O cristão e as eleições

Algumas pessoas acham que não devem votar porque isso estaria sendo uma rejeição ao governo de Cristo.

Isso se baseia, em parte, nos relatos bíblicos acerca do pedido de Israel a Deus de um rei:

Disseram a Samuel que desde que ele se aposentou as coisas tinham mudado muito, pois seus filhos não eram homens de bem.

“Escolha um rei para nós; veja que todas as outras nações têm seu rei”, disseram os chefes de Israel.Samuel não ficou contente com esse pedido de um rei, e orou ao Senhor pedindo conselho.

“Faça o que eles pedem”, respondeu o Senhor, “pois é a Mim que rejeitam, e não a você eles não querem mais que Eu seja o Rei deles.Desde quando os tirei do Egito, continuamente Me abandonaram e seguiram a outros deuses. E agora tratam a você da mesma maneira.
(I Samuel 8:4-8)

Essa passagem fala de um povo que já tinha um líder temente a Deus e que queria algo mais parecido com as outras nações.Por isso é dito que eles estavam rejeitando o reinado de Deus.Não era o caso de uma democracia, evidentemente.

A maioria dos cristãos hoje vivem em democracias e nas eleições tem a chance de escolher um governante para continuar cuidando de uma cidade, estado ou país.Não há a opção, no momento, de ser governado apenas por um homem de Deus.Sabemos que Cristo reinará um dia, mas enquanto ele não volta, é aqui que vivemos e são homens (crentes ou não) que nos governarão.

Paulo diz que devemos orar pelos governantes para que tenhamos uma boa vida:

Ore dessa forma pelos reis, e por todos os outros que têm autoridade sobre nós ou que ocupem cargos de alta responsabilidade, a fim de que possamos viver em paz e tranqüilidade, gastando o nosso tempo em viver piedosamente e pensar muito a respeito do Senhor.
(I Timóteo 2:2)

Na época dele, os que o liam não escolhiam seus governantes.Se ele aconselha a orar por eles para que se pudesse ter uma boa vida, provavelmente também nos diria que deveríamos fazer nossa parte nas eleições e procurar votar naquele que nos pareça o melhor candidato possível para aquela vaga.

Os governantes por quem Paulo aconselha orar provavelmente não eram cristãos e nem mesmo corretos, de acordo com os ensinamentos bíblicos.Não devemos crer que só possamos votar hoje em um candidato que se diga evangélico ou cristão mas em qualquer candidato que possa ajudar nossa cidade, estado ou país, independentemente da sua crença, opção sexual ou comportamentos biblicamente errados mas que não afetem o governo.

Achar que basta orar seja lá qual for o candidato eleito é o mesmo que achar que basta orar e não agir ou ajudar.A fé sem obras é morta, como já sabemos.

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?”  (Tiago 2 : 14)

No caso das eleições, somente orar pelo bem das pessoas e dos governantes e não ajudar a eleger um bom candidato ao invés de um ruim (ou um menos ruim no lugar de um pior) não salvará a cidade.

Pense nisso.

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Sobre Roberto Donizeti Soares

Moro em Catiguá, interior de São Paulo. Sou psicólogo formado pelo Instituto de Ensino Superior de Catanduva (IMES Catanduva, antiga FAFICA) e trabalho em Catanduva, na Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva. Li a Bíblia algumas vezes e continuo relendo e buscando um maior entendimento. Simpatizo com o movimento Caminho da Graça do pastor Caio Fábio de Araújo Filho. Gosto de teologia, sociologia, psicologia, antropologia, política, livros, filmes, música, gibis, jogos e brinquedos, entre outras coisas.

Uma resposta para O cristão e as eleições

  1. Anderson diz:
    Concordo com você temos que pelo menos, fazer a nossa parte e escolher o menos ruim entre os candidatos. E nosso dever como pessoa também.
    Acesse : Temas para Android

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