Vale tudo para sustentar um ministério?

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Day 187
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“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.”  (Efésios 4 : 25)

“Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência;”  (I Tessalonicenses 2 : 3)

Muita gente, quando vê que alguém está criticando as pregações que normalmente são feitas sobre  dízimo ou a teologia da prosperidade tenta defender tais ensinos dizendo que se as ofertas não forem acompanhadas de tais ensinos não é possível pagar as contas das instituições, pois ninguém (ou quase ninguém) doará.

Para tais pessoas, Deus autoriza que se minta e manipule desde que seja por um “bom motivo”: sustentar o ministério.

Sim!Para tais pessoas certa “obra de Deus” é algo que Deus considera imprescindível mas ao mesmo tempo ele não dá condições para que a obra seja sustentada de maneira correta e limpa.

É como se Ele dissesse:

”Isso é importante mas eu não vou ajudar em nada,deem um jeito de manter, custe o que custar.Vocês tem carta branca.”

Eu não sou contra quem queira dar 10% ou mais do que ganha e nem acho que dar essa quantia seja um erro ou exagero, creio que ofertar (sendo por amor e se tendo plena consciência do que está fazendo) é algo bom e também creio que não dar nada ou quase nada (havendo condições reais de se dar mais que isso) seja ruim.

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.”  (Atos 20 : 35)

Mas é preciso que haja sinceridade no pedir.

Não se pode mentir dizendo que Deus será obrigado a dar uma condição de vida melhor para a pessoa caso ela oferte e nem dizer que se ela não dizimar irá para o inferno.

Se pregando de forma honesta não for possível sustentar uma suposta “obra de Deus” é porque Deus mesmo não está tão preocupado com tal “obra” e é melhor deixar que a coisa termine ou pelo menos diminua até um ponto em que possa ser sustentada de maneira limpa.

É o que eu creio que o Evangelho ensina.

Não vemos em lugar algum Jesus usando de mentiras para conseguir ofertas.

Paulo, embora preferisse ter condições de se dedicar somente à pregação, quando via que não conseguiria ser sustentado ou que ser sustentado causaria escândalo trabalhava para poder se sustentar.

Alguém tem dúvidas de que em qualquer tempo seria útil Paulo pregando o tempo todo?Aparentemente Deus não fez questão disso e Paulo também não usou de mentiras para que as coisas fossem assim.

Não dá para manter de forma honesta?Deixe falir.

Deus mantém o que é imprescindível.

“Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”  (Lucas 12 : 31)

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Os dez mandamentos são a cartilha do crente

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Capa da cartilha infantil “caminho suave” de 1965

“Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”  (Jeremias 31 : 33)


A Lei como um todo e a sua representação mais básica, os dez mandamentos, foi uma grande cartilha para o homem, algo que lhe ensinava o be -a – bá da vontade de Deus, assim como a primeira cartilha que uma criança recebe na escola lhe ensina só os princípios básicos do que ela saberá no futuro.

De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.
Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio.
Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. (Gálatas  3:24-26)


Digo isto, pois a partir do momento em que se recebe a consciência da parte de Deus e o amor no coração, tais listas se tornam totalmente obsoletas, coisas de criança.


“Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.”  (I Timóteo 1 : 5)


“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.”  (Romanos 13 : 10)

Jesus ao resumir os mandamentos em dois, acabou por expandi-los, pois a partir do momento em que se sabe que se deve tratar o próximo com amor, surge a consciência do que se deve ou não fazer, tornando a lista dos 10 mandamentos muito limitada para ser posta em prática na vida toda.


É por este motivo que muitos preferem ouvir aos mandamentos de um pastor-imperador do que viverem com a própria consciência, pois sabem que a lei da consciência é muito mais extensa do que a que um homem possa conseguir lhe impor, sendo mais fácil de obedecer (e se sentir autojustificado ao cumprir) e sempre deixando brechas para pecados “não listados”.


Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies?
As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; (Colossenses 2:20-22)


Além disso, há o desejo de ser irresponsável por seus próprios atos, deixando a responsabilidade para o pastor-babá que supostamente dará conta de qualquer uma de suas traquinagens ao Pai.


Um exemplo é o dízimo que apenas nos ensina o principio básico de que convém contribuir para o que é bom embora quem tenha consciência não precise de uma porcentagem exata para contribuir (para mais ou para menos), muito menos ser obrigado a isso através de ameaças financeiras.

É importante que se estude a Palavra sempre a fim de poder adquirir essa consciência e assim crescer, senão nunca poderemos deixar o be-a-bá.

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”  (II Pedro 3 : 18)

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