Creusa e a sua repercussão entre os evangélicos

Creusa era uma das personagens da novela América da Rede Globo e foi interpretada por alguns “evangélicos” como uma sátira a eles; alguns chegam ao ponto de dizer que Creusa sujou a imagem dos crentes.
No perfil da personagem, desde o inicio se dizia que Creusa era uma religiosa hipócrita(não somente evangélica mas frequentadora de várias religiões).


Porém os evangélicos se identificaram com ela devido ao seu modo de se vestir e se portar quando fingia ser religiosa, achando que seria uma critica direta a eles o modo ruim como se comportava.
A meu ver a personagem Creusa não sujou imagem alguma, apenas retratou uma realidade que já existia e era conhecida, a de que costumes não tem valor contra a sensualidade.
Paulo fala disso em uma de suas cartas:

Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.
Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.
Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:
Não toques, não proves, não manuseies?
As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. (Colossenses2:16-23)

Portanto, negar Creusa é negar algo relatado na palavra.
Creusa não era uma cristã em quem pudéssemos nos espelhar desde o momento em que se vestia “evangélicamente” e não somente depois de se “revelar” uma mulher devassa
Que possamos compreender melhor a Palavra a cada dia.

Pastor em novela da Globo aparentemente será honesto

Enquanto diversos evangélicos bradam que o novo personagem evangélico da globo será uma repetição da Creusa (novela América) a globo o descreve como uns dos únicos personagens que serão honestos, na novela onde quase todos terão “duas caras”.
O autor da novela fala um pouco sobre o personagem:

Inácio Lisboa será o pastor divino. O outro líder espiritual da Comunidade da Mangueirinha, cargo que exerce em oposição a Mãe Setembrina (a mãe de santo).

É um homem absolutamente sincero em sua crença e, como tal, fez voto de pobreza. Vive de doações dos seus fiéis, mas prefere que estas sejam em bens perecíveis, e não em espécie.

É bom até a medula. De acordo com os preceitos da religião que segue – a cristã – sente profunda compaixão pelo povo em meio ao qual vive. Oferece não apenas orações, mas também conselhos.

 

 

Depois de informados que o personagem será honesto, alguém disse que a globo estaria fazendo uma sátira ou alguma coisa má por trás.
É impressionante como alguns evangélicos veem mal em tudo!
É o que já dizia Paulo:

“Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” (Tito 1 : 15)

Uma boa novela para vocês. 😀

Quando a ajudadora se torna uma "cruz"

“E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gênesis 2 : 18)

Alguém contou que numa aula de teologia em que se falava de divórcio, a professora disse que após se casar a pessoa não podia se separar em hipótese alguma, senão por adultério(conforme o entendimento popular de Mateus 5:32 ).

Segundo ela quem tivesse casado errado por outro motivo, tinha de permanecer junto mesmo assim, “carregando a sua cruz”.

Lembrei-me da história da formação da Eva em Gênesis, em que Deus, querendo ajudar o homem cria uma mulher para lhe fazer uma companhia.
Se aquela que deveria ser nossa auxiliadora for uma cruz, que será de nós?
Algumas pessoas continuam sem enxergar que a vontade de Deus com o casamento foi lhe fazer um bem e não lhe prender numa instituição.
Não sou a favor do divórcio banal, mas creio que quando a convivência não é mais suportável deva-se sim deixar a velha união e procurar uma nova.
Afinal, creio que assim como o sábado o casamento foi feito para o homem e não o homem para ele.
Que o Senhor nos faça crescer em sabedoria e misericórdia.