Quem te nomeou juiz para que julgue ao próximo?

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Jesus nos diz que não devemos julgar pela aparência e sim pela reta justiça. No contexto em que ele falava, a recomendação tinha mais a ver com o julgamento do próximo em questões morais ou da lei de Moisés.

Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.

João 7:24

A tendência humana é julgar segundo as aparências (coisa pela qual o próprio Jesus passou ao ser chamado, por exemplo, de beberrão) e é isso que Jesus repreende. Julgar pela reta justiça requer um conhecimento mais aprofundado das situações e pessoas a serem julgadas, além de conhecimento da lei que se quer aplicar ao réu.

Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.

Mateus 11:1

Obviamente todo esse conhecimento não está ao alcance de todos e muitos decidem ceder a tentação de julgar mesmo sem ter a informação, julgando superficialmente, pelas aparências e, portanto, pecando. É o que acontece muitas vezes no nosso dia a dia com as pessoas que conhecemos de perto ou de longe.

Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo.

João 8:15

O patrão muitas vezes julga o funcionário como vagabundo apenas porque em determinado momento o viu sem trabalhar ou vendo algo no celular; o colega de trabalho julga o outro porque não atende ao telefone tão rápido quanto ele gostaria ou o chefe porque desaparece do local de trabalho por várias horas durante o expediente.

Também há o julgamento superficial de pessoas mais distantes como artistas, esportistas ou políticos. Parece totalmente normal dizer que todo político(ou a maioria) é ladrão, mesmo que nunca tenha havido nenhuma prova a respeito de crimes praticados pela maioria deles. O jogador de futebol é facilmente acusado de não estar querendo jogar tudo o que pode ou estar “simulando falta” a todo momento. Atores e atrizes são facilmente estigmatizados como libertinos.

Tudo isso é muito comum, mas não é o ideal conforme Jesus. Isso não quer dizer que não se possa desconfiar de nada, mas sair por aí proferindo sentenças sobre o que não se tem evidências suficientes é ruim e perigoso até mesmo para o auto nomeado juiz, pois os critérios imperfeitos que ele utiliza para julgar a outros pode ser usado contra ele também, levando-o a uma condenação ainda maior do que a que ele proferiu contra o próximo.

Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

Mateus 7:2

Desconfie de tudo, pois o mundo jaz no maligno, mas não saía por aí dando sentenças sobre pessoas sem ter certeza. Na dúvida, aceite que pode haver inocência. Lembre que sempre pode haver um outro lado da questão. Não tenha medo de confiar em pessoas, somente porque talvez elas possam não ser confiáveis. Se alguém te trair, a culpa não é sua.

Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.

1 João 5:19

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Sobre Roberto Donizeti Soares

Moro em Catiguá, interior de São Paulo. Sou psicólogo formado pelo Instituto de Ensino Superior de Catanduva (IMES Catanduva, antiga FAFICA) e trabalho em Catanduva, na Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva. Li a Bíblia algumas vezes e continuo relendo e buscando um maior entendimento. Simpatizo com o movimento Caminho da Graça do pastor Caio Fábio de Araújo Filho. Gosto de teologia, sociologia, psicologia, antropologia, política, livros, filmes, música, gibis, jogos e brinquedos, entre outras coisas.

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