Santa Ceia e comunidade


Olive oil presentationE disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. Lucas 22:15,16

Fazer refeições juntos, é algo que ajuda na união de pessoas. Podemos pensar que a Santa Ceia, além de propiciar um momento de reflexão acerca do sacrifício de Cristo, também possibilita um momento de maior proximidade da comunidade da fé.

O Novo Testamento incentiva a união da igreja, indo contra a ideia do isolamento, de modo que a Santa Ceia pode ser um instrumento para ajudar no congregar e na interação humana, além das outras atividades que já acontecem em reuniões cristãs (oração, canto, profecia, etc.).

Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Hebreus 10:25

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Atos 2:42

No entanto, não podemos inverter as coisas e pensar que alguém tenha que ser obrigado a conviver com uma comunidade com quem não se sente confortável apenas para poder realizar um rito que o faça refletir ou alimentá-lo espiritualmente. Nesse caso, pode ser mais saudável que a pessoa fique sozinha ou num grupo menor até que consiga encontrar um outro grupo com que se dê melhor.

Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Gálatas 5:1

Sabemos que Jesus e os apóstolos, embora vivessem normalmente cercados de pessoas, não estavam juntos com qualquer grupo. Isso evidencia que não precisamos estar presos a uma denominação só por precisarmos de companhia, ou  praticar um ritual que não é um fim em si mesmo.

E foram ter com ele no templo cegos e coxos, e curou-os. Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se, e disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?

E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia, e ali passou a noite. Mateus 21:14-17

Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou. João 8:59

E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.E assim Paulo saiu do meio deles. Atos 17:32,33

Sobre Roberto Donizeti Soares

Moro em Catiguá, interior de São Paulo. Sou psicólogo formado pelo Instituto de Ensino Superior de Catanduva (IMES Catanduva, antiga FAFICA) e trabalho em Catanduva, na Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva. Li a Bíblia algumas vezes e continuo relendo e buscando um maior entendimento. Simpatizo com o movimento Caminho da Graça do pastor Caio Fábio de Araújo Filho. Gosto de teologia, sociologia, psicologia, antropologia, política, livros, filmes, música, gibis, jogos e brinquedos, entre outras coisas.
Tags , , , , , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

10 respostas para Santa Ceia e comunidade

  1. Antonio Mário diz:
    Muitos crentes de hoje não gostam de ir à igreja, inventam mil e uma desculpas para se justificarem. Geralmente, quem critica a existência de igrejas organizadas, busca amparo nos evangelhos porque eles narram os episódios que ocorreram numa época em que as igrejas locais ainda não haviam surgido. As igrejas locais só começaram a aparecer a partir de Atos 2!

    Os cristãos anti-igreja também afirmam que na presente dispensação, o templo do Espírito Santo é o corpo do crente, de forma que o cristão não precisa de ir à igreja, podendo adorar Deus dentro de si mesmo. Bem, isso é verdade, mas é só parte da verdade. Segundo o ensino paulino, os crentes da igreja de Éfeso formavam um edifício bem ajustado que “crescia” como um “templo santo”, sendo todos “juntamente edificados para morada de Deus em Espírito” (Ef 2.20-22). Assim, segundo o apóstolo, os crentes unidos também formavam um templo santo e esse lado deve ser levado em conta quando se fala sobre o compromisso do crente com uma igreja local.

    Deve-se acrescentar a tudo isso o fato de que o NT dá importância vital à igreja como um grupo formalmente organizado. O trabalho missionário dos apóstolos consistia de formar igrejas locais com pastores e tudo (At 14.23) e depois fortalecê-las (At 15.41; 16.5). Os crentes mencionados na Bíblia primavam por se reunir como igreja (At 2.44-47; 11.26; 1Co 14.26). O autor de Hebreus criticou os que abandonavam a sua congregação (Hb 10.25) e João disse que os que saíam da igreja eram pessoas que não pertenciam ao povo salvo (1Jo 2.19).

    Além disso, Paulo, Pedro, Tiago e João dedicaram as suas cartas ao propósito de encorajar, ensinar, corrigir, exortar e proteger igrejas locais. Cá entre nós, é curioso encontrar crentes QUE DIZEM SER CONTRA ALGO QUE OS APÓSTOLOS LUTARAM TANTO PARA PROTEGER. Pessoas com essas ideias parecem alinhar-se mais com o islamismo (que sonha com o fim de todas as igrejas e proíbe a sua organização nos países muçulmanos) do que com o cristianismo!

    Para que alguém congregue nos moldes fixados pela Bíblia é necessário que a pessoa se associe “formalmente” a uma igreja local, não sendo mero frequentador, mas se identificando com os demais discípulos e participando dos ideais, desafios, alegrias e lutas da comunidade (At 13.1-3; 14.27; 15.22,30-31; 2Co 8.19). É necessário que esteja sob uma liderança eclesiástica constituída por pastores, diáconos e outros líderes que lhe deverão oferecer ferramentas para sua edificação espiritual (Ef 4.11-14; Fp 1.1; Hb 13.17). É também preciso que detecte os dons espirituais que o Espírito Santo lhe deu e os coloque a serviço do corpo de que é membro, visando o aperfeiçoamento de todos (Rm 12.3-8; 1Co 12.1-27; Ef 4.16).

    É ainda fundamental que celebre a Ceia do Senhor em plena comunhão com os seus irmãos, anunciando a morte do Senhor até que ele venha, conforme Paulo ensinou (1Co 11.23-34). Também precisa participar de processos disciplinares, admoestando irmãos que estão em pecado e participando de reuniões dolorosas em que os impenitentes são expulsos da igreja na busca de pureza (1Co 5.1-13). Isso sem falar no seu dever geral de observar como “comportar-se na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo” (1Tm 3.14).Todas essas coisas (e algumas outras) compõem a vida eclesiástica nos padrões encontrados no NT. Por isso, para realmente “congregar” é preciso que o crente participe disso tudo.

    É verdade que na realidade presente, com um monte de pastores mentirosos espalhados por aí e milhares de igrejas desviadas da verdade, fica difícil para o crente zeloso encontrar um grupo dentro do qual possa envolver-se alegremente desse modo.

    Porém, o Senhor conhece os que são seus e, certamente, honrará a busca de quem quer fazer a sua vontade, colocando no caminho do seu servo uma igreja séria com a qual poderá cooperar.

    O que não pode acontecer é o cristão revoltar-se contra o conceito de igreja local, pois isso equivaleria a insurgir-se/rebelar-se contra um dos objetos mais preciosos aos olhos de Deus. Afinal de contas, foi a igreja local pastoreada por Timóteo que Paulo chamou de “a casa de Deus… coluna e fundamento da verdade” (1Tm 3.14).

    • Concordo com você em alguns aspectos, porém creio que há certa supervalorização do sistema criado pelos apóstolos e pela igreja. Não necessariamente tudo o que se fazia em Atos precisa ser modelo para nós. Algumas coisas podem ter sido diferentes no Evangelho, exatamente porque Jesus tinha uma visão diferente do que deveria ser a igreja.Não há exatamente uma “formalidade” na igreja. Atos 14:23 fala de algo que foi feito em Listra, Icônio e Antioquia, não diz que isso era “o padrão”. 1Jo 2.19 fala de pessoas que saíram da igreja, dando a entender que sejam pessoas que deixaram a fé, não apenas pessoas que “deixaram de congregar”. Em 1 Coríntios 5 há um pedido de exclusão de membro que gera arrependimento posterior, na próxima epístola. Como é o único caso mais explicito de expulsão, fica a dúvida se foi mesmo um acerto de Paulo. Creio que os supostos padrões de igreja são uma colcha de retalhos de relatos bíblicos que tentam sistematizar, mas que não necessariamente estarão sempre presentes para que a pessoa possa congregar exatamente “disso tudo”.
  2. Antonio Mário diz:
    Se nem tudo o que está em Atos serve de modelo para nós, porque então, alguns se queixam que não ficaram em determinada denominação pois aos seus olhos não pareciam estar de acordo com o Evangelho? Lembra disso? Qual é o padrão então?

    Será que quando você diz que algumas coisas podem ter sido diferentes, não dá ênfase para que estas denominações que parecem não estarem de acordo com o evangelho, se justifiquem na forma de procederem porque Jesus tinha uma visão diferente do que deveria ser a igreja?

    O que aconteceu em Atos 14:23 realmente não diz que isso era “o padrão”, mas, então, me diga como questionar que algumas igrejas não agem de acordo com o evangelho ou com a doutrina dos apóstolos?

    Eu fico a pensar como se pode colocar em dúvida algo que sugere correção dentro da igreja, e ainda mais, pedido por um dos apóstolos do Senhor Jesus (Paulo), como foi a expulsão de alguém que se conduzia de forma imoral, escandalizado a igreja de Cristo. Será que este fato foi registrado na Bíblia para que nenhuma liderança aja desta forma?

    O que me diz destas passagens: “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho” (Hebreus 12.6); “Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus castiga; não desprezes, pois, o castigo do Todo-poderoso. Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam” (Jó 5.17,18).
    Outras referências: (Provérbio 3.12; Provérbio 20.30; 1 Coríntios 11.32; Apocalipse 3.19). Será que há de se pensar que Paulo tivesse cometido algum erro ao pedir a expulsão e que praticou o ato imoral?

    • Antonio Mário diz:
      Correção: Será que há de se pensar que Paulo tivesse cometido algum erro ao pedir a expulsão de quem praticou o ato imoral?
    • Há quem chame o conjunto do ensino do NT (ou parte dele) de evangelho e quem chame apenas aos evangelhos de evangelho. É complexo. Existem ensinos específicos que ao serem contrariados podem dizer que certa prática é antibíblica ou contra o evangelho, ou contra o ensinamento dos discípulos, de Paulo, etc, mas um ensino sistemático mesmo no NT não existe, ao menos não sobre tudo o que alguns afirmam haver. É verdade que isso dificulta o “julgar” as igrejas.

      O fato de Atos 14:23 não ser necessariamente um padrão não é um problema, a não ser que não se aceite nenhum líder no local. Nesse caso podemos mencionar a passagem para mostrar que essa possibilidade existe. Parece-me um problema oprimir uma igreja apenas porque ainda não escolheram nenhum líder como se ela não fosse de Deus por isso.

      Sobre a correção de Paulo, eu não estou questionando que se possa ou não haver correção, mas sim se a correção mencionada não foi exagerada e não questiono porque eu discorde dela apenas, mas porque o próprio Paulo demonstra um possível arrependimento pelo excesso na próxima epístola dele para a mesma igreja, conforme eu já havia mencionado no outro comentário.

      • Antonio Mário diz:
        Nem todas as perguntas do meu comentário anterior foram respondidas. Por exemplo: Se não existe um modelo, qual o critério para uma pessoa tomar a decisão de sair de uma denominação alegando que, esta, não está de acordo com o evangelho?

        Quando você diz: “Parece-me um problema oprimir uma igreja apenas porque ainda não escolheram nenhum líder…”, você está admitindo que uma Igreja tem que ter um líder.
        Assim como a Igreja invisível tem um líder que é Cristo, uma comunidade local também tem.

        Deus sempre constituiu líderes sobre o seu povo, isto é fato!
        E no NT não foi diferente, não encontramos registros que comprovem que alguma igreja não tivesse liderança. Creio que não precisa de um “ensino sistemático” neste sentido, pois tem que se adequar ao contexto da época, e do tamanho da comunidade.

        A Igreja, como organismo, é comparada ao Corpo de Cristo, onde Cristo é a “CABEÇA” e a Igreja os “membros” (cf. Rm 12.5; 1 Co 12.27; Ef 1.22,23). E a igreja local (comunidade), como uma organização, onde tem, pelo menos, um líder (cf. Ef 4.11,12). A liderança da igreja local tem duas esferas principais de atuação: o governo (1 Tm 3.5) e o ensino (1 Tm 3:2).

        Outra coisa, eu NÃO CONSIGO ENCONTRAR TAL PASSAGEM, na próxima epístola, pelo excesso ou exagero na correção do membro expulso. O que podemos perceber é que Paulo sabia o estava solicitando, sabia que não estava se tratando de um caso de queda seguido de arrependimento. E ainda explicou o motivo da necessidade de tal membro ser excluído no versículo 5 quando diz: “… para que a carne dessa pessoa seja destruída, mas seu espírito seja salvo no Dia do Senhor”. Veja que a punição aplicada era para que o desejo carnal, desta pessoa, fosse destruído e seu espirito fosse salvo. Onde implicaria a reflexão, da parte do indivíduo pelo ato que cometeu e um possível arrependimento, podendo assim voltar a comunhão com a Igreja.

        EM 2 CO 7:8, fala de um possível arrependimento de Paulo depois de saber da reação dos crentes (contristados) na primeira epístola enviada a estes com duras palavras, por causa do comportamento deles: “e vós estais inchados”, ou seja, cheios de arrogância. Mas Paulo enfatiza dizendo que A PRINCÍPIO se arrependeu por fazê-los ficar tristes, mas que verdadeiramente não estava arrependido e nos versículos 9 e 10 diz: “agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque o fostes para o arrependimento; pois segundo Deus fostes contristados, para que por nós não sofrêsseis dano em coisa alguma. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte”.

        • A minha resposta à sua questão é que não haver um padrão dificulta mesmo julgar se uma denominação é bíblica ou não. Creio que convém seguir a consciência, sabendo que a nossa interpretação bíblica sempre poderá estar errada. Sobre acreditar que a igreja precise de um líder, eu acredito que seja o ideal que tenha, mas nem sempre parece que existam pessoas para ocuparem essas funções em todas as comunidades. Algumas vezes alguém é escolhido, mas ajuda menos do que se a igreja não tivesse ninguém. Eu creio que seja bom estimular que haja um líder e até indicar alguém caso ache que se enquadre (além de orar), mas não acho que necessariamente existem líderes em cada local e não creio que a igreja deva ser desprezada por isso, principalmente agora que a internet une líderes de longe.

          A passagem que penso conter um arrependimento de Paulo pelo rigor com que tratou o ofensor na outra epístola, é essa:

          Porque, se alguém me contristou, não me contristou a mim senão em parte, para vos não sobrecarregar a vós todos.
          Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos.
          De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza.
          Por isso vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.
          2 Coríntios 2:5-8

          • Antonio Mário diz:
            Entendo o seu ponto de vista, e creio que não será preciso eu continuar comentando o assunto sobre liderança na Igreja.

            Agora sobre os textos de 2 Coríntios 2:5-8, seguindo a mesma linha de pensamento de que a nossa interpretação bíblica poderá estar errada, entendo que estas passagens se referem não a um possível arrependimento do Paulo pela punição. Mas que, a punição severa, seria a rejeição definitiva ou prolongada do excluído/ofensor do meio da congregação, por parte daquela congregação. Pois estava havendo um rigor ao não perdoá-lo e recebê-lo de volta ao seio da Igreja, desde que o ofensor houvesse se arrependido.

            É importante destacar que Paulo não identifica o irmão que voltou. Pode ser o homem imoral de 1 Coríntios 5. Pode ser um dos homens com queixa contra o irmão em 1 Coríntios 6. Pode ser algum outro caso não especificado. Não importa o pecado ou a identidade do pecador. O princípio ensinado aqui é válido em qualquer caso de arrependimento de um irmão que pecou. Quando se arrepende, os outros devem o perdoar.

            O irmão arrependido precisa ser perdoado e confortado, para evitar que seja consumido por excessiva tristeza. A tristeza e sentimentos de culpa servem para nos conduzir ao arrependimento (2 Co 2:7-10). Mas, se ficar na tristeza e vergonha, por muito tempo, a pessoa será consumida e vencida pelo erro. O irmão arrependido deve sentir o amor dos outros irmãos.

            Bom, este é o meu entendimento em relação ao texto em questão!

  3. Eu também creio que em casos extremos deve-se até mesmo excluir a pessoa e que, em caso de arrependimento se deve recebê-la de volta, mas não é isso que o texto de Paulo disse nas duas epístolas.

    Numa ele manda simplesmente excluir a pessoa, sem dizer que já haviam tentado repreendê-la ou não. Na outra carta ele diz que a repreensão feita por muitos é o suficiente e que já que houve o arrependimento, deve-se receber o membro de volta.

    Por que no primeiro caso ele não manda primeiro que repreendam o membro? Será que ele considerava o incesto um pecado que não tinha perdão? Se ambas as epístolas falam da mesma pessoa, não teria havido um excesso e depois um arrependimento por mandar simplesmente excluir e depois dizer que bastava repreender e receber de volta havendo arrependimento?
    Acesse : A “Santa Ceia” como parábola

    • Antonio Mário diz:
      Começo perguntando: No primeiro caso seria a repreensão o suficiente?

      Vemos a gravidade da situação quando Paulo diz: “De toda parte se ouvem comentários de que há impureza entre vós, e uma espécie de imoralidade QUE NÃO SE OBSERVA NEM MESMO ENTRE OS PAGÃOS, a ponto de alguém manter relações sexuais com a mulher do seu pai.

      Veja que foi algo que repercutiu em outros lugares. Será que uma simples repreensão seria o suficiente para continuar tendo o que praticou o ato imoral como um membro em comunhão com a Igreja?

      Será que o imoral teria se arrependido, na mesma hora, se apenas a repreensão fosse feita a ele?

      Pelo fato de ter repercutido, como saberiam aqueles que tinham o conhecimento do caso que a Igreja o corrigiu?

      Creio que a exclusão foi necessária para que os outros não caíssem no mesmo erro; para ensinar a outros sobre a necessidade de santidade na igreja; para chamar a atenção do pecador ao seu caminho errado e o ajudar a deixar o pecado e ser restaurado à ordem de Deus.

      Paulo deu explicações sobre o motivo de se excluir o “faltoso”: “entreguem esse homem a Satanás, para que a carne dessa pessoa seja destruída, mas seu espírito seja salvo no Dia do Senhor” (v.5).
      Quando diz: “mas seu espírito seja salvo no Dia do Senhor” estava dizendo que haveria possibilidade dessa pessoa voltar a fazer parte da Igreja. E que essa possibilidade só dependia dela, através do verdadeiro arrependimento.

      A expressão ‘destruição da carne’ significa que o membro faltoso, ao sair da Igreja, iria sofrer corporalmente os efeitos de sua atitude (todo pecado tem consequências – Gálatas 6:7); o inimigo iria infligir-lhe sofrimento. Quando alguém sofre em resultado de seu pecado, sente a necessidade de arrependimento devido à atuação do Espírito Santo em sua consciência. Sendo assim, após arrepender-se verdadeiramente, este membro faltoso poderia voltar à igreja e ter ‘seu espírito salvo.

      A Iª carta de Paulo à Timóteo 1:20 ajuda a complementar I Coríntios 5, nos mostrando também que o objetivo da disciplina é IMPULSIONAR O CULPADO A CONSCIENTIZAR-SE DE SEU PECADO; na verdade, quando o aberto transgressor é afastado, a igreja está apenas ratificando a escolha feita por este.

      Por estes motivos acredito que não houve excesso e nem arrependimento do apostolo Paulo na exclusão do infrator.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mostrar um dos meus últimos posts