo “Deus” aparece sempre(dando, de início, a impressão de que é uma abordagem mais cristã).

No entanto o Deus de quem Neale Donald Walsch fala não é uma pessoa mas uma energia, um poder que está em nós e por nós pode ser manipulado (não faz nada por si só).

Quando esse Deus fala com o homem é o homem falando de si para si.

Neale até cita alguns versos bíblicos isolados, mas seu ensinamento (pelo menos nesse livro) contradiz o Evangelho como um todo.

Não recomendo.

Se quiser conhecer um pouco do autor e ler um capítulo do livro, acesse: https://www.martinsfontespaulista.com.br/mais-feliz-que-deus-363525.aspx/