Qual é o mundo que não devemos amar?

Lust II

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”  (I João 2 : 15)

João nesse verso não está falando que não se deve frequentar lugares não consagrados, estar com pessoas de fora da igreja ou apreciar criações humanas que não tragam o nome de Deus estampado.

O mundo do qual ele fala pode ou não existir dentro dessas coisas, pois é um espírito, um conjunto de atitudes que contraria o evangelho e que habita o coração humano.

O mundo que não se deve amar é o pensamento humano corrompido.

A descrição que ele faz desse mundo que não se deve amar, demonstra isso:

“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”  (I João 2 : 16)

Perceba que para dizer o que há no mundo ele não cita objetos, pessoas ou lugares e sim desejos excessivos (concupiscências), tanto da carne quanto dos olhos, além da soberba (orgulho).

Logo estar num lugar, ouvir uma música ou ter amigos não evangélicos não significa necessariamente amar o mundo, mas se além dessas coisas se amar a esses sentimentos ruins, aí se estará amando ao mundo.

Para saber quais os desejos que são ruins e fazem parte do mundo, deve-se usar o critério que aparece na descrição de João: o que há nesse mundo não provém do Pai.

Ora, para sabermos o que não provém do Pai, basta que conheçamos o que provém dele e para isso temos a Palavra.

“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”  (Tiago 1 : 17)

Todo sentimento que contraria o ensino do Evangelho é mundano e não deve ser amado, ainda que por fraqueza venha a ser praticado.

“Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.”  (Romanos 7 : 21)

O mundo(descrito no verso acima como mal) existe em qualquer coração, o cristão em transformação, porém, não deve amá-lo.

O segredo para quem quer deixar de amar o mundo é buscar o Reino de Deus e automaticamente isso gerará em nós o desamor ao anti-Reino que já está em nós:o mundo.

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”  (João 17 : 15)

Para uma visão mais aprofundada sobre o tema, leia:UM MUNDO PARA AMAR: e um para não amar do pastor Caio Fábio.

Debate: Música pesada na casa de Deus?

Stryper 047

“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.”  (Apocalipse 21 : 23,24)

Há 7 meses atrás o Pastor Ciro Sanches Zibordi publicou um post chamado Música no culto ou culto à música? (7) no qual dizia, entre outras coisas, que no céu “não veremos pessoas com cabelos eriçados, braceletes, coturnos, camisetas pretas com a estampa da “banda” preferida, tatuagens e piercing; tampouco louvaremos a Deus em heavy metal ou funk.”

Fiz alguns comentários sobre o post dizendo que esse pensamento relacionado ao heavy e white metal era exagerado e ele defendeu seu ponto de vista, de modo que acabou virando um debate que mais tarde ele compilou e postou no blog dele.

Leia e comente: Música pesada na casa de Deus?

Depois do debate publicado postei um último comentário que pode ser acessado clicando aqui.

Ofertar é semear riquezas?

“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.”  (II Coríntios 9 : 6)

Em 2007 foi divulgada na internet parte de uma mensagem de Silas Malafaia onde ele dizia que a oferta era uma analogia da semente e que quem oferta devia dar como quem semeia, na expectativa de colher.

Segundo a interpretação dele, quem oferta deve esperar colher riquezas espirituais e materiais.

Segundo o verso que citei acima (que aparece num contexto de doação) realmente a doação é comparada a uma semente e há expectativa de colheita.

Mas o que deve motivá-la é o amor.

“Não digo isto como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade de vosso amor.”  (II Coríntios 8 : 8 )

Além disso, a colheita  não é descrita como um acréscimo de riquezas e sim como uma ajuda no momento de escassez:

Mas, não digo isto para que os outros tenham alívio, e vós opressão,
Mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade;
Como está escrito: O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos.(II Coríntios 8:13-15)

Em outras palavras, convinha que eles doassem e ajudassem os irmãos necessitados porque no momento em que passassem necessidade, e os outros irmãos tivessem condições,eles os ajudariam e assim eles receberiam conforme plantaram.

Quem doa para quem necessita, além de emprestar a Deus, também  semeia para colher no dia da sua necessidade.

Porém não se deve exagerar, pois não se exige de nós (e nem deles o foi) o que não podemos dar.

“Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem.”  (II Coríntios 8 : 12)

Se discorda, comente. 🙂