A Bíblia não é a Palavra de Deus

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“E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.”  (Apocalipse 19 : 13)

A própria Bíblia não se chama de Palavra de Deus mas sim de Escritura.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;”  (II Timóteo 3 : 16)

“Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido.”  (I Pedro 2 : 6)

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.”  (II Pedro 1 : 20)

A Palavra de Deus é Cristo:

“O QUE era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida”  (I João 1 : 1)

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.”  (I João 5 : 7)

“NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”  (João 1 : 1)

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”  (João 1 : 14)

A Bíblia é inspirada por Deus e contém palavras de Deus em si, mas ela não é a Palavra e nem a Palavra se limita ao livro chamado Bíblia.

Se você resiste em crer que a Bíblia não seja  a Palavra de Deus, tente substituir Palavra ou Verbo (que no grego é sinonimo de Palavra) por Bíblia.

A Bíblia testifica no céu junto com o Pai e o Espírito no lugar de Jesus?A Bíblia se fez carne?A Bíblia estava com Deus no principio e era Deus?

“A Bíblia é o Livro.

A Escritura é o Texto.

A Palavra É!” (Caio Fábio)

Leia também: Quando a Bíblia faz mal

Creative Commons License photo credit: Rushay

Sobre Roberto Donizeti Soares

Moro em Catiguá, interior de São Paulo.Estudo Psicologia no Instituto de Ensino Superior de Catanduva (FAFICA) e trabalho em Catanduva, na Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva.Li a Bíblia algumas vezes e continuo relendo e buscando um maior entendimento.Simpatizo com o movimento Caminho da Graça do pastor Caio Fábio de Araújo Filho.Gosto de livros, filmes, gibis, jogos e brinquedos.
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75 Responses to A Bíblia não é a Palavra de Deus

  1. Pati Dias diz:
    Adora provocar neh amigo…rs.
    • Prezados irmãos,

      Quantos e quantos ateus estudam a Bíblia? Muitos não é verdade? Será que somente estudá-la realmente traz alguma beneficio espiritual?

      Imaginem vocês, alguém que só lê a Bíblia, só estuda, e não ora, alguém que não invoca o nome do Senhor para receber revelação correta ao ler as Escrituras Sagradas… Isso é normal?

      “Um fato inegável ao se estudar a Palavra de Deus é que o tipo de pessoa que somos determina o tipo de Bíblia que temos nas mãos. Se alguém estuda a Bíblia com a mente rebelde, confusa e aparentemente inteligente, o que obtém dela é produto da mente; não toca o espírito da Palavra. Se queremos encontrar o Senhor por meio da Bíblia, a nossa mente rebelde e que não coopera tem de ser quebrantada. Se a mente sempre é rebelde e não coopera, a inteligência não nos trará beneficio algum. Podemos achar a nossa inteligência notável, mas, na verdade é um grande obstáculo para Deus. Não importa quão inteligentes sejamos, nunca poderemos conhecer o pensamento de Deus por meio dela. [...] Alguns lêem a Bíblia usando a mente como principal órgão. Eles a lêem na esperança de obter algumas idéias dos pensamentos dela. Eles já tem todo um conjunto de doutrinas na mente e só querem coletar material bíblico para fortalecer as doutrinas. Quando levantamos para falar, uma pessoa experiente, depois de cinco ou dez minutos, sabe se estamos citando versículos com a mente, ou se os nossos pensamentos estão mesclados com os da Bíblia.”

      (“O Quebrantamento do Homem Exterior e a Liberação do Espírito”, Watchman Nee. Editora Árvore da Vida, Reimpressão da 2ª Edição, 2007. P.74-75).

      Um abraço a todos,

      Jesus é o nosso Senhor!!
      Acesse : APÓS SER PRESO, O MINISTÉRIO DE PAULO PASSOU DE EDIFICADOR PARA EPÍSTOLAR

  2. cleyde diz:
    mas se a bíblia é “escritura” então é palavra.São palavras em forma de escritas…escrituras!!!!!!!!!!!
  3. Íncrivel einh……..
    descobriu agua no mar…
    Cristo não só é a Palavra de Deus,
    ELE É DEUS!
    Cuidado ao minimizar a importancia de Cristo, grandes heresias
    sempre nasceram de pensamentos baseados na “palavra”.
    A Bíblia como revelação divina é aceita como única regra de fé e pratica
    para os cristãos reformados, ou seja, como saber a opinião de Deus sobre determinado
    assunto, hoje em dia muitos buscam as “profetadas”, mas a fonte é a Palavra de Deus, que
    está “reveladanas” páginas da Bíblia Sagrada, sendo que existem maldição específica para
    os que diminuem e para os que aumentam.

    Waner

    • Eu não o minimizei.
      Você não prestou atenção quando citei versos que dizem que a Palavra é também Deus?
      • Tudo bem, eu concordo com você!
        Mas uma pergunta fica no ar: Quando uma manchete grita “A BÍBLIA NÃO É A PALAVRA DE DEUS”, o que realmnte ela anuncia? – eu acredito que é rápidamente associado por qualquer cérebro humano que o que está contido na Bíblia não é revelação de Deus; por isso me preocupo em como as coisas devem ser ditas. Se escrevemos para ter “ibope” ou se escrevemos com vontade de dar discernimento aos que ainda não o tem.
        tarmbém fiquei meio confuso com o artigo, porque o Caio tem um bem parecido. Amo o Caio Fábio e oro por ele, julgamentos cabem apenas ao Senhor.

        Abraços.

        Waner
        Acesse : Você comemora o Natal

  4. Leandro diz:
    Grande Roberto
    Mano me responda na boa
    devemos seguir os ensinamentos da bíblia,
    tais como não responder a quem nos ofende
    dar a outra face…entre outros, mas estes
    são uns que mais me pertubam…
    • Sim, tais ensinamentos são de Deus para nosso bem.
      • ºC° 777 diz:
        Engraçado meu amigo, me diga aonde se encontrou estes ensinamentos primaz, e como se pode conhecer O Deus Vivo, e saber CAMINHO PARA A VIDA ETERNA.

        Se não pelas Escrituras (Bíblia- Bliblios- livros), ou seja Palavra de Deus, a Revelação da Mesma pelo Espírito SAnto dadas pessoas comissionadas por Deus.

        O Próprio Jesus Cristo Fez uso da “Bíblia”, Escrituras SAgradas, e se Viu Nela.

        Resumindo a Bíblia é a Palavra de Deus.

        E, fim de papo.

        Desperta amigo teu mal é sono.

        valeu.

  5. Wanderson Lira diz:
    Gostei muito da explicação sobre o que realmente é a PALAVRA ( JESUS ),pois a Bíblia é um Livro Santo que contém as Escrituras Sagradas, mas sinceramente o final do texto você realmente deu uma pela defecada. Como ousas dizer tal asneiras “A Palavra É!”(Caio Fábio)”! Sou admirador de Caio Fábio, ele realmente para mim é um excelente pregador,entretanto, só existe UM dígno de ser chamado de A PALAVRA que é JESUS. Você cada dia cai mais e mais em meu conceito, para mim você não passa de um ateu herege.
  6. WAGNER diz:
    Ola, meu irmão Graça e Paz!

    Eu fico muito feliz em saber desse comentário, muito rico o seu parecer. Realmente as pessoas confundem uma coisa com a outra, ela ( Bíblia) mesma diz quem é a palavra, e a palavra é JESUS.

    A bíblia é um livro histórico de aprendizado para o Cristão, que contem ensinamentos para o dia a dia, você foi muito feliz com o seu pensamento.

    Eu faço das suas palavras as minhas, e ainda acrescento mais um vercículo que diz: 2 Pedro 1:21 “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”

    Um grande abraço e até a próxima!

  7. WAGNER diz:
    Pois é meu querido irmão, isso é muito relevante, as pessoas querem sempre questionar algo aqui, algo ali.

    Como eu disse, ela contem a palavra de DEUS,agora nós não podemos é misturar as coisas, por ex: ESCRITURA e JESUS. A escritura, ela é algo que foi registrado como lição para o homem em si,algo que veio da parte de DEUS revelado ao homem. Como se fosse uma cartilha espiritual.

    Agora, JESUS é a prova real das escrituras que se tornou salvação para todos nós. Aquilo que era prometido em ESCRITA, se tornou fato. Agora, nós não podemos deixar também de dizer que o própio JESUS disse que as escrituras contém as palavras de DEUS. Veja, João.10:35.

    Espero que agora tenha explicado, um grande abraço que DEUS te abençoe.

    Conte sempre comigo, para analize como esses.

  8. Roberto, gostei do seu artigo e concordo com vc, as referências estão bem colocadas e o mais importante, não se moldam ao seu pensamento mas o contrario, o problema de toda essa repercussão foi o titulo que vc deu, pois mexeu no vespeiro (tradição). Imagine Rudolf Bultmann nos dias de hoje com sua demitologização kkk causaria mais impacto do que na sua época.

    O bom é que faz a crentaiada começar a refletir.

    Abraço

    Antonio Carlos (Metanoia) http://www.metanoiacruz.blogspot.com

  9. PASTOR CLAUDIO ACCONCI diz:
    BOA TARDE: ÓTIMO SEU POST, INQUISITIVO, CRIA NO LEITOR A NECESSIDADE DE SE ABSTER DE PENSAMENTOS ´PRÉ -FABRICADOS.

    NESTES TEMPOS OBSCUROS DO EVANGELHO FAST FOOD, TER O “DOM” DE CHAMAR A ATENÇÃO PARA QUE AS PESSOAS PENSEM E MEDITEM É UM ACHADO REALMENTE.

    PARABÉNS MAIS UMA VEZ PELO ÓTIMO TEXTO, LEVE E DESPRETENSIOSO, MAS QUE NOS CONVIDA A REFLEXÃO.
    É TEM AINDA UM QUE DE NONSENSE,E ME FAZ LEMBRAR DOS EMBATES TEOLÓGICOS PROFUNDOS COM PARAMETROS DE EXEGESE SÓLIDOS.
    VAMOS ORAR PARA QUE SURJAM PENSADORES CAPAZES DE ADMIRAR E TAMBÉM E DEBATER COM ARGUMENTOS BÍBLICOS OS TEXTOS.
    GOSTEI. REITERO O CONVITE PRA TOMARMOS UM CAFÉ DE GARAPA ADOÇADO COM RAPADURA, COISA BOA DAS ANTIGAS COMO NÃO SE VE MAIS HOJE EM DIA.

    UM ABRAÇO PASTOR CLAUDIO ACCONCI

  10. Achei essa interpretação um pouco forçada.
    O fato de a Bíblia conter as palavras de Deus, faz dela a PALAVRA DE DEUS. O fato de Deus tê-la inspirado e feito dela o registro do seu querer faz dela a Palavra de Deus.

    Literalmente, a BÍBLIA é um livro, ou melhor, a reunião de vários livros que contêm a PALAVRA DE DEUS.

    Jesus é o Verbo i.e a PALAVRA DE DEUS. Mas devemos lembrar que no Antigo Testamento Deus falava aos homens por meio da Torá e dos Profetas. Em várias passagens bíblicas, encontramos expressões que chamam atenção para o fato de ser a BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS. Salmo 119.5 diz que ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.
    Encontramos ainda referências que nos mostram que devemos guardas as palavras da Bíblia para não pecar contra Deus.
    Paz e graça.

  11. ana diz:
    Gosto mto de seu blog e a maneira como vc expões algumas tradições evangélicas que na verdade não edificam em nada. Mas penso que o modo como apelidam a bíblia não é algo tão absurdo. Nasci em lar evangélico e depois de ver mtos absusrdos ando afastada e venho sendo criticada por família e antigos “irmãos” por não estar na casa de Deus. Vc tem algum Post que fale “Prédio” não é casa de Deus. A própria bíblia diz q não é bem assim:
    “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I cor 6) e “Mas o ALTÍSSIMO não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. QUE CASA ME EDIFICAREIS, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas essas coisas?”
    (Atos dos Apóstolos 7: 48-50)

    bjs

  12. Will diz:
    Excelente, Roberto. Eu diria que acertou NA MOSCA!

    Abração!!!
    Acesse : Carta à minha mãe

  13. davijaneiro diz:
    Querido Roberto,
    faltou explicar porque Jesus é chamado de “a palavra de Deus”. O nome(ou título)”a palavra” aparentemente indica a função que Jesus desempenhava depois de outras criaturas inteligentes terem sido formadas. Em EXODO 4:16 encontramos uma expressão similar,Deus ali dizendo a Moisés sobre seu irmão Arão: “ELE(isto é,Arão)FALARÁ POR TI AO POVO , E ACONTECERÁ QUE ELE TE SERÁ POR BOCA E TU LHE SERÁS POR DEUS”.Evidentemente,como porta voz de moisés,seu irmão transmitia informações delegadas a moisés.O mesmo se dá com “A PALAVRA”,ou logos,que se tornou Jesus Cristo.

    Deus evidentemente usou Jesus para transmitir informações e instruções à família humana. Mostrando que era “A PALAVRA”,ou porta-voz de Deus,Jesus disse aos seus ouvintes judeus: ” A MINHA DOUTRINA NÃO É MINHA,MAS DAQUELE QUE ME ENVIOU.SE ALGUEM QUIZER FAZER A VONTADE DELE,PELA MESMA DOUTRINA CONHECERÁ SE ELA É DE DEUS OU SE FALO DE MIM MESMO”.–João 7:16-17;compare com 12:50;18:37.

  14. davijaneiro diz:
    Bem…sei que o espaço é seu,mas,pelos comentários acima percebi que é democrático também.Por isso,meu amigo,permita-me discordar,em parte,com relação a bíblia não ser a palavra de Deus.Passarei a expor meus motivos bíblicos para tal.A palavra portuguesa “Bíblia” vem, através do latim,da palavra grega “bi-blía”,que significa “livrinhos”,esta, por sua vez,deriva de “bí-blos”,pa lavra que descrevia a parte interna do papiro,planta da qual se fabricava uma forma primitiva de papel.Jerônimo chamava os 66 “livrinhos” de biblioteca divina.
    Esta coleção de livros é a expressão escrita dum Deus comunicativo e isto é subentendido em determinadas expressões de alguns que participaram em sua escrita.por exemplo: “Tudo o que sai da BOCA do senhor viverá o homem”(DEUT.8:3),e,isso mesmo meu amado,o apóstolo Paulo se referiu a certas instruções das escrituras sagradas como sendo “A PALAVRA DO SENHOR”( 1 tessalonicenses 4:15).Mas,queira notar,que o principal personagem a testemunhar a favor disso foi o própio Jesus em MATEUS 4:4:”NEM SÓ DE PÃO VIVERÁ O HOMEM,MAS DE TODA ‘PALAVRA’ QUE SAI DA BOCA DE DEUS”.Ora,nota-se assim,em pequena análise que,em extenção a bíblia,com suas expressões espirituais e instruções divinas é sim a palavra de Deus e que não seria errado considera-la como tal ao passo que entendemos o “porque” de Jesus receber o título,se é que podemos dizer assim,de “A PALAVRA”.
    Meu querido irmão,não é meu propósito contradizer mas colaborar para que cresçamos em conhecimento,se bem que é o amor cristão o maior de todos os dons. um forte abraço. posso participar mais vezes?
  15. Gaspar diz:
    Este título quase absurdo ficaria muito bem para uma pregação do Caio Fábio e, ainda que a postagem é até bem explicadinha, dá-se mesmo a impressão de ateísmo, típico do pregador em questão. A Bíblia é a Palavra de Deus na forma mais literal possível, ou seja,quando a lemos não corremos o risco de alimentarmos de coisas carnais, como esta postagem, pois Deus estará falando a cada versículo!
  16. Jardeson Neves da Silva diz:
    A PAZ DO SENHOR!
    O SIGNIFICA A PALAVRA BÍBLIA?
    QUAL É A SUA ORIGEM?
    (BIBLOS)= COLEÇÃO DE PEQUENOS LIVROS.
    O ASSUNTO ABORDADO “A BÍBLIA NÃO É A PALAVRA DE DEUS”
    QUANTO A ISSO É UM POUCO DÍFÍCIO FALAR, INTERPRETAR, ENTENDER, ESTES 1.189 CAP. 31.173 VES. E 773.692 palavras (no original) SEM O USO DA EXERGESE.
    ANTES DE COMENTAR MIM DEGA VC ESTÁ FALANDO DO NOME “BÍBLIA” OU DO CONTEÚDO?
  17. Jardeson Neves da Silva diz:
    A HISTÓRIA DIZ e prova que os homens chegam a conclusões muito diversas e muitas pessoas não chegam à conclusão nenhuma, (antes acreditam em tudo que os outros falam). Porém, as verdades que informam o homem como passar da terra para o céu devem ser enviadas do céu para a terra. Em outras palavras o homem precisa da revelação de DEUS. Deus tem se revelado ao homem através dos tempos, por meio de suas obras, isto é, a criação, Rm 1.20; Sl 19.1-6. Mas segundo o seu propósito, chegou o tempo em que Ele desejou alcançar o homem com uma revelação maior, o que fez de forma dupla:
    • Através da Bíblia: A palavra escrita Ex. 31; 17, 18. Ex. 19-20.
    • Através de Jesus: A palavra viva, Jo 1.1. Mc. 9; 7.
    Um livro produzido no mundo oriental antigo mais mudou o mundo ocidental moderno.
    A bíblia um livro divino, é nos dado por canais humanos, tornando-se assim divino-humano, como também o é a palavra viva – Cristo (Ap. 19: 13. Jo. 1:1, 14).
    Porque a Bíblia é a revelação de Deus para a humanidade, é o manual do crente.
    A Bíblia é o instrumento que o Espírito Santo usa Jo. 14.26. Portanto se houver abundância da palavra de Deus em nossas vidas, Deus terá com que operar nas vidas de quem nos ouve. Jo. 16. 13.
    Quanto a este passo, a atitude correta é a seguinte: Estudar a Bíblia como a palavra de Deus; e não como uma obra literária qualquer. Estuda – lá com o coração em atitude devocional e não apenas com o intelecto;
    Ef 1.16,17; Sl 119.18
    Por ser um livro antigo, ela possui um formato de rolo, Jr 36.2, feito de papiro ou pergaminho.
    Desta feita o que os homens divinamente inspirados escreveram foi a Palavra de Deus.
    O sucesso e a prosperidade da vida com Deus dependem da sua obediência à palavra de Deus.
    Maior compreensão, mais zelo, mais reverência, mais amor pela palavra de Deus, então alcançaremos o êxito esperado que doravante, nosso relacionamento com Deus e com sua palavra, indubitavelmente será de maior intimidade e sucesso.
    Como comenta nosso amigo “davijaneiro”, e deixa suas considerações, assim tbm, o faço, acreditando que a vontade de Deus é que todos nós cheguemos ao conhecimento pleno da salvação que é originalizada na sua palavra (Bíblia Sagrada). Continue orando, lendo, estudando, um dia seremos perfeitos, mas a palavra de Deus permanece para sempre (Is 40.8);(Jr 1.12); (Jr 23.28,29).
  18. Bethovhen diz:
    Gaspar disse
    “Este título quase absurdo ficaria muito bem para uma pregação do Caio Fábio e, ainda que a postagem é até bem explicadinha, dá-se mesmo a impressão de ateísmo, típico do pregador em questão. A Bíblia é a Palavra de Deus na forma mais literal possível, ou seja,quando a lemos não corremos o risco de alimentarmos de coisas carnais, como esta postagem, pois Deus estará falando a cada versículo!”

    REsposta- Engraçado como qualquer um que ponha em cheque a tradição, que tenta repensar algo que foi imposto, sem lógica, logo é tratado como ateu, quanta ignorancia, o cara disse que as pregações do Caio Fabio são atéias! Bom, diante disso só me resta pedir ao Senhor Misericórdia desse povo, o qual será destruido, se assim continuar, por falta de reflexao sobre a vida!

  19. Acredito que com o acesso à informação e às pesquisas de pessoas serias, pouco a pouca os cristãos estão se libertando das amarras da tradição. Dizer que Caio Fabio é ateu é no mínimo ter a mentalidade tacanha propria dos adeptos do re-te-té.

    Pra ser mais preciso, vou profetizar (kkk), breve o cânon tal como conhecemos hoje vai sofrer alterações, alguns livros serão acrescentados por servos de Deus que estimam a verdade acima de tudo, e usarão muitos dos considerados apócrifos do NT como canônicos. Se ela acontecesse nessa geração, eu arriscaria três nomes que possivelmente a encabeçassem simplesmente por suas bases teológica e cristã não estar fundamentada na opinião pública: Caio Fábio, Leonardo Boff e Ricardo Gondin.

    Sempre pela verdade! A verdade vos libertará!
    Acesse : Faltam TOMÉs na Igreja Atual !

  20. cleyde diz:
    Eu fico pensando ,como um enunciado de duplo sentido como esse pode causar tanto alvoroço entre as pessoas!E ao mesmo tempo em consequente nos trás à baila malucos com ideias mirabolantes. Sem falar nos simpatizantes do canibalismo que aproveitam oportunidades como estas para expor suas convicções satânicas, envolvendo o nome de jesus cristo. Também fico à imaginar o que está por trás do pensamento de alguém que ao falar em Deus, levanta dúvidas quanto à sua existência,e com isso acaba por fazer o caos a desunião e a discórdia entre as pessoas.Que pena, não deveria ser assim.
  21. Clênio diz:
    Jesus Cristo Nunca Existiu Mito ou Verdade ?

    Os pesquisadores que se dedicaram ao estudo das origens do cristianismo sabem que, desde o Século II de nossa era, tem sido posta em dúvida a existência de Cristo. Muitos até mesmo entre os cristãos procuram provas históricas e materiais para fundamentar sua crença. Infelizmente, para eles e sua fé, tal fundamento jamais foi conseguido, porquanto, a história cientificamente elaborada denota que a existência de Jesus é real apenas nos escritos e testemunhas daqueles que tiveram interesse religioso e material em prová-la.
    Desse modo, a existência, a vida e a obra de Jesus carecem de provas indiscutíveis. Nem mesmo os Evangelhos constituem documento irretorquível. As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus, os quais não fazem qualquer referência ao mesmo. Por outro lado, a ciência histórica tem-se recusado a dar crédito aos documentos oferecidos pela Igreja, com intenção de provar-lhe a existência física. Ocorre que tais documentos, originariamente, não mencionavam sequer o nome de Jesus; todavia, foram falsificados, rasurados e adulterados visando suprir a ausência de documentação verdadeira.
    Por outro lado, muito do que foi escrito para provar a inexistência de Jesus Cristo foi destruído pela Igreja, defensivamente. Assim é que, por falta de documentos verdadeiros e indiscutíveis, a existência de Jesus tem sido posta em dúvida desde os primeiros séculos desta era, apesar de ter a Igreja tentado destruir a tudo e a todos os que tiveram coragem ousaram contestar os seus pontos de vista, os seus dogmas.
    Por tudo isso é que o Papa Pio XII, em 955, falando para um Congresso Internacional de História em Roma, disse: “Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história”.
    Emílio Bossi, em seu livro intitulado “Jesus Cristo Nunca Existiu”, compara Jesus Cristo a Sócrates, que igualmente nada deixou escrito. No entanto, faz ver que Sócrates só ensinou o que é natural e racional, ao passo que Jesus ter-se-ia apenas preocupado com o sobrenatural. Sócrates teve como discípulos pessoas naturais, de existência comprovada, cujos escritos, produção cultural e filosófica passaram à história como Platão, Xenófanes, Euclides, Esquino, Fédon. Enquanto isso, Jesus teria por discípulos alguns homens analfabetos como ele próprio tê-lo-ia sido, os quais apenas repetiriam os velhos conceitos e preconceitos talmúdicos.
    Sócrates, que viveu 5 séculos antes de Cristo e nada escreveu, jamais teve sua existência posta em dúvida. Jesus Cristo, que teria vivido tanto tempo depois, mesmo nada tendo escrito, poderia apesar disso ter deixado provas de sua existência. Todavia, nada tem sido encontrado que mereça fé. Seus discípulos nada escreveram. Os historiadores não lhe fizeram qualquer alusão.
    Além disso, sabemos que, desde o Século II, os judeus ortodoxos e muitos homens cultos começaram a contestar a veracidade de existência de tal ser, sob qualquer aspecto, humano ou divino. Estavam, assim, os homens divididos em duas posições: a dos que, afirmando a realidade de sua existência, divindade e propósitos de salvação, perseguiam e matavam impiedosamente aos partidários da posição contrária, ou seja, àqueles cultos e audaciosos que tiveram a coragem de contestá-los.
    O imenso poder do Vaticano tornou a libertação do homem da tutela religiosa difícil e lenta. O liberalismo que surgiu nos últimos séculos contribuiu para que homens cultos e desejosos de esclarecer a verdade tentassem, com bastante êxito, mostrar a mistificação que tem sido a base de todas as religiões, inclusive do cristianismo. Surgiram também alguns escritos elucidativos, que por sorte haviam escapado à caça e à queima em praça pública. Fatos e descobertas desta natureza contribuíram decisivamente para que o mundo de hoje tenha uma concepção científica e prática de tudo que o rodeia, bem como de si próprio, de sua vida, direitos e obrigações.
    A sociedade atualmente pode estabelecer os seus padrões de vida e moral, e os seus membros podem observá-los e respeitá-los por si mesmos, pelo respeito ao próximo e não pelo temor que lhes incute a religião. Contudo, é lamentavelmente certo que muitos ainda se conservam subjugados pelo espírito de religiosidade, presos a tabus caducos e inaceitáveis.
    Jesus Cristo foi apenas uma entidade ideal, criada para fazer cumprir as escrituras, visando dar seqüência ao judaísmo em face da diáspora, destruição do templo e de Jerusalém. Teria sido um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença. Ultimamente, têm-se evidenciado as adulterações e falsificações documentárias praticadas pela Igreja, com o intuito de provar a existência real de Cristo. Modernos métodos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica e muitos outros, denunciaram a má fé dos que implantaram o cristianismo sobre falsas bases com uma doutrina tomada por empréstimos de outros mais vivos e inteligentes do que eles, assim como denunciaram os meios fraudulentos de que se valeram para provar a existência do inexistente.
    É de se supor que, após a fuga da Ásia Central, com o tempo os judeus foram abandonando o velho espírito semita, para irem-se adaptando às crenças religiosas dos diversos povos que já viviam na Ásia Menor. Após haverem passado por longo período de cativeiro no Egito, e, posteriormente, por duas vezes na Babilônia, não estranhamos que tenham introduzido no seu judaísmo primitivo as bases das crenças dos povos com os quais conviveram. Sendo um dos povos mais atrasados de então, e na qualidade de cativos, por onde passaram, salvo exceções, sua convivência e ligações seria sempre com a gente inculta, primária e humilde. Assim é que, em vez de aprenderem ciências como astronomia, matemática, sua impressionante legislação, aprenderam as superstições do homem inculto e vulgar.
    Quando cativos na Babilônia, os sacerdotes judeus que constituíram a nata, o escol do seu meio social, nas horas vagas, iriam copiando o folclore e tudo o que achassem de mais interessante em matéria de costumes e crenças religiosas, do que resultaria mais tarde compendiarem tudo em um só livro, o qual recebeu o nome de Talmud, o livro do saber, do conhecimento, da aprendizagem. Por uma série de circunstâncias, o judeu foi deixando, aos poucos, a atividade de pastor, agricultor e mesmo de artífice, passando a dedicar-se ao comércio.
    A atividade comercial do judeu teve início quando levados cativos para a Babilônia, por Nabucodonosor, e intensificou-se com o decorrer do tempo, e ainda mais com a perseguição que lhe moveria o próprio cristianismo, a partir do século IV. Daí em diante, a preocupação principal do povo judeu foi extinguir de seu meio o analfabetismo, visando com isso o êxito de seus negócios. Deve-se a este fato ter sido o judeu o primeiro povo no meio do qual não haveria nenhum analfabeto. Destarte, chegando a Roma e a Alexandria, encontrariam ali apenas a prática de uma religião de tradição oral, portanto, terreno propício para a introdução de novas superstições religiosas. Dessa conjuntura é que nasceu o cristianismo, o máximo de mistificação religiosa de que se mostrou capaz a mente humana.
    O judeu da diáspora conseguiu o seu objetivo. Com sua grande habilidade, em pouco tempo o cristianismo caiu no gosto popular, penetrando na casa do escravo e de seu senhor, invadindo inclusive os palácios imperiais. Crestus, o Messias dos essênios, pelo qual parece terem optado os judeus para a criação do cristianismo, daria origem ao nome de Cristo, cristão e cristianismo. Os essênios haviam-se estabelecido numa instituição comunal, em que os bens pessoais eram repartidos igualmente para todos e as necessidades de cada um tornavam-se responsabilidade de todos.
    Tal ideal de vida conquistaria, como realmente aconteceu, ao escravo, a plebe, enfim, a gente humilde. Daí, a expansão do cristianismo que, nada tendo de concreto, positivo e provável, assumiu as proporções de que todos temos conhecimento. Não tendo ficado restrita à classe inculta e pobre, como seria de se pensar, começou a ganhar adeptos entre os aristocratas e bem-nascidos.
    De tudo o que dissemos, depreende-se que o cristianismo foi uma religião criada pelos judeus, antes de tudo como meio de sobrevivência e enriquecimento. Tudo foi feito e organizado de modo a que o homem se tornasse um instrumento dócil e fácil de manejar, pelas mãos hábeis daqueles aos quais aproveita a religião como fonte de rendimentos.
    Métodos modernos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica, o uso dos isótopos radioativos e radiocarbônicos, denunciaram a má fé daqueles que implantaram o cristianismo, falsificando escritos e documentos na vã tentativa de provar o que lhe era proveitoso. Por meios escusos tais como os citados, a Igreja tornou-se a potência financeira em que hoje se constitui. Finalmente, desde o momento em que surgiu a religião, com ela veio o sacerdote que é uma constante em todos os cultos, ainda que recebam nomes diversos. A figura do sacerdote encarregado do culto divino tem tido sempre a preocupação primordial de atemorizar o espírito dos povos, apresentando-lhes um Deus onipotente, onipresente e, sobretudo, vingativo, que a uns premia com o paraíso e a outros castiga com o inferno de fogo eterno, conforme sejam boas ou más suas ações.
    No cristianismo, encontraremos sempre o sacerdote afirmando ter o homem uma alma imortal, a qual responderá após a morte do corpo, diante de Deus, pelas ações praticadas em vida. Como se tudo não bastasse, o paraíso, o purgatório dos católicos e o inferno, há ainda que considerar a admissão do pecado original, segundo o qual todos os homens ao nascer, trazem-no consigo.
    Ora, ninguém jamais foi consultado a respeito de seu desejo ou não de nascer. Assim sendo, como atribuir culpa de qualquer natureza a quem não teve a oportunidade de manifestar vontade própria. Quanta injustiça! Condenar inocentes por antecipação. O próprio Deus e o próprio Cristo revoltar-se-iam por certo ante tão injusta legislação, se os próprios existissem. II
    As Provas e as Contra Provas
    A Igreja serviu-se de farta documentação, conforme já mencionamos anteriormente, com intenção de provar a existência de Cristo. No entanto, a história ignora-o completamente. Quanto aos autores profanos que pretensamente teriam escrito a seu respeito, foram nesta parte falsificados. Por outro lado, documentos históricos demonstram sua inexistência. As provas históricas merecem nosso crédito, porque pertencem à categoria dos fatos certos e positivos, e constituem testemunhos concretos e válidos de escritores de determinadas escolas.
    A interpretação da Bíblia e da mitologia comparada não resiste a uma confrontação com a história. Flávio Josefo, Justo de Tiberíades, Filon de Alexandria, Tácito, Suetônio e Plínio, o Jovem, teriam feito em seus escritos, referências a Jesus Cristo. Todavia, tais escritos após serem submetidos a exames grafotécnicos, revelaram-se adulterados no todo ou em parte, para não se falar dos que foram totalmente destruídos. Além disso, as referências feitas a Crestus, Cristo ou Jesus, não são feitas exatamente a respeito do Cristo dos Cristãos. Seria mesmo difícil estabelecer qual o Cristo seguido pelos cristãos, visto que esse era um nome comum na Galiléia e Judéia.
    Segundo Tácito, judeus e egípcios foram expulsos de Roma por formarem uma só e mística superstição cristã. As expulsões ocorreram duas vezes no tempo de Augusto e a terceira vez no governo de Tibério, no ano 19 desta era. Tais expulsões desmentem a existência de Jesus, porquanto, ocorreram quando ainda o nome de cristão aplicava-se a superstição judaico-egípcia, a qual se confundiu com o cristianismo.
    Filon de Alexandria, apesar de ter contribuído poderosamente para a formação do cristianismo, seu testemunho é totalmente contrário à existência de Cristo. Filon havia escrito um tratado sobre o Bom Deus – Serapis –, tratado este que foi destruído. Os evangelhos cristãos a ele muito se assemelham, e os falsificadores não hesitaram em atribuir as referências como sendo feitas a Cristo.
    Os historiadores mostram que essa religião nasceu em Alexandria, e não em Roma ou Jerusalém. Fazem ver que ela nasceu das idéias de Filon que, platonizando e helenizando o judaísmo, escreveu boa parte do Apocalipse. A mesma transformação que o cristianismo dera ao judaísmo ao introduzir-lhe o paganismo e a idolatria, Filon imprimira a essa crença, até então apenas terapeuta, dando-lhe feição grega, de cunho platônico.
    Embora tenha sido de certo modo o precursor do cristianismo, não deixou a menor prova de ter tomado conhecimento da existência de Jesus Cristo, o mago rabi, e isto é lógico porque o cristianismo só iria ser elaborado muito depois de sua morte.
    Bastaria o silêncio de Filon para provar estarmos diante de uma nova criação mitológica, de cunho metafísico. Entretanto, escrevendo como cristão, os lançadores do cristianismo louvaram-se nas suas idéias e escritos. Tivesse Jesus realmente existido, jamais Filon deixaria de falar em seu nome, descreveria certamente sua vida miraculosa. Filon relata os principais acontecimentos de seu tempo, do judaísmo e de outras crenças, não mencionando, porém, nada sobre Jesus. Cita Pôncio Pilatos e sua atuação como Procurador da Judéia, mas não se refere ao julgamento de Jesus a que ele teria presidido.
    Fala igualmente dos essênios e de sua doutrina comuna dizendo tratar-se de uma seita judia, com mosteiro à margem do Jordão, perto de Jerusalém. Quando no reinado de Calígula esteve em Roma defendendo os judeus, relata diversos acontecimentos da Palestina, mas não menciona nada a respeito de Jesus, seus feitos ou sua sorte e destino.
    Filon, que foi um dos judeus mais ilustres de seu tempo, e sempre esteve em dia com os acontecimentos, jamais omitiria qualquer notícia acerca de Jesus, cuja existência, se fosse verdadeira, teria abalado o mundo de então. Impossível admitir-se tal hipótese, portanto.
    Por isso é que M. Dide fez ver que, diante do silêncio de homens extraordinários como Filon, os acontecimentos narrados pelos evangelistas não passam de pura fantasia religiosa. Seu silêncio é a sentença de morte da existência de Jesus.
    O mesmo silêncio se estende aos apóstolos, assinala Emílio Bossi. Evidencia que tudo quanto está contido nos Evangelhos refere-se a personalidades irreais, ideais, sobrenaturais de inexistentes taumaturgos. O silêncio de Filon e de outros se estende não apenas a Jesus, mas também aos seus pretensos apóstolos, a José, a Maria, seus filhos e toda a sua família.
    Flávio Josefo, tendo nascido no ano 37, e escrevendo até 93 sobre judaísmo, cristianismo terapeuta, messias e Cristos, nada disse a respeito de Jesus Cristo. Justo de Tiberíades, igualmente não fala em Jesus Cristo, conquanto houvesse escrito uma história dos judeus, indo de Moisés ao ano 50. Ernest Renan, em sua obra “Vie de Jesus”, apesar de ter tentado biografar Jesus, reconhece o pesado silêncio que fizeram cair sobre o pretenso herói do cristianismo.
    Os Gregos, os romanos e os hindus dos séculos I e II jamais ouviram falar na existência física de Jesus Cristo. Nenhum dos historiadores ou escritores, judeus ou romanos, os quais viveram ao tempo em que pretensamente teria vivido Jesus, ocupou-se dele expressamente. Nenhum dedicou-lhe atenção. Todos foram omissos quanto a qualquer movimento religioso ocorrido na Judéia, chefiado por Jesus.
    A história não só contesta a tudo o que vem nos Evangelhos, como prova que os documentos em que a Igreja se baseou para formar o cristianismo foram todos inventados ou falsificados no todo ou parte, para esse fim. A Igreja sempre dispôs de uma equipe de falsários, os quais dedicaram-se afanosamente a adulterar e falsificar os documentos antigos com o fim de pô-los de acordo com os seus cânones.
    O piedoso e culto bispo de Cesaréia, Eusébio, como muitos outros tonsurados, receberam ordens papais para realizar modificações em importantes papéis da época, adulterando-os e emendando-os segundo suas conveniências. Graças a esses criminosos arranjos, a Igreja terminaria autenticando impunemente sua novela religiosa sobre Jesus Cristo, sua família, seus discípulos e o seu tempo.
    Conan Doyle imortalizou o seu personagem, Sherlock Holmes, assim como Goethe ao seu Werther. Deram-lhes vida e movimento como se fossem pessoas reais, de carne e ossos. Muitos outros escritores imortalizaram-se também através de suas obras, contudo, sempre ficou patente serem elas pura ficção, sem qualquer elo que as ligue com a vida real. Produzem um trabalho honesto e honrado aqueles que assim procedem, ao contrário daqueles que deturpam os trabalhos assinados por eminentes escritores, com o objetivo premeditado de iludir a boa fé do próximo. E procedimento que, além de criminoso, revela a incapacidade intelectual daqueles que precisam se valer de tais meios para alcançar seus escusos objetivos.
    Berson, citado por Jean Guitton em “Jesus”, disse que a inigualável humildade de Jesus dispensaria a historicidade; entretanto, erigiu os Evangelhos como documento indiscutível como prova, o que a ciência histórica de hoje rejeita. Só depois de muito entrado em anos é que se tornaria indiferente para com a pirracenta crença religiosa dos seus antepassados, como aconteceu com mentes excepcionalmente cultas, tornadas ilustres pelo saber e pelo conhecimento e não apenas pelo dinheiro.
    Diante da história, do conhecimento racional e científico que presidem aos atos da vida humana, muitos já se convenceram da primária e irreal origem do cristianismo, o qual nada mais é do que uma síntese do judaísmo com o paganismo e a idolatria greco-romana do século I.
    Graças ao trabalho de notáveis mestre de Filosofia e Teologia da Escola de Tübíngen, na Alemanha, ficou provado que os Evangelhos e mesmo toda a Bíblia não possuem valor histórico, pondo-se em dúvida conseqüentemente tudo quanto a Igreja impôs como verdade sobre Jesus Cristo. Tudo o que consta dos Evangelhos e do Novo Testamento são apenas arranjos, adaptações e ficções, como o próprio Jesus Cristo o foi.
    Através da pesquisa histórica e de exames grafotécnicos ficou evidenciado que os escritos acima referidos são apócrifos. De sorte que, não servindo como documentos autênticos, devem ser rejeitados pela ciência. Jean Guitton diz que o problema de Jesus varia e acordo com o ângulo sob o qual seja examinado: histórico, filosófico ou teológico.
    A história exige provas reais, segundo as quais se evidenciem os movimentos da pessoa ou do herói no palco da vida humana, praticando todos os atos a ela concernentes, em todos os seus altos e baixos. Pierre Couchoud, igualmente citado por Guitton, sendo médico e filósofo, considerou Jesus como tendo sido “a maior existência que já houve, o maior habitante da terra”, entretanto, acrescentou: “não existiu no sentido histórico da palavra: não nasceu. Não sofreu sob Pôncio Pilatos, sendo tudo uma fabulação mítica”.
    A passagem de Jesus pela terra seria o milagre dos milagres: “o continente, embora fosse o menor, contivera o conteúdo, que era o maior!” A Filosofia quer fatos para examinar e explicar à luz da razão, generalizando-o. No que se refere à existência de Jesus, é patente a impossibilidade de generalização, porquanto, na qualidade de mito, como os milhares que o antecederam, sua personalidade é apenas fictícia, por conseguinte, nenhum material pode oferecer à Filosofia para ser sistematizado, aprofundado ou explicado.
    No tocante à Teologia, cabe-lhe apenas a parte doutrinária acerca das coisas divinas. A ela, interessa apenas incutir nas mentes os seus princípios, sem, contudo, procurar neles o que possa existir de concreto, o que inclusive seria contrário aos interesses materiais, daqueles aos quais aproveita a religião. Os Enciclopedistas mostraram como eram tolos e irracionais os dogmas da Igreja, lembrando ainda que ela era um dos mais fortes pilares do feudalismo escravocrata.
    Voltaire mostrou as coincidências entre o Evangelho de João e os escritos de Filon, lembrando ter sido ele um filósofo grego de ascendência judia, cujo pai, um outro judeu culto, teria sido contemporâneo de Jesus, se ele tivesse realmente existido. A filosofia religiosa de Filon era a mesma do cristianismo, tanto que inicialmente foi cogitada sua inclusão entre os fundadores da nova crença. Contudo, após exame rigoroso de sua obra, foram encontradas idéias opostas aos interesses materiais dos lideres cristãos da época.
    Devemos aos Enciclopedistas, bem como a Voltaire, o incentivo para que muitos pensadores futuros pudessem desenvolver um trabalho livre, na pesquisa da verdade. As convicções de Voltaire são o fruto de profundo estudo das obras de Filon. Os racionalistas, posteriormente, servindo-se de seus escritos, concluíram que a Igreja criou seus dogmas de acordo com a lenda e o mito, impondo-os a ferro e fogo.
    Bauer, aplicando os princípios hegelianos na Universidade de Tübingen, concluiu que os Evangelhos haviam sido escritos sob a influência judia, de acordo com seu gosto. Posteriormente, interesses materiais e políticos motivaram alterações nos mesmos. Em vista de tais interesses é que Pedro, o pregador do cristianismo nascente, que era pró-judeu, teve de ser substituído por Paulo, favorável aos romanos. E Marcião teria sido o autor dos escritos atribuídos ao inexistente Paulo.
    O mérito da Escola de Tübingen consiste em haver provado que os Evangelhos são apócrifos, e assim não servem como documento aceitável pela história. Levando ao conhecimento do mundo livre que os fundamentos do cristianismo são mistificações puras, os mestres da referida Escola abalaram os alicerces de uma empresa, que há séculos explora a humanidade crente, vendendo o nome de Deus a grosso e a varejo.
    Tudo nos leva a crer que, no futuro, o conhecimento científico exigirá bases sólidas para todas as coisas, quando então as religiões não mais prevalecerão, porquanto, não poderão contribuir para a ciência ou para a história, com qualquer argumento sólido e fiel.
    Ademais, não nos parece lógico que o homem atual, o qual já atingiu um tão elevado nível de desenvolvimento, o que se verifica em todos os setores do conhecimento, tais como científico, tecnológico e filosófico, permaneça preso a crenças em deuses inexistentes, em mitos e tabus.
    Diz-se que a Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, do qual se valem eles para provar a existência de seu Deus e Jesus Cristo, seu filho unigênito, foi escrito sob a inspiração divina. O Próprio Deus tê-lo-ia escrito, através de homens inspirados por ele, claro. A doutrina cristã ensina que Deus, além de onipotente, é onipresente e onisciente. Sendo dotado de tais atributos – onisciência e onipresença –, seria de se esperar que Deus, ao ditar aos homens inspirados o que deveriam escrever, não se restringisse apenas ao relato das coisas, fatos ou lugares então conhecidos pelos homens.
    Sendo onipresente, deveria estar no universo inteiro. Conhecê-lo e levá-lo ao conhecimento dos homens, e não apenas limitar-se a falar dos povos ou lugares que todos conheciam ou sabiam existir. Sendo onisciente, deveria saber de todas s coisas de modo certo, correto, exato, e assim inspirar ou ensinar.
    Todavia, aconteceu justamente o contrário. A Bíblia, escrita por homens inspirados por Deus onipresente e onisciente, está repleta de erros, os mais vulgares e incoerentes, revelando total ignorância acerca da verdade e de tudo mais.
    Vejamos apenas um exemplo. Diz a Bíblia que o sol, a lua e as estrelas foram criadas em função da terra: para iluminá-la. Seria o centro do universo, então, o que é totalmente falso. Hoje, ou melhor, há muito tempo, todos sabemos que a terra é apenas um grão de areia perdido na imensidão do universo, sendo mesmo uma das menores porções que o compõe, inclusive dentro do sistema solar de que faz parte.
    Como teria Josué feito parar o sol, a fim de prolongar o dia e ganhar sua batalha contra os canamitas, sem acarretar uma catástrofe? Decididamente, quem escreveu tais absurdos, sendo homem, sujeito a falhas e erros, é perdoável. Entretanto, sendo um Deus onipresente e onisciente, ou por sua inspiração, é inconcebível. E mais inconcebível ainda é que o homem moderno permaneça escravo desta ou de qualquer outra religião. Dispondo de modernos meios de difusão e divulgação da cultura, o homem não pode ignorar o quanto é falsa a doutrina cristã, além de absurda, o mesmo estendendo-se a qualquer outra forma de culto ou religião. Como entender que sendo Deus onipresente e onisciente, não saberia que todos os corpos do universo possuem movimento, e que este os mantém dentro de sua órbita, sem atropelos ou abalroamento?
    Quando Jeová resolveu disciplinar o comportamento dos hebreus, marcou encontro com Moisés, no Monte Sinai, para lhe entregar as tábuas da lei. Fato idêntico acontecera muito antes, quando Hamurabi teria recebido das mãos do deus Schamash a legislação dos babilônios no século XVII a.C.. A mesma foi encontrada em Susa, uma das grandes metrópoles do então poderoso império babilônio, encontrando-se atualmente guardada no Museu do Louvre, em Paris.
    No que concerne aos Evangelhos, foram escritos em número de 315, copiando-se sempre uns aos outros. No Concílio de Nicéia, tal número foi reduzido para 40, e destes foram sorteados os 4 que até hoje estão vigorando.
    A. Laterre, entre outros escritores, assinala ter sido o Evangelho de Marcos o mais antigo, e haver servido de paradigma para os outros, os quais não guardaram sequer fidelidade ao original, dando margem a choques e entrechoques de doutrina.
    Após o Evangelho de Marcos, começaram a surgir os demais que, alcançando elevado número, foram reduzidos. A escolha não visou os melhores, o que seria lógico, mas baseou-se tão-somente no prestigio político dos bispos das regiões onde haviam sido compostos.
    A. Laterre patenteou igualmente, em “Jesus e sua doutrina”, que a lenda composta pelos fundadores do cristianismo, para ser admitida pelos homens como verdade, fora copiada de fontes mitológicas muito anteriores ao próprio judaísmo, remontando aos antigos deuses hindus, persas ou chineses.
    No século II, quando começou a aparecer a biografia de Jesus, havia apenas o interesse político e material em se manter a sua santa personalidade idealizada. Constantino, no século IV, tendo verificado que suas legiões haviam-se tornado reticentes no cumprimento de suas ordens contra os cristãos, resolveu mudar de tática e aderir ao cristianismo. Percebendo que os bispos de Alexandria, Jerusalém, Edessa e Roma tinham a força necessária para fazer-lhe oposição, sentiu-se na contingência de ceder politicamente, com o objetivo de conseguir obediência total e unificar o império. De sorte que sua adesão ou conversão ao cristianismo não se baseou em uma convicção intima, espiritual, porém, resultou de conveniências políticas.
    Embora não crendo na religião cristã, percebeu que a cruz dar-lhe-ia a força que lhe faltava para tornar-se o imperador único e obedecido cegamente. Daí a história do sonho que tivera antes de uma batalha, segundo o qual vira a cruz desenhada no céu e estas palavras escritas abaixo: “in hoc signo vincis”, com este sinal, vencerás. Não era cristão verdadeiro, apenas fingia sê-lo para conseguir os seus objetivos.
    Dujardin conta-nos que o cristianismo só surgiu a partir do ano 30, graças a um rito em que se via a morte e a ressurreição de Jesus, o qual seria uma divindade pré-cristã. Nesta seita, os seus adeptos denominavam-se apóstolos, significando missionários, os que traziam uma mensagem nova. Os apóstolos desse Jesus juravam terem-no visto, após sua morte, ressuscitar e ascender ao céu. Entretanto, não era este o Jesus dos cristãos.
    O Padre Aífred Loisy, diante do enorme descrédito que o mito do cristianismo vinha sofrendo nos meios cultos de Paris, resolveu pesquisar-lhe as origens, visando assim desfazer as objeções apresentadas de modo seguro e bem fundamentado. Buscava a verdade para mostrá-la aos demais. Entretanto, ao fazer seus estudos, o Padre Loisy constatou que realmente a crítica havia se baseado em fatos incontestáveis. Por uma questão de honra, não poderia ocultar o resultado de suas pesquisas, publicando-o logo em seguida. Sendo tal resultado contrário fundamentalmente aos cânones da Igreja, foi expulso de sua cátedra de Filosofia, na Universidade de Paris, e excomungado pelo Papa, em 1908.
    O Pe. Loisy havia concluído que os documentos nos quais a Igreja firmara-se para organizar sua doutrina provieram do ritual essênio. Jesus Cristo não tivera vida física. Era apenas o reaproveitamento da lenda essênia do Crestus, o seu Messias. Verificou-se também que as Paulinianas, de origem insegura, haviam sido refundidas em vários pontos fundamentais e por diversas vezes, antes de serem incluídas definitivamente nos Evangelhos. Do mesmo modo chegou à conclusão de que os Evangelhos não poderiam servir de base para a história, nem para provar a vida de Jesus, dada a sua inautenticidade.
    Por sorte sua, já não mais existia a Santa Inquisição; do contrário, o sábio Padre Loisy teria sido queimado vivo. Os documentos relativos ao governo de Pilatos, na Judéia, nada relatam a respeito de alguém que, se intitulando de Jesus Cristo, o Messias ou o enviado de Deus, tenha sido preso, condenado e crucificado com assentimento ou mesmo contra sua vontade, conforme narram os evangelhos. Não tomou conhecimento jamais de que um homem excepcional praticasse coisas maravilhosas e sobrenaturais, ressuscitando mortos e curando doentes ao simples toque de suas mãos, ou com uma palavra, apenas.
    Se Pôncio Pilatos, cuja existência é real e historicamente provável, que estava no centro dos acontecimentos da época como governador da Judéia, ignorou completamente a existência tumultuada de Jesus, é que de fato ele não existiu. Alguém que, pelos atos que lhe são atribuídos, chega mesmo ao cúmulo de ser aclamado “Rei dos Judeus” por uma multidão exaltada, como ele o foi, não poderia passar despercebido pelo governador da região.
    O imperador Tibério, inclusive, jamais soube de tais ocorrências na Judéia. Estranho que ninguém o informasse de que um povo, que estava sob o seu domínio, aclamava um novo rei. Ilógico. A ele, Tibério, é que caberia nomear um rei, governador ou procurador.
    Prosper Alfaric, em L’Ecole de la Raison, assinala as invencíveis dificuldades do cristianismo em conciliar a fé com a razão. Por isso, a nova crença teve de apoderar-se das lendas e crenças dos deuses solares, tais como Osíris, Mitra, Ísis, Átis e Hórus, quando da elaboração de sua doutrina. Expôs, igualmente, que os documentos descobertos em Coumrã, em 1947, eram o elo que faltava para patentear que Cristo é o Crestus dos essênios, uma outra seita judia.
    O cristianismo nada mais é, então, do que o sincretismo das diversas seitas judias, misturadas às crenças e religiões dos deuses solares, por serem as religiões que vinham predominando há séculos. A palavra “evangelho” em grego significa “boa nova”, já figura na Odisséia de Homero, Século XII, a.C.. Foi depois encontrada também numa inscrição em Priene, na Jônia, numa frase comemorativa e de endeusamento de Augusto, no seu aniversário, significando a “boa nova” no trono. E isto ocorreu muito antes de idealizarem Jesus Cristo.
    Conforme já mencionamos anteriormente, no inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea acerca da idéia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: “Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade”. A verdade da Igreja, dizemos nós.
    Havia, então, os Evangelhos dos naziazenos, dos judeus, dos egípcios, dos ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, os quais foram queimados, restando apenas os 4 sorteados e oficializados no Concílio de Nicéia. Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180, disse: “Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtrai-los às refutações”.
    Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original.
    Os Evangelhos que trazem a palavra “segundo”, que em grego é “cata”, não vieram diretamente dos pretensos evangelistas. A discutível origem dos Evangelhos explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus. Nos Evangelhos, as contradições são encontradas com muita freqüência. Em Marcos, por exemplo, em 1:1-17: “a linhagem de Jesus vem de Abraão, em 42 gerações”; ao passo que em Lucas 2:23-28 lê-se que proviera diretamente de Adão e Eva, sendo que de Abraão a Jesus teriam havido 43 gerações.
    Eusébio, comentando o assunto e não sabendo como dirimir a questão, disse: “Seja lá o que for, só o Evangelho anuncia a verdade”.(?) Tais divergências, entretanto, parecem indicar que os Evangelhos não se destinavam inicialmente à posteridade, visando tão-somente a catequese imediata de povos isolados uns dos outros. Os escritos destinados a um povo dificilmente seriam conhecidos dos outros.
    O Evangelho de Mateus teria sido destinado aos judeus, arranjado para agradá-los. Por isso, não fala nos vaticínios nem no Messias. Por isso ainda é que puseram na boca de Jesus as palavras seguintes: “Não vim para abolir as leis dos profetas, mas sim para cumpri-las”. Tudo indica ter sido feito em Alexandria, porquanto, o original em hebraico jamais existiu. Baur provou, entretanto, que as Epístolas são anteriores aos Evangelhos e o Apocalipse, o mais antigo de todos, do ano 68. Todos os escritos do cristianismo desse tempo falam apenas no Logos, o Cordeiro Pascoal, imolado desde o princípio dos tempos, referindo-se à personalidade ideal de Jesus Cristo.
    Justino, filósofo e apologista cristão, escrevendo em torno do ano 150, não emprega a palavra Evangelho nem uma vez. Isto mostra que ele, ainda nessa época, ignorava-a, não tendo conhecimento de sua existência. Justino ignorava igualmente as paulinianas, Paulo e os Atos dos apóstolos, o que prova que foram inventados posteriormente.
    Marcião, no ano de 140, trouxe as Epístolas a Roma, as quais não foram inicialmente consideradas merecedoras de fé. Sofreu rigorosa triagem, sendo cortada muita coisa que não convinha à Igreja. Marcião fora contemporâneo de Justino. As Epístolas trazidas por ele eram endereçadas aos Romanos, aos Gálatas e aos Coríntios. Apresentavam Jesus como um Deus encarnado. Teria nascido de uma mulher e sofrera o martírio para resgatar os pecados da humanidade, isto é, dos ocidentais, porque os orientais não tomaram conhecimento da personalidade de Jesus, seus milagres e sua pregação e do seu romance religioso.
    Engels constatou que as Epístolas são 60 anos mais novas do que o Apocalipse. E, ainda, os cristãos contrários ao bispo de Roma rejeitaram-nas durante séculos. Foi o que se deu com os ebionitas e os severianos, conforme Eusébio escreveu e Justino confirmou. O Apocalipse fala em um cordeiro com sete cornos e sete olhos, o qual foi imolado desde a fundação do mundo (13-8). O Apocalipse foi composto apenas em 68, sendo o mais antigo de todos os escritos cristãos.
    Lutero e Swinglio disseram que o Apocalipse foi incluído nos Evangelhos por engano, tendo a Igreja de inventar, por isso, a ordem cronológica dos seus livros. Hoje se pode provar que o Apocalipse surgiu entre os anos 68 e 70; os Evangelhos, no século II, e os Atos dos Apóstolos são os mais recentes de todos. Eusébio em sua “História Eclesiástica”, 4-23, diz: “Compus as Epistolas conforme a vontade do irmão: mas os ‘apóstolos do diabo’ tacharam-nas de inverídicas contando-lhes certas coisas e acrescentando outras”.
    Irineu, ao mesmo tempo, ordenava ao copista: “Confronta toda cópia com este original utilizado por ti, e corrige-a cuidadosamente”. Não te esqueças de reproduzir em tua cópia o pedido que te faço. Essas citações servem para medirmos que tipo de santidade havia entre os bispos e seus calígrafos, na arte eusebiana de eméritos falsificadores de documentos importantes.
    Com isto, deram autenticidade a todas as invencionices do cristianismo e legitimaram sua liderança na posse material do que pertencia aos outros. Irineu ainda registrou o seguinte: “Ouvi dizer que não acreditam esteja isto nos Evangelhos, se não se encontrar nos arquivos”. Ao que Eusébio respondera: “É preciso demonstrá-lo”.
    Uma excelente prova da existência de Jesus seria uma comunicação feita por Pilatos a seu respeito. Entretanto, tal documento não existe. Justino, instado pelos falsificadores, referiu-se a Jesus, contudo, dada a sua honradez pessoal, no caso do seu escrito ser autêntico, fê-lo de modo inseguro e hesitante. Tertuliano, que é mais seguro do que ele, afirmou que esse valioso documento deverá ser encontrado nos arquivos imperiais. Contudo, a Igreja apesar de haver se apoderado de Roma a partir do século IV, não teve a coragem de apresentar essa indispensável jóia documentária, a qual de certo seria refutada pela ciência e pelo conhecimento.
    Mesmo assim, a partir do século IV, essa prova espúria foi produzida; contudo, a Igreja não teve a petulância de submetê-la à grafotécnica. Daniel Rops, embora fosse um apaixonado cristão, reconheceu a veracidade dessa falsificação dizendo que: “a que arranjaram era uma carta enviada a Cláudio, que reinou de 41 a 44, e não a Tibério, sob cujo governo Pilatos fora Procurador da Judéia”.
    No Apocalipse João, escreveu: “Se alguém acrescentar alguma coisa nisto, Deus castigará com as penas descritas neste livro; se alguém cortar qualquer coisa, Deus cortará sua parte na árvore da vida e na cidade santa descrita neste livro”. Ai está mais uma prova de como as falsificações eram usuais na fase da Igreja nascente. O mais interessante é essa gente falar em Deus, como se fosse coisa cuja existência já tivesse sido provada, não se justificando mais que o conhecimento e a razão estudassem as bases dessa existência.
    Os padres mostravam-se estar de tal modo familiarizados com Deus e sua vontade que por isso achavam certo e justo julgar e queimar vivos a todos os que deles discordassem. Entretanto, embora dessem a impressão de estar em contato com Deus, usavam de processos criminosos, dos quais todos os ociosos usam para sacar contra o seu meio social. Assim é que hoje se pode provar que o cristianismo foi construído sobre um terreno atapetado de mentiras, falsificações e mistificações.
    O Novo Testamento atualmente oficializado é cópia de um texto grego do século IV. É exatamente o sinótico descoberto em 1859, em um convento do Monte Sinai, onde vem informada a origem grega. Os originais do mesmo estão guardados nos museus do Vaticano e de Londres. Foram publicados com as devidas corrigendas, feitas por Hesíquios, de Alexandria.
    Um papiro encontrado no Egito, em 1931, apresenta-nos uma ordem cronológica totalmente diferente da oficializada pela Igreja. Atualmente, as fontes testamentárias aceitáveis são as do século II em diante, provindas de Justino, Taciano, Atenágoras, Irineu e outros, os quais são considerados os verdadeiros criadores do cristianismo.
    Taciano foi o “bem amado” discípulo de Justino. Ele, entretanto, omite a genealogia de Jesus, dizendo apenas que ele descendia de reis judeus, de modo muito vago, divergindo assim da orientação oficializada. Irineu foi que sistematizou o cristianismo. Foi ele a fonte em que Eusébio inspirou-se. Por isso é que daí em diante seria obrigatória a confrontação entre os dois textos. O bispo de Cesaréia fora encarregado pelo todo poderoso bispo de Roma de falsificar tudo quanto prejudicasse os interesses materiais da Igreja de então. De modo que, por onde passou a mão de Eusébio, foi tudo conspurcado criminosamente contra a verdade.
    Eusébio foi realmente um bispo que cria apaixonadamente na divindade de Jesus Cristo, contudo, já conhecia o poder que possuía o bispo de Roma. Graças a Eusébio e outros iguais a ele, tornou-se uma temeridade descrer-se na verdade oficializada pela Igreja. Após tantas falsificações, todos ficaram realmente inseguros quanto à verdadeira origem do cristianismo, tal a tumultuação impressa por Eusébio.
    Tertuliano e Clemente de Alexandria lutaram um pouco para sanar essas fontes, anulando boa parte do que restara das criminosas unhas de Eusébio. Jacob Buckhardt, examinando essa documentação, concluiu que o Novo Testamento merece confiança.
    Em Coumrã, em 1947, como á vimos, foram encontrados documentos com escrita em hebraico e não em grego, falando em Crestus não em Cristo. Ali, Habacuc refere-se à perseguição sofrida por essa seita judia, assim como a morte de Crestus, igualmente traído por Judas, um sacerdote dissidente. A Igreja, ao ter conhecimento da existência de tais documentos, pretendeu informar que Crestus era o Cristo de sua criação, contudo, verificou-se que eles datavam de pelo menos um século antes do lançamento do romance do Gólgota. Além disso, continham revelações contrárias aos interesses da Igreja. Eles relatam as lutas de morte em que viviam as diversas seitas do judaísmo.
    A Didaquê não pôde entrar nos Evangelhos, devendo silenciar completamente a respeito da pretensa passagem de Jesus pela terra. De qualquer forma, a lenda que existia em torno no nome de Crestus foi aproveitada na época porque, sendo uma seita comunista, suas pregações iriam servir para atrair ao cristianismo a atenção dos escravos, em luta contra os seus senhores, a eterna luta do pobre contra o rico.
    Escavações feitas em Jerusalém desenterraram velhos cemitérios, onde foram encontradas muitas cruzes do século I e mesmo anteriores. Todavia, apesar de já ser usada nessa época, só a partir do século IV é que a Igreja iria oficializá-la como seu emblema. Levantamentos arqueológicos posteriores provariam que a cruz já era um piedoso emblema usado desde há milênios.
    Orígenes, polemizando contra Celso, um dos mais cultos escritores romanos de seu tempo, e que mais combateram as bases falsas da Igreja e de Jesus Cristo, acusa Flávio Josefo por não haver admitido a existência de Jesus. Flávio não poderia referir-se a Jesus nem ao cristianismo porque ambos foram arranjados depois de sua morte. Assim, os livros de Flávio que falam de Jesus foram compostos, ou melhor, falsificados muito tempo após sua morte, no decorrer do século III, conforme as conclusões alcançadas pelos mestres da Escola de Tübingen.
    Sêneca, que foi preceptor de Nero, suicidando-se para não ser assassinado por ele, já pensava mais ou menos como os cristãos. Do que se conclui que as idéias de que se serviu o cristianismo para se fundamentar são emprestadas das lendas que giravam em torno de outros Cristos Messias, assim como de outros cultos. Nada tendo, portanto, de original. Sêneca acreditava em um Deus único e imaterializável.
    Por tudo isso, vemos que os líderes do cristianismo nada mais fizeram do que se apropriar das idéias já existentes. Apenas tiveram o cuidado de promover as modificações necessárias, com vistas a melhor consecução dos seus objetivos materiais. Sêneca, embora não fazendo em seus escritos qualquer alusão à existência de Jesus Cristo, teve muitos de seus escritos aproveitados pelo cristianismo nascente.
    Em Tácito, escritor do século II, encontram-se referências a respeito de Jesus e seus adeptos. Contudo, exames grafotécnicos demonstraram que tais referências são falsas, e resultam de visível adulteração dos seus escritos. Suetônio, que existiu quando Jesus teria vivido, escreveu a “História dos Doze Césares”, relatando os fatos de seu tempo. Referindo-se aos judeus e sua religião, apenas falou em “distúrbios de judeus exaltados em torno de Crestus”. Por aí se vê que ele não se referia aos cristãos, porquanto, eles sempre se mostraram humildes e obedientes à ordem constituída, evidentemente a fim de passar, tanto quanto possível, despercebidos. Desse modo, iriam solapando o poder imperial, manhosamente, como realmente aconteceu.
    Suetônio escreveu ainda que haviam supliciado alguns cristãos que eram gente que se dedicava demasiado a tolas superstições, orientadas por uma idéia malfazeja. Disse mais que Nero tivera de mandar expulsar os judeus de Roma, porque eles estavam sempre se sublevando, instigados por Crestus. Os cristãos estavam sempre organizados de modo a atrair aos escravos, sem, contudo, desagradar às autoridades. Assim sendo, jamais provocariam tumultos. Os cristãos aos quais Suetônio refere-se poderiam ser os zilotas, os essênios ou os terapeutas, mas nunca os cristãos de Jesus Cristo, porquanto, conforme já dissemos acima, os cristãos eram ensinados a não provocar desordens.
    Plínio, o Jovem, viveu entre os anos 62 e 113, tendo sido subpretor da Bitínia. Na carta enviada ao imperador, perguntava como agir em relação aos cristãos, ao que Trajano teria respondido que agisse apenas contra os que não renegassem à nova fé. Entretanto, não ficou evidenciado a quais cristãos, exatamente, eram feitas as referências: se aos crestãos ou aos cristãos. De qualquer forma, a carta em questão, após ser submetida a exames grafotécnicos e métodos rádio-carbônicos, revelou haver sido falsificada.
    Justiniano, Imperador romano, mandou queimar os escritos de Porfírio, através de um edito, em 448, alegando que: “impelido pela loucura, escrevera contra a santa fé cristã”.
    Vespasiano, ao morrer, disse: “Que desgraça! Acreditei que me havia tornado um deus imortal!”. Suas palavras justificam-se pela credulidade supersticiosa. Partindo do preceito ensinado pelos judeus, aliás, um falso preceito, de que Cristo havia subido ao céu com corpo e alma, não seria de estranhar que os imperadores pretendessem tornar-se deuses, a fim de escapar ao inapelável destino dos que nascem: a morte.
    Calígula, por isso, fizera-se coroar como Deus-Sol, o Sol Invictus, o Helius. Nessa época o Império romano, embora em declínio, ainda dominava uma porção de províncias afastadas de Roma. O homem espoliado pela força bruta, unificada em torno das regiões, sentindo não ser possível contar com a justiça humana, passa a esperar pela justiça dos deuses. Mas, mesmo assim, teriam de apelar para os deuses dos pobres e não dos ricos, privilegiados e poderosos.
    Conta a lenda que Osíris, o deus solar dos egípcios, foi morto por seu irmão Seth, o qual dividiu o corpo em 14 pedaços e os espalhou pelo mundo afora. Ísis, sua esposa e irmã, saiu em busca dos pedaços, levando seu filho Hórus ao colo. Todos os anos o povo fazia a festa de Ísis, relembrando o acontecimento. Havendo conseguido juntar todas a partes do corpo, Osíris ressuscitou, passando a ser incensado como o deus da morte e da sombra. Fora uma ressurreição conseguida pelo amor da esposa. Ísis separou a terra do céu, traçou a órbita dos astros, criou a navegação e destruiu todos os tiranos. Comandava os rios, as vagas e os ventos. Seu culto assemelhava-se muito ao de Astartê, de Adônis e de Átis, religiões muito aparentadas entre si, dominando toda a orla do Mediterrâneo. Seu culto era uma reminiscência do culto de Tamus, um deus babilônio, cuja doutrina ensinava que os deuses nasciam e renasciam, ressuscitando-se.
    O judaísmo e, mais tarde, o cristianismo, beberam dessas fontes grande parte da sua liturgia. No cristianismo, encontramos Ísis representada pela Virgem Maria e Hórus transformado em Jesus Cristo. Maria e Jesus, fugindo de Herodes e indo para o Egito, é a mesma lenda de Ísis e Hórus, fugindo de Seth.
    O Deus-Homem que morria e ressuscitava já era uma velha “crença religiosa” naqueles tempos. O cristianismo apenas deu novos nomes e novas roupagens aos deuses de velhas crenças. A revelação de Deus aos homens é outra lenda cuja origem perde-se na noite dos tempos. Muitos séculos antes do surgimento do judaísmo, Zoroastro ou Zaratrusta havia criado uma religião, segundo a qual havia uma eterna luta entre o bem e o mal. Aura Mazzda ou Ormuzd, o deus do fogo e da luz, representava o bem em luta contra Angra Maniú ou Iarina, o deus das trevas. Nessa luta, Ormuzd foi auxiliado por seu filho Mitra, o espírito do bem e da justiça, mediador entre Ormuzd e os homens. Ormuzd mandou seu filho à terra, o qual nasceu de uma virgem pura e bela, que o concebeu através de um raio de sol. Morreu e ressuscitou em seguida.
    Essa religião foi levada para Sicília pelos marinheiros persas, nos últimos séculos da era passada.
    Inventando o cristianismo, os judeus nada mais fizeram do que sincretizar o judaísmo ortodoxo com a religião de Mitra, sem esquecer de Osíris e Átis, cujas religiões eram também muito aceitas em Roma e Alexandria. Vestígios do mitraísmo foram encontrados em escavações recentes, feitas em Óstia, os quais datam do século I. O mitraísmo era praticado em catacumbas, em grutas e em subterrâneos. O cristianismo copiou-lhe a prática. Daí porque disseram ter Jesus nascido em uma gruta e, nos primeiros tempos, o cristianismo foi praticado em catacumbas.
    Assim sendo, os cristãos foram para as catacumbas, não fugindo das autoridades imperiais, mas tão-somente para observar o ritual mitraico. Os mitraicos também davam seus banquetes subterrâneos, eram os banquetes pessoais, comuns nos ritos solares e no judaísmo. Em ambos, havia o rito do pão e do vinho.
    Mitra, o Sol Invictos, era festejado em dezembro, como Jesus. Outras aproximações entre o culto de Mitra e o de Jesus, no cristianismo: o uso da cruz do Sol Radiante, a cruz do Sol Invictus a qual expandia raios; o uso da pia batismal com a água benta, as refeições comunais, a destinação do domingo para o descanso em homenagem ao Senhor; a águia e o touro do ritual mitraico foram tomados para símbolos dos evangelistas Marcos e Lucas. Antigos quadros e painéis trazem a figura dos evangelistas com a cabeça desses animais.
    Do judaísmo, copiaram a crença da imortalidade da alma, a vida no além, o Inferno, o diabo, a ressurreição, o dia do juízo; práticas e crenças igualmente existentes no mitraísmo. Graças a esses espertos arranjos, durante muito tempo, o crente freqüentou indiferentemente o templo cristão, de Mitra ou de Ísis, crendo estar na Igreja antiga, onde iam consultar o oráculo.
    Por isso, Teofilo, em Alexandria, mandou construir um templo cristão ao lado de um templo de Ísis, onde se anunciava o oráculo quando as profecias vinham de uma revelação astral, mediante a camuflagem das vozes de antigos bispos ali enterrados. Uma das coisas que favoreceram o cristianismo foi a abolição do sacrifício sangrento. Muitos correram a abraçar a nova crença para escapar da morte em um desses atos propiciatórios.
    Spinoza e Hobbes, no século XVIII, mostraram que o Pentateuco foi composto no século II a.C. graças ao que o sacerdote judeu havia aprendido no cativeiro babilônio, fato que aconteceu no século IV a.C. Em seguida, mostraram uma série de contradições quanto à cronologia. Em uma das fontes, apresentam Adão e Eva como tendo sido criados ao mesmo tempo, enquanto em outra informam que ela havia sido feita de uma costela de Adão. Em uma, o homem aparece antes dos outros animais, na outra os animais surgem primeiro.
    Levantamentos arqueológicos do começo do século XX, levados a efeito nos subsolos da Babilônia, provaram que o Deuteronômio resultou, em grande parte, do que os sacerdotes judeus haviam copiado da legislação religiosa, civil e criminal de Hamurabi, a qual por sua vez resultara do que se sabia da civilização acádia, e que naqueles tempos já era vetusta. Isaías, ao profetizar acerca de diversos reis de várias épocas, mostra que seu nome foi inventado séculos depois dos fatos haverem ocorrido. Um desses reis foi Dano, rei persa que governou em 538 a.C., quando libertou os judeus do cativeiro.
    Herodes morreu no ano IV a.C., foi responsabilizado pela matança dos inocentes, para compor o controvertido romance da fuga para o Egito. Tudo o que até agora temos relatado constitui provas evidentes de que a Bíblia não tem a antiguidade nem a veracidade que lhe pretendem imprimir. Os zilotas que seguiam a linha comunista dos essênios combatiam tanto os judeus ricos como a ocupação romana. Os essênios, ao professar, faziam votos de pobreza, quando juravam nada contar da seita para os estranhos e nada ocultar dos companheiros. Era um dos ramos do judaísmo em que não mais se oferecia sacrifício sangrento, o que foi copiado pelo cristianismo.
    Os Evangelhos foram compostos para enquadrar Jesus no que está previsto no versículo 17 do salmo 22.

    • A Paz, o amigo Clénio postou informações do livro: Jesus Cristo Nunca Existiu do autor: La Sagesse
      Mas deveria verificar as bases do autor antes de repassar suas ideias Né… A Paz!
      • Clênio diz:
        Não há dúvida de que,num tempo perfeitamente determinado, nos reinados de Augusto e de Tibério, viveu um certo homem; a sua existência é um fato inegável.Conheceram-no como carpinteiro,de fita de madeira na orelha,trabalhando com suas mãos,impelindo a garlopa e servindo-se do martelo.Não obstante, proferia as palavras mais surpreendentes que se poderiam ouvir: que era o Messias, o testemunho providencial por meio de quem o povo eleito atingiria a suposta glória e a suprema perfeição; e—mais espantoso ainda—afirmava ser o filho de Deus. Porem no entanto, aqui surge um escolho. Teriam os grandes contemporâneos de Jesus falado a seu respeito ? … Não. O fato nada tem que surpreenda, se restituirmos às suas justas perspectivas um acontecimento que nos parece extraordinário, só pelas consequências que teve. Custa-nos a aceitar que a vida, os ensinamentos e a morte de Cristo não hajam tido tal repercussão que os próprios fundamentos do mundo, naquele mesmo instante, se sentissem abalados. A verdade é que essa história não revestiu para o cidadão de Roma, do reinado de Tibério, maior importância que aquela que para nós teria a aparição de qualquer profeta obscuro. Encontra-se-á nos documentos oficiais da administração romana algum vestígio da sua existência ? … Não. Conservam-se em Roma duas espécies de arquivo: As Acta senatus, actas das sessões senatoriais, e os Commentarii principis, em que se encontrava reunida toda a correspondência enviada ao , isto é, ao imperador. Mas nem um só resumo de qualquer deliberação sobre o Cristianismo.
  22. Deniw diz:
    Tá aí tua resposta: Então vi toda a obra de Deus, que o homem não pode perceber, a obra que se faz debaixo do sol, por mais que trabalhe o homem para a descobrir, não a achará; e, ainda que diga o sábio que a conhece, nem por isso a poderá compreender. Eclesiastes 8:17
  23. Davijaneiro diz:
    Clênio,como professor de história e estudioso da bíblia posso te dizer com plena convicção que vc não pesquisou o assunto que vc postou.Poderia colocar aqui uma extensa lista de referências seculares antigas e modernas para o caso ‘autenticidade bíblia e Jesus’,mas,acho que seria debater algo primário.E,além disso,não sei se vc está a querer brincar com a fé das pessoas que passam por aqui,digo isso porque vc postou um estudo sobre divócio com respeito a palavra grega ‘porneia’e nele mencionou que os pais da igreja eram homens de grande credibilidade entre outras coisas que não condizem com sua posição atual e,diga-se de passagem,foi bem feliz naquela postagem porque poucas pessoas definiram tão bem a palavra porneia.Com respeito ao texto acima há uma série de disparate.Houve uma inversão com respeito ao código de Hamurabi e deuteronômio e acho que vc não prestou atenção,e também quanto a isaias.O Dario(que vc escreveu erradamente ‘DANO’)não era e nunca foi rei da persia.Quando Ciro II ,rei da persia,conquistou Babilônia colocou Dario como co-regente na cidade.Qualquer um sabe disso,ou seja,CIRO libertou os judeus do cativeiro e a própia bíblia fala disso em 2 crônicas 36:22,23 ;Esdras 1:1-4. Quanto ao resto nem me pronuncio e vou terminando com o que disse um gênio moderno da história , Will Durant: “Não será a história do fundador do cristianismo um produto da aflição,da imaginação e da esperança humana,um mito comparável às lendas deKrishna,osíris,átis,adônis,e mitras? no primeiro século negar que cristo tenha existido parece não ter ocorrido nem mesmo aos mais severos oponentes do novo credo,judeus ou pagãos”(A HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO:PARTE III-CESAR E CRISTO). palavras de um grande homem,não minhas! abraço.
    • Clênio diz:
      Clênio
      Posted abril 28, 2011 at 7:07 PM
      Não há dúvida de que,num tempo perfeitamente determinado, nos reinados de Augusto e de Tibério, viveu um certo homem; a sua existência é um fato inegável.Conheceram-no como carpinteiro,de fita de madeira na orelha,trabalhando com suas mãos,impelindo a garlopa e servindo-se do martelo.Não obstante, proferia as palavras mais surpreendentes que se poderiam ouvir: que era o Messias, o testemunho providencial por meio de quem o povo eleito atingiria a suposta glória e a suprema perfeição; e—mais espantoso ainda—afirmava ser o filho de Deus. Porem no entanto, aqui surge um escolho. Teriam os grandes contemporâneos de Jesus falado a seu respeito ? … Não. O fato nada tem que surpreenda, se restituirmos às suas justas perspectivas um acontecimento que nos parece extraordinário, só pelas consequências que teve. Custa-nos a aceitar que a vida, os ensinamentos e a morte de Cristo não hajam tido tal repercussão que os próprios fundamentos do mundo, naquele mesmo instante, se sentissem abalados. A verdade é que essa história não revestiu para o cidadão de Roma, do reinado de Tibério, maior importância que aquela que para nós teria a aparição de qualquer profeta obscuro. Encontra-se-á nos documentos oficiais da administração romana algum vestígio da sua existência ? … Não. Conservam-se em Roma duas espécies de arquivo: As Acta senatus, actas das sessões senatoriais, e os Commentarii principis, em que se encontrava reunida toda a correspondência enviada ao , isto é, ao imperador. Mas nem um só resumo de qualquer deliberação sobre o Cristianismo.
  24. DAVIJANEIRO diz:
    … QUANTO A ISAIAS:

    A questão de profecias é algo que tem levado muitos estudiosos a questionarem a autoria de isaias.Uma dessas profecias citava o nome de Ciro como libertador dos judeus com 200 anos antes de ele nascer.Segundo os críticos as profecias sobre as desolações de judá foram escritas depois do seu cumprimento,de modo que realmente não eram predições.alguns atribuem os capítulos 15 a 16 a um profeta desconhecido ao passo que outros questionam a autoria dos capítulos 23 a 27.Ainda outros que dizem que isaias não poderia ter escrito o que se encontra nos capítulos 34 e 35.Com base nessa parafernália de raciocínios humanos torpes e entendimentos céticos(como o do francês LA SAGESSE)o livro de isaias foi dissecado como um defunto a ponto do comentarista bíblico CHARLES C.TORREY dizer:”O outrora grande profeta do exílio ficou reduzido a um personagem muito pequeno,quase inteiramente sepultado numa massa de confusas fragmentações”.Mas,quando começou tudo isso? segundo a encyclopaedia judaica,foi no século 12 EC que o judeu ABRAHAN IBN EZRA em seu “comentário sobre isaias” declarou que ‘A segunda metade ,a partir do capítulo 40 foi obra de um profeta que viveu durante o exílio Babilônico e o início do retorno a Sião’. Durante os séculos 18 e 19,os conceitos de IBN EZRA foram adotados por vários eruditos,entre eles Johann Christoph Doerdelein,teólogo alemão que publicou sua obra exergética sobre isaias em 1775.O New Century bible commentary observa:”Todos,menos os eruditos mais conservadores,aceitam agora a HIPÓTESE de Doerdelein de que as profecias de isaias se originaram de uma época posterior aos acontecimentos”.Eu só queria compartilhar com todos que gostam de estudar a sério a bíblia que tais estudos são apenas HIPÒTESES de homens críticos que usam a tal teologia crua e tiram conclusões pessoais e não examinam as EVIDENCIAS realmentes históricas confiáveis para apoia-los ou,quando a usam procuram também meios hipotéticos para desacreditar tais evidencias tornando-se predadores da fé das pessoas de bem,um desses é o tal do Alfredo Bernach.Poderia citar aqui o que dizem as evidências da análise diacrônica(estudo que rastreia as mudanças sutis na linguagem no decorrer de muitos anos)sobre isaias,falar sobre os rolos do mar morto que datam de antes mesmo de jesus nascer,citar josefo etc..,mas a bíblia não carece de nimguém para se provar fidedigna,a harmonia interna do texto,a honestidade em narrar acontecimentos históricos..a bíblia é que fez a história e não o contrário.Aliás,os arqueólogos usam a bíblia para inúmeras descobertas,ou,descobrem coisas que apoiam a narrativa bíblica.Gostaria muito que tais escritores imbecis(não estou generalizando) fizessem como se faz num tribunal.Não é quem está sendo acusado que tem que provar sua inocência mas quem acusa tem que apresentar provas de sua acusasão.Que provem,sem hipóteses exergéticas,sem auterar manuscritos,sem mentiras que a bíblia não tem razão! No mais,paremos de brincar com a fé das pessoas.

  25. Bom gostei do texto, achei interessante! Acho que cada tem uma opinião ou uma crença ainda mais quando se trata de religião. Mais ótimo post!
  26. guguinha diz:
    Sabe Roberto, muitas das vezes é dificil aceitar tais comentarios postados por vc, não que eu estou dizendo que vc esta errado, mas é que as vezes aprendemos de uma maneira e fazemos desta aprendisagen um hábito, e deste hábito um estilo de vida(o que eu particularmente considero no extremo absurdo)vc ja ouviu a história dos macacos na jaula? então, é mais ou menos isso que acontece, o povo aprendeu(de ouvir falar e não de examinar)assim e não querem se libertar, adimiro como vc se doua para as escrituras e em momento algum li algo que diminuice a biblia como sendo ispirada por Deus,confeço que estou aprendendo muito e é fato, retenho apenas o que considero ser bom para mim, não viu Jesus? os fariseus diziam adora-lo, conhece-lo e quando ele veio mostrando realmente o significado das escrituras desejaram a sua crusificação, não estou te comparando como Jesus, seria uma loucura da minha parte e creio que vc pensa o mesmo, mas te comparo como um dicipulo dele, confeço que existe alguns assuntos abordados que teimam em querer decer mas tenho o desejo de incomodar assim como vc incomoda(certos academicos. rsrsrs) não por inveja mas por querer somar nesse gruipo de pessoas como vc que não se maqueia para falar a verdade. abraço de seu virtualmente aluno: guguinha.
  27. Davi diz:
    Amigo,a ignorância pode ser falta de oportunidade,não da mente e nem do coração do homem mas sim(disse pode ser) da força de vontade de aprender com mente aberta.Aprendemos muito com aqueles que discordam de nós,pois,para aqueles que realmente amam o aprender,especialmente da bíblia,irão fundo no poço,concordando,discordando,acertando ou errando e assim aprendem a ser humildes e respeitosos mesmo com quem se nos opõe e responderemos com argumentos convincentes sem que seja preciso que outro pense por nós.Todos aqui estão a aprender,mesmo o amigo Roberto,e aqueles que ignoram o que ele tem a dizer é porque se acham os donos da verdade,no entanto ele deixa uma margem para análise e os que fogem disso são aqueles que querem se líderes ou serem liderados,são esses que se incomodam e não os que amam o saber.
  28. Amiga em Cristo diz:
    “A Bíblia é o Livro.

    A Escritura é o Texto.

    A Palavra É!”

    Por tanto: A bíblia é formada por textos que por si são formados por palavras inspiradas por CRISTO que é a PALAVRA, então A bíblia é a PALAVRA DE DEUS.

    Simples Senhor Roberto, seja temente a Deus, pois “O temor a Deus é o princípio da SABEDORIA”, coisa que claramente lhe falta.

  29. Clênio diz:
    SE A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS… E QUE FOI HOMENS INSPIRADOS PELO ESPÍRITO SANTO…PORQUE UMA HORA DIZ UMA COISA… HORA DIZ OUTRA COISA ??? E SE JESUS É DEUS POR QUE TANTA CONTRADIÇÃO NA SUA PRÓPRIA PALAVRA ???

    Mateus
    Genealogia de Jesus (Mateus x Lucas) desde Davi.
    Davi, Salomão, Roboão, Abias, Asa, Josafá, Jorão, Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, Manassés, Amom, Josias, Jeconias, Salatiel,Zorobabel, Abiúde, Eliaquim, Azor, Sadoque, Aquim, Eliúde, Eleazar, Matã, Jacó, José, Jesus. [Mt 1:6-16]
    Davi, Natã, Matatá, Mená, Meleá, Eliaquim, Jonã, José, Judá, Simeão, Levi, Matate, Jorim, Eliézer, Josué, Er, Elmadã, Cosã, Adi, Melqui, Neri, Salatiel, Zorobabel, Resa, Joanã, Jodá, José, Semei, Matatias, Maate, Nagai, Esli, Naum, Amós, Matatias, José, Janai, Melqui, Levi, Matate, Eli, José, Jesus. [Lc 3:23-31]
     
    Quem era o pai de José?
    Jacó. [Mt 1:16]
    Eli. [Lc 3:23]
     
    José era o pai de Jesus?
    José era o pai de Jesus. [At 2:30, 13:23, Rm 1:3, II Tm 2:8, Hb 2:16, Ap 22:16]
    José não era o pai de Jesus. [Mt 1:18, 22:45, Mc 12:35-37, Lc 1:31-35]
     
    Jesus, Maria e José foram para o Egito ou Nazaré?
    Eles foram para o Egito depois do nascimento de Jesus. [Mt 2:14]
    Eles foram para Nazaré depois do nascimento de Jesus. [Lc 2:39]
     
    A quem Deus se dirigiu no batismo de Jesus?
    No batismo dele, Deus se dirigiu a Jesus diretamente. [Mc 1:11,Lc 3:22]
    Deus se dirigiu à aqueles que testemunharam o batismo de Jesus. [Mt 3:17]
     
    Devemos servir somente à Deus?
    Os homens servem somente à Deus. [Mt 4:10, 23:10]
    Alguns homens devem servir à outros homens. [Ef 6:5, Cl 3:18,3:20, 3:22, I Tm 6:1, Tt 2:9, I Pe 2:18]
     
    Devemos mostrar aos outros nossas boas ações?
    Sim, devemos mostrar. [Mt 5:16, I Pe 2:12]
    Não devemos mostrar. [Mt 6:1, 23:3, 23:5]
     
    Os cristãos devem orar em público?
    Os cristãos não devem orar em público. [Mt 6:5-6]
    Os cristãos devem orar em público. [I Tm 2:8]
     
    Os cristãos sabem rezar?
    Sim, Jesus disse como fazê-lo. [Mt 6:9-13]
    Não, eles não sabem rezar. [Rm 8:26]
     
    Os cristãos devem se interessar por coisas materiais?
    Não, eles não devem. [Mt 6:31, 6:34]
    Sim, eles devem. [I Tm 5:8]
     
    O centurião pediu a Jesus para ajudar seu criado?
    Sim, ele lhe pediu diretamente. [Mt 8:5-9]
    Não, ele mandou outros pedirem. [Lc 7:1-7]
     
    O que acontecerá aos judeus quando eles morrem?
    Eles irão para inferno. [Mt 8:12]
    Eles serão salvos. [Rm 11:26]
     
    Quantos homens foram possuídos por demônios?
    Somente um homem foi possuído por demônios. [Mc 5:1-2, Lc 8:26-27]
    Dois homens foram possuídos por demônios. [Mt 8:28]
     
    A filha de Jairo estava viva quando Jesus chegou?
    Ela já estava morta quando Jesus chegou. [Mt 9:18]
    Ela ainda estava viva quando Jesus chegou. [Mc 5:22-23, Lc 8:41-42]
     
    Quem foram os apóstolos?
    Simão (Pedro), André (irmão de Pedro), Tiago (filho de Zebedeu), João (irmão de Tiago), Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago (filho de Alfeu), Lebeu (Tadeu), Simão (Zelote), Judas (Iscariotes). [Mt 10:2-4, Mc 3:16-18]
    Simão (Pedro), André (irmão de Pedro), Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago (filho de Alfeu) Simão (Zelote), Judas (filho de Tiago), Judas (Iscariotes). [Lc 6:14-16, At 1:13]
     
    O evangelho deve ser pregado a todo o mundo?
    Não, o evangelho não será pregado aos gentios e samaritanos.  [Mt 10:5-6, 15:24, At 16:6]
    Sim, o evangelho será pregado a todo o mundo, inclusive aos gentios e samaritanos. [Mt 28:19, Mc 16:15, At 8:25, 15:3,22:21, 28:28]
     
    Jesus disse para seus apóstolos andaremdescalços?
    Ele lhes disse para andarem descalços. [Mt 10:10, Lc 9:3]
    Ele lhes disse para usarem sandálias. [Mc 6:8-9]
     
    Quando o fim do mundo virá?
    Antes de o evangelho ser pregado a todas as cidades de Israel. [Mt 10:23]
    Depois que o evangelho for pregado a todas as nações da terra. [Mt 24:14]
     
    Jesus veio trazer a paz?
    Sim, ele veio trazer a paz. [Lc 2:14, Jo 14:27, At 10:36]
    Não, ele não veio trazer a paz. [Mt 10:34, Lc 12:51,22:36]
     
    João Batista era Elias?
    Sim, ele era Elias. [Mt 11:13-14, 17:12-13, Mc 9:13]
    Não, ele não era Elias. [Jo 1:21]
     
    Há pecado imperdoável?
    Sim, há pecado imperdoável. [Mt 12:31-32, Mc 3:29, Lc 12:10]
    Não, não há nenhum pecado imperdoável. [At 13:39]
     
    Como as pessoas são julgadas por Deus?
    Pelas suas palavras e ações. [Mt 12:37, Lc 10:26-28, Jo 5:29]
    Pelas suas convicções (e nascendo novamente). [Mc 16:16, Jo 3:3, 3:18, 3:36]
     
    Jesus fez muitos sinais e maravilhas?
    Sim, ele fez muitos sinais e maravilhas. [Mc 16:20, Jo 3:2,20:30, At 2:22]
    Não, ele não fez muitos sinais e maravilhas. [Mt 12:39, 16:4, Mc 8:12, Lc 11:29]
     
    Quando a transfiguração aconteceu?
    Seis dias depois que Jesus predissesse a sua morte. [Mt 16:28 - 17:2, Mc 9:1-2]
    Oito dias depois que Jesus predissesse a sua morte. [Lc 9:27-28]
     
    É uma boa coisa ser infantil?
    Sim, é bom ser infantil. [Mt 18:3, 19:14, Mc 10:15, Lc 18:17]
    Não, não é bom ser infantil. [I Co 13:11, 14:20, Ef 4:14]
     
    Jesus preveniu os apóstolos de sua morte e ressurreição?
    Sim, ele preveniu. [Mt 20:18-19, Mc 8:31, 10:33-34, 14:28, Lc 18:31-33]
    Não, ele não preveniu. [Jo 20:9]
     
    Quanto poder Jesus teve?
    Algumas coisas Jesus não tinha poder para fazer. [Mt 20:23, Mc 6:5]
    Jesus é todo-poderoso. [Mt 28:18]
     
    Quantos cegos foram curados perto de Jericó?
    Dois. [Mt 20:30]
    Somente um. [Mc 10:46, Lc 18:35]
     
    Jesus montou em que em Jerusalém?
    Em uma jumenta e um jumentinho. [Mt 21:5-7]
    Em um jumentinho. [Mc 11:7, Lc 19:35, Jo 12:14]
     
    Quando Jesus amaldiçoou a figueira?
    Antes de expulsar os comerciantes do templo. [Mc 11:12-17]
    Depois de expulsar os comerciantes do templo.  [Mt 21:12,21:17-19]
     
    Quando a figueira amaldiçoada morreu?
    Morreu imediatamente. [Mt 21:19-20]
    Ela não morreu até a manhã seguinte. [Mc 11:13-14, 20-21]
     
    A segunda vinda de Jesus será visível a todos?
    Sim. [Mt 24:30, Mc 13:26, Lc 21:27, Ap 1:7]
    Não. [Jo 14:19]
     
    Jesus sabe de tudo?
    Sim, ele sabe. [Jo 16:30, 21:17, Cl 2:2-3]
    Não, ele não sabe. [Mt 24:36, Mc 13:32]
     
    Jesus disse que ele sempre estaria com os seus discípulos?
    Sim. [Mt 28:20]
    Não. [Mt 26:11, Mc 14:7, Jo 12:8]
     
    Jesus disse: antes que o galo cante ou antes que o galo cante duas vezes?
    Antes que o galo cante. [Mt 26:34, Lc 22:34, Jo 13:38]
    Antes que o galo cante duas vezes. [Mc 14:30]
     
    O galo cantou antes ou depois da negação de Pedro?
    Pedro negou Jesus três vezes antes de o galo cantar. [Mt 26:70,26:72, 26:74, Lc 22:57-60, Jo 18:17, 18:25-27]
    O galo cantou depois da primeira negação de Pedro. [Mc 14:67-72]
     
    Como Jesus respondeu quando questionado pelo sumosacerdote?
    Ele não respondeu diretamente. [Mt 26:63-64]
    Ele respondeu diretamente dizendo, “Eu o sou”. [Mc 14:62]
     
    A quem Jesus fez o primeiro aparecimento após a sua ressurreição?
    Maria Madalena e outra Maria. [Mt 28:1, 28:9]
    Maria Madalena. [Mc 16:9, Jo 20:11-14]
    Cleopas e um outro. [Lc 24:13-31]
    Cefas. [I Co 15:4-5]
     
    Para quem Pedro negou conhecer Jesus?
    Uma criada, outra criada, e então uma multidão das pessoas. [Mt 26:69-73]
    Uma criada do sumo sacerdote, a mesma criada novamente, e então uma multidão das pessoas. [Mc 14:66-71]
    Uma criada, um homem, e então outro homem. [Lc 22:54-60]
    Uma porteira, várias pessoas anônimas, um dos criados do sumo sacerdote. [Jo 18:15-17, 25-27]
     
    Como Judas morreu?
    Ele se enforcou. [Mt 27:5]
    Ele caiu e morreu. [At 1:18]
     
    Quem comprou o campo do oleiro?
    Os príncipes dos sacerdotes compraram o campo do oleiro. [Mt 27:6-7]
    Judas comprou o campo do oleiro. [At 1:18]
     
    Jesus ficou calado durante o julgamento diante de Pilatos?
    Ele ficou calado. [Mt 27:12-14]
    Ele respondeu todas perguntas. [Jo 18:33-38]
     
    Qual era a cor do manto de Jesus?
    Escarlate. [Mt 27:28]
    Púrpura. [Mc 15:17, Jo 19:2]
     
    Quem levou a cruz de Jesus?
    Jesus levou a própria cruz. [Jo 19:17]
    Simão, o Cirineu levou a cruz de Jesus. [Mt 27:32, Mc 15:21, Lc 23:26]
     
    O que os soldados deram para Jesus beber?
    Vinagre e fel. [Mt 27:34]
    Vinho e mirra. [Mc 15:23]
    Vinagre e hissopo. [Jo 19:29]
     
    O que dizia a placa acima da cabeça de Jesus?
    “ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.” [Mt 27:37]
    “O REI DOS JUDEUS.” [Mc 15:26]
    “ESTE É O REI DOS JUDEUS.” [Lc 23:38]
    “JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS.” [Jo 19:19]
     
    Ambos os ladrões insultaram Jesus?
    Ambos os ladrões insultaram Jesus. [Mt 27:44, Mc 15:32]
    Só um ladrão insultou Jesus. [Lc 23:39-42]
     
    Quais foram as últimas palavras de Jesus?
    “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” [Mt 27:46]
    “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” [Lc 23:46]
    “Está consumado.” [Jo 19:30]
     
    Do que o centurião chamou Jesus quando ele morreu?
    O Filho de Deus. [Mt 27:54, Mc 15:39]
    Um homem justo. [Lc 23:47]
     
    De onde as mulheres assistiram a crucificação?
    Elas estavam de pé ao longe. [Mt 27:55, Mc 15:40, Lc 23:49]
    Elas estavam próximas a cruz. [Jo 19:25]
     
    Quando as mulheres (ou mulher) chegaram ao sepulcro?
    Enquanto ainda era escuro. [Jo 20:1]
    Ao amanhecer. [Mt 28:1, Mc 16:1-2]
     
    Quantas mulheres chegaram ao sepulcro?
    Uma. [Jo 20:1]
    Duas. [Mt 28:1]
    Três. [Mc 16:1]
    Cinco ou mais. [Lc 24:1, 24:10]
     
    Quem as mulheres viram na tumba?
    Um anjo. [Mt 28:2]
    Um homem jovem. [Mc 16:5]
    Dois homens. [Lc 24:4]
    Dois anjos. [Jo 20:12]
     
    A tumba estava aberta ou fechada quando as mulheres chegaram?
    A tumba estava aberta. [Lc 24:2]
    A tumba estava fechada. [Mt 28:2]
     
    Os homens ou anjos estavam dentro ou fora da tumba quando as mulheres chegaram?
    Fora. [Mt 28:2]
    Dentro. [Mc 16:5, Lc 24:3-4, Jo 20:11-12]
     
    As mulheres falaram imediatamente para os discípulos?
    Eles correram para falar aos discípulos imediatamente. [Mt 28:8,Lc 24:8-9]
    Eles não contaram para ninguém porque ficaram com medo. [Mc 16:8]
     
    Maria Madalena reconheceu Jesus quando ele apareceu a ela?
    Ela reconheceu Jesus quando ele apareceu a ela. [Mt 28:9]
    Ela não reconheceu Jesus quando ele apareceu a ela. [Jo 20:14]
    Jesus não apareceu a ela; ela teve uma visão onde anjos lhe falaram que ele estava vivo. [Lc 24:23]
     
    Jesus foi tocado antes da sua ascensão?
    Jesus não deixou as pessoas o tocarem antes da sua ascensão. [Jo 20:17]
    Jesus permitiu as pessoas o tocarem antes da sua ascensão. [Mt 28:9, Lc 24:39, Jo 20:26-27]
     
    Onde Jesus disse para os discípulos buscarem-no depois da sua ressurreição?
    Ele lhes disse que fossem para a Galiléia. [Mt 28:10, Mc 16:7]
    Ele lhes disse que permanecessem em Jerusalém. [Lc 24:49, At 1:4]
     
    Jesus apareceu para dez, onze ou os doze discípulos?
    Dez. [Jo 20:19-24]
    Onze. [Mt 28:16, Mc 16:14, Lc 24:33, 24:36]
    Doze. [I Co 15:5]
     
    Quando o céu foi criado?
    O céu foi criado quando a terra foi criada. [Mt 25:34]
    O céu foi criado depois da ascensão de Jesus. [Jo 14:2]

    Marcos
    O que Jesus fez depois do seu batismo?
    Ele foi para o deserto e foi tentado pelo diabo durante 40 dias. [Mc 1:12-13]
    Ele chamou seus discípulos e assistiu um casamento em Caná. [Jo 1:35 , 1:43; 2:1]
     
    O que veio primeiro: o chamado de Pedro e André ou aprisão de João Batista?
    A prisão de João Batista. [Mc 1:14-17]
    O chamado de Pedro e André. [Jo 1:40-42, 3:22-24]
     
    Jesus disse, “Derrubai este templo, e em três dias o levantarei”?
    Sim, ele disse. [Jo 2:19]
    Não, ele não disse. [Mc 14:57-58]
     
    Quando Jesus foi crucificado?
    Ele foi crucificado na terceira hora. [Mc 15:25]
    Ele foi crucificado depois da sexta hora. [Jo 19:14-16]
    Lucas
    Quando o Espírito Santo foi dado?
    O Espírito Santo não foi dado até a ressurreição de Jesus. [Jo 7:39, 20:22, At 2:1-4]
    O Espírito Santo foi dado antes da ressurreição do Jesus. [Lc 1:41, 1:67, 2:25]
     
    Os samaritanos receberam Jesus?
    Não, eles não receberam Jesus. [Lc 9:52-53]
    Sim, eles receberam Jesus. [Jo 4:39-40]
     
    Devemos amar ou odiar nosso irmão?
    Amar nosso irmão. [I Jo 3:15, 4:20-21]
    Odiar nosso irmão. [Lc 14:26]
     
    Quando Satanás entrou em Judas?
    Satanás entrou em Judas antes da última ceia. [Lc 22:3]
    Satanás entrou em Judas depois da última ceia. [Jo 13:27]
     
    Os discípulos ficaram amedrontados ou se alegraram quando viram Jesus?
    Os discípulos ficaram amedrontados quando viram Jesus. [Lc 24:37]
    Os discípulos se alegraram quando viram Jesus. [Jo 20:20]
     
    Jesus ascendeu de Betânia ou do Monte das Oliveiras?
    Jesus ascendeu de Betânia. [Lc 24:50-51]
    Jesus ascendeu do Monte das Oliveiras. [At 1:9-12]
    João
    Jesus é Deus?
    Jesus é Deus. [Jo 1:1, 1:14, 8:58, 10:30, 10:38, 20:28, Cl 2:8-9,Tt 2:13, Hb 1:8, Ap 1:17, 22:13]
    Jesus não é Deus. [Jo 8:40, 14:28, At 17:31, I Co 11:3, Cl 3:1, I Tm 2:5]
     
    Quem trouxe Jesus dos mortos?
    Ele próprio. [Jo 2:19-21]
    Deus o trouxe. [At 2:32, Gl 1:1, Cl 2:12]
     
    Jesus batizou alguém?
    Sim. [Jo 3:22]
    Não. [Jo 4:2]
     
    Jesus julgará as pessoas?
    Jesus julgará todos. [Jo 5:22, 5:27, II Co 5:10]
    Jesus não julgará ninguém. [Jo 8:15, 12:47]
     
    Se Jesus testifica a ele próprio, o testemunho dele é verdadeiro?
    Não. [Jo 5:31]
    Sim. [Jo 8:14]
     
    É possível perder a graça de Deus?
    Sim, é possível perder a graça de Deus. [Hb 6:4-6, II Pe 2:20-21]
    Não, não é possível perder a graça de Deus. [Jo 10:28, Rm 8:38-39]
     
    Quem enviou o Espírito Santo?
    Jesus enviou o Espírito Santo. [Jo 15:26]
    O pai de Jesus enviou o Espírito Santo. [Jo 14:26]
     
    Jesus contou tudo aos seus discípulos?
    Jesus contou tudo aos seus discípulos. [Jo 15:15]
    Algumas coisas Jesus não contou a eles. [Jo 16:12]
     
    Pedro perguntou a Jesus onde ele ia?
    Sim. [Jo 13:36]
    Não. [Jo 16:5]
    Atos dos Apóstolos
    Quantos crentes haviam na hora da ascensão?
    Haviam quase 120 crentes depois da ascensão. [At 1:15]
    Haviam mais de 500 crentes antes da ascensão. [I Co 15:6]
     
    Devemos obedecer as leis dos homens ou a lei divina?
    Devemos obedecer a lei de Deus em lugar das dos homens. [At 5:29]
    Devemos obedecer as leis dos homens. [Rm 13:1-2, I Pe 2:13]
     
    Os homens que estavam com Paulo ouviram a voz?
    Sim, eles ouviram a voz. [At 9:7]
    Não, eles não ouviram a voz. [At 22:9]
     
    Mulheres podem ser líderes da igreja?
    Sim, elas podem. [At 18:26, Rm 16:1]
    Não, elas não podem. [I Co 14:34-35, I Tm 2:11-12]
     
    Romanos
    Abraão foi justificado pela fé ou por obras?
    Ele foi justificado por fé. [Rm 4:2]
    Ele foi justificado através de obras. [Tg 2:21]
     
    É correto amaldiçoar alguém?
    Não amaldiçoe ninguém. [Rm 12:14]
    É correto amaldiçoar algumas pessoas. [I Co 16:22]
     
    Devemos ajudar os outros?
    Sim. [Rm 15:2, I Co 10:33]
    Não. [Gl 1:10]
    I Coríntios
    Toda a Escritura é inspirada por Deus?
    Sim. [II Tm 3:16]
    Não. [I Co 7:12, 7:25]
     
    Paulo viu Jesus no caminho para Damasco?
    Sim. [I Co 9:1]
    Não. [At 9:8]
    II Coríntios
    Paulo foi malicioso?
    Sim, ele foi malicioso. [II Co 12:16]
    Não, ele não tinha malícia. [I Te 2:3]
    Hebreus
    Raabe, a meretriz, foi salva pela fé ou por obras?
    Ela foi salva pela fé. [Hb 11:31]
    Ela foi salva através de obras. [Tg 2:25]
    I Pedro
    O diabo está preso ou livre para vagar?
    O diabo está preso. [II Pe 2:4, Jd 1:6]
    O diabo está livre para vagar por aí. [I Pe 5:8]

     As supostas contradições são: 

    1)      Ancestrais de Jesus: Lucas e Mateus listam os ancestrais de Jesus para provar que ele era da família de David (e assim tinha direito ao trono de Israel). A lista de Lucas (3:23-38) vai até Adão (!!) enquanto a de Mateus (1:1-16) só até Abraão. As duas listas são diferentes. Já se contradizem até quanto ao avô de Jesus (Heli x Jacó). Claro que isto não tem nenhuma importância, pois José não é o pai de Jesus, já que José não “compareceu”. A genealogia de Lucas (3:35-36) também diverge do Gênesis (11:12). 

    2)      O bom ladrão: Lucas (23:42-43) fala que um dos ladrões se arrependeu. Marcos (15:32) diz que os dois o insultavam. 

    3)      Conversão de Paulo: em Atos (9:7) os acompanhantes ouviram a voz mas não viram nada. Em Atos (22:9), eles viram a luz mas não ouviram nada. 

    4)      Violência: em alguns trechos, Jesus prega a paz, “dar a outra face” etc. Em Lucas 22:36-38, ele manda que vendam o que for preciso e comprem espadas. Em Mateus 10:34-35 ele diz que não veio trazer a paz mas a espada. E o que fazia Pedro, um simples pescador, com uma espada? E por que foi preciso enviar uma tropa de romanos para prender Jesus, se ele era um pacífico profeta rezando com alguns seguidores? 

    5)      Judas se enforcou? Sim, de acordo com Mateus 27:5. Segundo Atos 1:18, ele comprou um campo (ele, não os sacerdotes) mas caiu, se partiu no meio e suas entranhas se espalharam. Mas ele foi salvo, segundo Mateus 19:28, e estará sentado em um dos 12 tronos, presidindo a uma das 12 tribos de Israel, junto aos demais apóstolos. 

    6)      Subida aos céus: segundo Atos 1:3, Jesus ficou 40 dias na Terra depois de ressuscitar. Segundo Lucas 24:1-52, no mesmo dia em que ressuscitou, Jesus apareceu a 2 discípulos, depois aos apóstolos em Jerusalém e então subiu aos céus. 

    7)      Quem matou Golias? Segundo 1 Samuel 17:50 foi David. Segundo 2 Samuel 21:19 foi Adeodato (ou Elanan, em outra bíblia). 

    8)      Em 1 Crônicas 21:1, o diabo manda que David faça um censo do povo de Israel. Em 2 Samuel 24:1, é Deus quem manda. 

    9)      A que horas Jesus foi crucificado? Segundo Marcos 15:25, às nove da manhã. Segundo João 19:14-16, depois do meio-dia. 

    10)      A figueira que secou: em Mateus 21:19, Jesus faz uma figueira secar na mesma hora. Em Marcos 11:14-21, ela só seca mais tarde. 

    11)      Quem carregou a cruz? Segundo Marcos 15:20-24, Simão Cireneu. Segundo João 19:16-18, Jesus a carregou sozinho. Aliás, segundo textos que não foram incluídos na Bíblia, foi Simão Cireneu que morreu na cruz, enquanto Jesus olhava de longe. Os islamitas também acreditam nisto (Surata 4, versículo 157 do Alcorão). 

    12)      Jesus prometeu que alguns dos que o ouviam ainda estariam vivos quando ele voltasse, para dar a cada um segundo suas obras (Mateus 16:28) 

    13)      Deus não mente, segundo Números 23:19 e Hebreus 06:18. Deus mente e faz mentir, segundo Tessalonicenses 02:11 e 1 Reis 22:23 

    14)      Se Jesus dá testemunho de si mesmo seu testemunho é verdadeiro (João 08:14). Ou falso, segundo João 05:31. E ele invoca o Pai como testemunha válida, o que é um contra-senso, já que, antes de mais nada, ele teria que provar que era o Filho e que o Pai apareceria diante deles se convocado 

    15)      O túmulo de Jesus estava aberto (segundo Lucas 24:02) quando chegaram as mulheres (segundo Mateus 28:01, Marcos 16:01 e Lucas 24:10 que, aliás, citam mulheres diferentes, ou apenas Maria Madalena (João 20:01)). Estava fechado, segundo Mateus 08:01-02. E viram um jovem ou dois jovens ou um anjo ou dois anjos, que estavam dentro ou fora do túmulo, em pé ou sentados. Havia mais de um guarda (Mateus 28:04). Em João 20, Maria Madalena só viu os anjos (e soube da ressurreição) quando voltou com os discípulos. Nos outros evangelhos o(s) anjo(s) já estavam lá na primeira visita. 

    16)      Maria Madalena reconheceu Jesus quando o encontrou pela primeira vez (Mateus 28:09). Não reconheceu (João 20:14) 

    17)      Jesus apareceu pela primeira vez aos discípulos numa montanha da Galiléia, que dista entre 100km e 160km de Jerusalém (Mateus 28:16-17). A dois deles, no campo, e a onze, quando comiam (Marcos 16:12-14). Aos discípulos, à noite (João 20:19) 

    18)      Jesus estava em Betânia quando se elevou aos céus (Lucas 24:50-51). No Monte das Oliveiras (Atos 01-09-12). Mateus e João não julgaram o fato importante o bastante para ser mencionado. 

    19)      Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena (Marcos 16:09 e João 20:14). Maria Madalena e outra Maria (Mateus 28:09). Maria Madalena, Joana, e Maria, mãe de Tiago e outras (Lucas 24:10). 

    20)      A(s) mulher(es) conta(m) primeiro a Pedro e a outro discípulo (João 20:02). A ninguém (Marcos 16:08). Aos onze e aos outros (Lucas 24:09). 

    21)      Jesus não veio a este mundo para julgá-lo (João 12:47). Veio (João 09:39). 

    22)      Deus não se arrepende (Números 23:19 e 1 Samuel 15:29). Deus se arrepende (Jonas 03:10, 1 Samuel 15:11, Êxodo 32:14, Salmos 42:10, Gênesis 06:06, 1 Samuel 15:35). 

    23)      Ninguém jamais viu a face de Deus (João 01:18, 06:46 e 04:12). Muitos viram (Gênesis 32:30, Êxodo 24:09-10 e 33:11, Números 14:14, Jó 42:05, Deuteronômio 05:04 e 34:10, Salmos 63:02, Isaías 06:01-05, Amós 07:07-08 e Ezequiel 20:35) 

    24)      Jesus nunca mentiu ou foi grosseiro (1 Pedro 02:22 e Isaías 53:09). Mentiu aos discípulos (João 07:08-10). Condenou quem chamasse aos outros louco (Mateus 05:22) mas ele próprio usou esta palavra (Mateus 23:17-19 e Lucas 11:40). Disse que nenhum homem jamais subiu aos céus exceto aquele que veio dos céus e que lá está, o Filho do homem (João 03:13). Mas Elias foi levado aos céus numa carruagem de fogo (2 Reis 02:11). E se Jesus estava na terra e o Filho do homem nos céus, eles não são a mesma pessoa. 

    25)      Os profetas teriam dito que Jesus seria chamado o Nazareno (Mateus 02:23). Esta profecia não existe no Antigo Testamento. A cidade de Nazaré também só veio a existir séculos mais tarde. Os nazarenos eram uma seita e, junto com ebionitas e essênios, foram extintos pelos paulinistas, a quem hoje chamamos cristãos. 

    26)      A ira de Deus é eterna (Jeremias 17:04). Não é (Jeremias 03:12) 

    27)      Em Levítico 20:27 proíbe-se o contacto com os espíritos ( “O homem ou mulher que pratica a necromancia ou adivinhação, é réu de morte. Será apedrejado, e o seu sangue cairá sobre eles”). Mas em 1 Samuel 28:05-28, o rei Saul consulta uma necromante, que lhe faz aparecer o falecido profeta Samuel. Nada é dito contra os dois. 

    28)      Os mandamentos das primeiras tábuas da Lei, que Moisés quebrou (Êxodo 20), são diferentes dos das novas tábuas (Êxodo 34). E os 10 mandamentos da Igreja Católica são uma seleção das duas versões, sendo que, até a primeira metade do século XX, o sexto mandamento era “Não cometerás adultério” e não “Não pecarás contra a castidade”. Na verdade, não são 10 os mandamentos, são centenas, indo de preceitos religiosos a detalhes sobre vestimentas, rituais e culinária. 

    29)      Em Ezequiel 26 se profetiza que a cidade de Tiro será completamente destruída por Nabucodonosor, coberta pelo mar e nunca mais será reconstruída ou encontrada. Em Ezequiel 29:18, entretanto, ele admite que Nabucodonosor fracassou. Na verdade, Nabucodonosor conquistou os arredores de Tiro mas não a ilha, sua parte central. Tiro foi finalmente conquistada por Alexandre o Grande mas não desapareceu. Foi reconstruída e existe até hoje. O mar não a cobriu, pelo contrário, hoje a ilha está ligada ao continente. Em Ezequiel 30 se profetiza que, em recompensa pelo esforço (inútil) com Tiro, o Egito seria dado a Nabucodonosor, que o destruiria. Isto também não ocorreu.

    1. DEVEMOS MATAR?

    Não?

    “Não matarás” Êxodo 20:13

    Ou às vezes Deus volta atrás no sua ordem e nos manda matar?

    “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei a Amaleque pelo que fez a Israel…… Vai pois, agora e fere a Amaleque, destrói totalmente a tudo o que tiver; nada lhe poupes, porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos… Então feriu Saul os amalequitas… Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo povo destruiu ao fio da espada.”  I Samuel 15: 2,3,7,8

    “Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés” Números 15:16

    2. COMO PODEMOS SER SALVOS?

    Pelas obras?

    “Verificais que uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente.” Tiago 2: 24

    Ou pela fé?

    “Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei…Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independente das obras da lei.” Romanos 3: 20, 28

    Alguém poderia dizer que somos salvos pelos dois, mas no segundo trecho está claramente escrito que NINGUÉM será salvo pelas obras. Isso ocorre porque o primeiro texto foi escrito por Tiago, que acreditava que para os gentios serem salvos deveriam seguir os costumes e as leis que foram impostas aos judeus por Moisés no Sinai. Já o segundo trecho foi escrito por Paulo de Tarso, que era bem mais brando quando se tratava destas leis. Para ele os gentios não precisavam seguir as leis de Moisés, só precisavam acreditar que Jesus era seu Senhor. Nota-se aqui uma clara contradições de ideais humanos e não divinos.

    3. DEUS SE ARREPENDE?

    Não?

    “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa.” Números 23:19

    Ou sim?

    “”Então se arrependeu o SENHOR do mal que dissera havia de fazer ao povo.” Êxodo 32:14

    É comum os crentes dizerem que Deus se arrepende sim. Tudo bem, isso responde a pergunta, mas não esclarece a contradição, que de um lado diz que sim e de outro diz que não. Além do mais, um Deus que é perfeito nunca erra, por isso não tem o direito de se arrepender.

    4. SOMOS PUNIDOS PELOS PECADOS DE NOSSOS PAIS?

    Não?

    “…O filho não levará a iniqüidade do pai…”  Ezequiel 18:20

    Ou sim?

    “Porque eu sou o SENHOR teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem.” (repetido em Deuteronômio 5:9) Êxodo 20:5

    5. DEUS É BOM?

    “Deus é bom para todos…” Salmos 145:9

    Ou mal?

    “Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal; eu o SENHOR, faço todas estas cousas.” Isaias 45:7

    6.QUANTOS ANJOS HAVIAM NO TÚMULO DE JESUS?

    Um?

    “Eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, chegou removendo a pedra e sentou-se sobre ela” Mateus 28:2

    “E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestindo uma roupa comprida e branca; e ficaram espantadas.” Marcos 16:5

    Dois?

    “ E acharam a pedra do sepulcro removida…E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecente.” Lucas 24:2,4

    “e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus…” João 20:12

  30. Clênio diz:
    Davi com todo o respeito… Vc tem me constestado muito, agora sou eu que te desafio fublicamente pra me contestar no meu ultimo estudo sobre a Biblia ser a Palavra de Deus. ( Será que homens inspirados pelo Espírito Santo iriam cometer tantos erros?

    O meu estudo esta… ( A bíblia não é a Palavra de Deus ) ou É ?

    Clênio.

    • Davi diz:
      Meu querido Clênio,ainda não consegui te entender.E é uma pena pois vc poderia ajudar muita gente,mas com temas negativos como este,obviamente baseado nas idiotices de sites ateus,realmente tem hora que vc me empolga mas ao mesmo tempo em seguida me decepciona.Não existe contradição na bíblia,a maioria das aparentes que vc postou pode ser respondidade em uma frase só: Um mesmo episódio narrado por duas ou mais pessoas diferentes possuem detalhes e ângulos que “aparentemente” parecem se contradizer,mas não se contradiz apenas acrescenta. Com isso em mente vc mesmo elucida quase todas as que vc postou. As demais,pergunte uma por vez e aguarde a resposta que te respondo assim que puder.abraço
      • Clênio diz:
        Caro amigo Davi não me leve a mal más, depois que vc me responder sobre todas as controvérsias bíblicas te revelarei o principal objetivo do questionamento. Um abraço irmão e fique com Deus.
        • Davi diz:
          A questão da genealogia:
          podemos concluir que as duas listas, de Mateus e de Lucas, conjugam as duas verdades, a saber: (1) que Jesus era realmente o Filho de Deus e o herdeiro natural do Reino pelo nascimento milagroso por meio da virgem Maria, da linhagem de Davi, e (2) que Jesus era também o herdeiro legal na linhagem masculina descendente de Davi e de Salomão, por meio do seu pai adotivo José
          LISTAS BÍBLICAS DA GENEALOGIA DE JESUS
          Gênesis 1 Crônicas Mateus Lucas
          e Rute Caps. 1, 2, 3 Cap. 1 Cap. 3
          Adão Adão Adão
          Sete Sete Sete
          Enos Enos Enos
          Quenã Quenã Cainã
          Malalel Malalel Malaleel
          Jarede Jarede Jarede
          Enoque Enoque Enoque
          Metusalém Metusalém Metusalém
          Lameque Lameque Lameque
          Noé Noé Noé
          Sem Sem Sem
          Arpaxade Arpaxade Arpaxade
          Cainã
          Selá Selá Selá
          Éber Éber Éber
          Pelegue Pelegue Pelegue
          Reú Reú Reú
          Serugue Serugue Serugue
          Naor Naor Naor
          Tera Tera Tera
          Abrão Abraão Abraão Abraão
          (Abraão)
          Isaque Isaque Isaque Isaque
          Jacó Jacó Jacó Jacó
          (Israel)
          Judá Judá Judá Judá
          (e Tamar) (e Tamar)
          Peres Peres Peres Peres
          Esrom Esrom Esrom Esrom
          Rão Rão Rão Arni
          (Rão?)
          Aminadabe Aminadabe Aminadabe Aminadabe
          Nasom Nasom Nasom Nasom
          Salmom Salmom (Salma, Salmom Salmom
          1Cr 2:11) (e Raabe)
          Boaz Boaz Boaz Boaz
          (e Rute) (e Rute)
          Obede Obede Obede Obede
          Jessé Jessé Jessé Jessé
          Davi Davi Davi (e Davi
          Bate-Seba)
          Salomão Salomão Natã1
          Roboão Roboão Matatá
          Abias Abias Mena
          Asa Asa Meleá
          Jeosafá Jeosafá Eliaquim
          Jeorão Jeorão Jonã
          Acazias José
          Jeoás Judas
          Simeão
          Amazias Levi
          Azarias (Uzias) Uzias (Azarias) Matate
          Jotão Jotão Jorim
          Acaz Acaz Eiézer
          Ezequias Ezequias Jesus
          Manassés Manassés Er
          Amom Amom Elmadã
          Josias Josias Cosã
          Jeoiaquim Adi
          Melqui
          Jeconias (Joaquim) Jeconias Néri
          Sealtiel Sealtiel Sealtiel3
          (Pedaías)2
          Zorobabel4 Zorobabel Zorobabel
          Resa
          Abiúde Joanã
          Jodá
          Eliaquim Joseque
          Semei
          Azor Matatias
          Maate
          Sadoque Nagai
          Esli
          Aquim Naum
          Amós
          Eliúde Matatias
          José
          Eleazar Janai
          Melqui
          Matã Levi
          Matate
          Jacó Eli
          (pai
          de
          Maria)
          José José
          (genro
          de
          Eli)
          Jesus Jesus
          (filho adotivo) (filho de
          Maria)
          1 Com Natã, Lucas começa a alistar a genealogia através da linhagem materna de Jesus, ao passo que Mateus prossegue com a linhagem paterna.
          2 Zorobabel, evidentemente, era filho do próprio Pedaías e filho legal de Sealtiel, por casamento de cunhado; ou foi criado por Sealtiel após a morte de seu pai, Pedaías, e foi reconhecido legalmente como filho de Sealtiel. — 1Cr 3:17-19; Esd 3:2; Lu 3:27.
          3 Sealtiel, filho de Jeconias, possivelmente era genro de Néri. — 1Cr 3:17; Lu 3:27.
          4 As linhagens se encontram em Sealtiel e Zorobabel, separando-se depois. Esta separação pode ter acontecido por meio de dois descendentes diferentes de Zorobabel, ou por Resa ou Abiúde terem sido genros.
        • Davi diz:
          A questão da genealogia:
          podemos concluir que as duas listas, de Mateus e de Lucas, conjugam as duas verdades, a saber: (1) que Jesus era realmente o Filho de Deus e o herdeiro natural do Reino pelo nascimento milagroso por meio da virgem Maria, da linhagem de Davi, e (2) que Jesus era também o herdeiro legal na linhagem masculina descendente de Davi e de Salomão, por meio do seu pai adotivo José
          LISTAS BÍBLICAS DA GENEALOGIA DE JESUS
          Gênesis 1 Crônicas Mateus Lucas
          e Rute Caps. 1, 2, 3 Cap. 1 Cap. 3
          Adão Adão Adão
          Sete Sete Sete
          Enos Enos Enos
          Quenã Quenã Cainã
          Malalel Malalel Malaleel
          Jarede Jarede Jarede
          Enoque Enoque Enoque
          Metusalém Metusalém Metusalém
          Lameque Lameque Lameque
          Noé Noé Noé
          Sem Sem Sem
          Arpaxade Arpaxade Arpaxade
          Cainã
          Selá Selá Selá
          Éber Éber Éber
          Pelegue Pelegue Pelegue
          Reú Reú Reú
          Serugue Serugue Serugue
          Naor Naor Naor
          Tera Tera Tera
          Abrão Abraão Abraão Abraão
          (Abraão)
          Isaque Isaque Isaque Isaque
          Jacó Jacó Jacó Jacó
          (Israel)
          Judá Judá Judá Judá
          (e Tamar) (e Tamar)
          Peres Peres Peres Peres
          Esrom Esrom Esrom Esrom
          Rão Rão Rão Arni
          (Rão?)
          Aminadabe Aminadabe Aminadabe Aminadabe
          Nasom Nasom Nasom Nasom
          Salmom Salmom (Salma, Salmom Salmom
          1Cr 2:11) (e Raabe)
          Boaz Boaz Boaz Boaz
          (e Rute) (e Rute)
          Obede Obede Obede Obede
          Jessé Jessé Jessé Jessé
          Davi Davi Davi (e Davi
          Bate-Seba)
          Salomão Salomão Natã1
          Roboão Roboão Matatá
          Abias Abias Mena
          Asa Asa Meleá
          Jeosafá Jeosafá Eliaquim
          Jeorão Jeorão Jonã
          Acazias José
          Jeoás Judas
          Simeão
          Amazias Levi
          Azarias (Uzias) Uzias (Azarias) Matate
          Jotão Jotão Jorim
          Acaz Acaz Eiézer
          Ezequias Ezequias Jesus
          Manassés Manassés Er
          Amom Amom Elmadã
          Josias Josias Cosã
          Jeoiaquim Adi
          Melqui
          Jeconias (Joaquim) Jeconias Néri
          Sealtiel Sealtiel Sealtiel3
          (Pedaías)2
          Zorobabel4 Zorobabel Zorobabel
          Resa
          Abiúde Joanã
          Jodá
          Eliaquim Joseque
          Semei
          Azor Matatias
          Maate
          Sadoque Nagai
          Esli
          Aquim Naum
          Amós
          Eliúde Matatias
          José
          Eleazar Janai
          Melqui
          Matã Levi
          Matate
          Jacó Eli
          (pai
          de
          Maria)
          José José
          (genro
          de
          Eli)
          Jesus Jesus
          (filho adotivo) (filho de
          Maria)
          1 Com Natã, Lucas começa a alistar a genealogia através da linhagem materna de Jesus, ao passo que Mateus prossegue com a linhagem paterna.
          2 Zorobabel, evidentemente, era filho do próprio Pedaías e filho legal de Sealtiel, por casamento de cunhado; ou foi criado por Sealtiel após a morte de seu pai, Pedaías, e foi reconhecido legalmente como filho de Sealtiel. — 1Cr 3:17-19; Esd 3:2; Lu 3:27.
          3 Sealtiel, filho de Jeconias, possivelmente era genro de Néri. — 1Cr 3:17; Lu 3:27.
          4 As linhagens se encontram em Sealtiel e Zorobabel, separando-se depois. Esta separação pode ter acontecido por meio de dois descendentes diferentes de Zorobabel, ou por Resa ou Abiúde terem sido genros.
          • Davi diz:
            Conclusão:Jacó,pai de josé(linhagem paterna,mateus provou que Jesus tinha o direito legal ao trono transmitido por meio do pai). Eli,pai de Maria.(Lucas provou que Jesus tambem era herdeiro NATURAL ,transmitido por nascimento. E concluiu colocando josé após Eli para reforçar o que mateus pretendia e ele também.Aí,os malacomunados ateus,burros como são,se apegam a algo que não pesquisam e tiram suas conclusões tolas.
    • Davi diz:
      José e Maria foram para o egito ou para nazaré?
      Lucas relata nazaré após o nascimento.
      Mateus relata um acontecimento quando Jesus tinha cerca de 2 anos
      • Davi diz:
        A quem se dirigiu Deus no batismo de Jesus?
        Onde diz em mateus que ele se dirigiu aos que testemunharam o batismo? mateus apenas resumiu o fato.
        • Davi diz:
           Algumas “contradições” surgem quando temos dois ou mais relatos sobre o mesmo incidente. Por exemplo, em Mateus 8:5 lemos que, quando Jesus entrou em Cafarnaum, “veio a ele um oficial do exército, suplicando-lhe” que Jesus curasse o servo dele. Mas em Lucas 7:3 lemos que este oficial do exército “enviou-lhe anciãos dos judeus para lhe pedirem [i.e., a Jesus] que viesse e fizesse seu escravo passar por isso a salvo”. Foi o oficial do exército quem falou com Jesus ou enviou ele anciãos?
           A resposta, obviamente, é que o homem enviou anciãos dos judeus. Então, por que diz Mateus que o próprio homem suplicou a Jesus? Porque, na realidade, o homem pediu isso a Jesus por meio dos anciãos judeus. Os anciãos serviram de porta-vozes dele.
           Para ilustrar isso, lemos em 2 Crônicas 3:1: “Por fim, Salomão principiou a construir a casa do senhor em Jerusalém.” Mais adiante, lemos: “Assim Salomão acabou a casa do senhor”(2 Crônicas 7:11) Será que Salomão pessoalmente construiu o templo do começo ao fim? Claro que não. A construção propriamente dita foi feita por uma multidão de artífices e trabalhadores. Mas Salomão foi o organizador da obra, o responsável por ela. Por isso, a Bíblia diz que foi ele quem construiu a casa. Do mesmo modo, o Evangelho de Mateus nos diz que o comandante militar se dirigiu a Jesus. Mas Lucas acrescenta o pormenor de que ele se dirigiu a Jesus por meio dos anciãos judeus.
          E é assim,amigo Clênio,que se dissipam todos os demais relatos que os críticos da bíblia tentam distorcer para desviar os que tem preguiça de pesquisar.É por isso que tais assuntos negativos não deveriam ser trazidos à baila.As demais perguntas que vc fez tem explicações sem nenhuma excessão mas precisaria de tempo de modo que se vc insistir ficará para a próxima.abraço
    • Davi diz:
      AQUELES que acreditam que Deus é uma Trindade, e que Jesus é Deus, apontam para João 1:1 e João 20:28 como prova desta crença.
      Em muitas traduções João 1:1 reza: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Entretanto, tradutores conscienciosos se vêem obrigados a reconhecer que há uma diferença entre os dois usos da palavra “Deus” neste texto.
      A Nova Bíblia Inglesa diz: “O que Deus era, a Palavra [ou o Verbo] era.” A Versão no Inglês de Hoje diz: “Ele era o mesmo que Deus.” Uma Tradução Americana diz: “A Palavra [ou o Verbo] era divina.”
      Por que tais traduções não afirmam simplesmente que o Verbo ou a Palavra “era Deus”?
      Porque no grego, língua em que isto foi originalmente escrito, o segundo uso da palavra “Deus” não é o mesmo que o primeiro. O artigo definido “ho” (o) aparece antes do primeiro uso da palavra Deus, mas não aparece antes do segundo. Portanto, A Bíblia-Âncora (em inglês) diz: “Para preservar em inglês a diferente nuança de theos [deus] com e sem o artigo, alguns (Moffatt) traduzem ‘A Palavra era divina’.”
      Podemos entender melhor as palavras de João ali, se analisarmos precisamente o que ele disse. Veja novamente o que ele escreveu: “No princípio era o Verbo.” Isto, naturalmente, não se referia ao princípio de Deus, pois Deus não teve princípio. (Salmo 90:1, 2} Tratava-se do princípio das coisas que João estava considerando ali, incluindo a criação de todas as demais coisas por intermédio do “Verbo”. Depois João disse: “O Verbo estava com Deus.” Uma pessoa que está com alguém obviamente não é a mesma pessoa com quem ela está.
      O importante, naturalmente, é o que João queria dizer quando registrou esta passagem. Apresenta isso um problema? Sim, se quiser que o texto reze que Jesus é “DEUS”, pois os escritos de João evidenciam claramente que ele não entendia que Jesus fosse “Deus” no sentido em que o Pai é Deus. Por exemplo, nesse mesmo capítulo João escreveu: “Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está voltado para o seio do Pai, este o deu a conhecer.” (João 1:18, A Bíblia de Jerusalém) Alguém já viu a Deus? Não. Alguém já viu a Jesus? Naturalmente que sim!
      O Credo Atanasiano da cristandade, que define a Trindade, afirma que nela “nada [é] maior ou menor”. Contudo, João registrou repetidas vezes as próprias palavras de Jesus que indicam sua sujeição ao Pai. Ele foi ‘enviado’ pelo Pai, o Pai lhe designou trabalhos, disse-lhe o que fazer e o que dizer, e Jesus afirmou ter vindo para fazer, não sua própria vontade, “mas a vontade daquele que [o] enviou”. — João 6:38; 3:17; 5:36; 8:28; 12:49, 50.
      João registrou também a própria declaração de Jesus de que o Pai é “o único Deus verdadeiro”, e de que “o Pai é maior do que eu”. (João 17:3; 14:28) Registrou seis casos em que Jesus chamou o Pai de “meu Deus”. Cinco das ocasiões em que Jesus falou “meu Deus” ocorreram muito depois da ressurreição e ascensão de Jesus ao céu. (João 20:17; Revelação 3:2, 12) Pelo menos cinco outras vezes, João registrou com cuidado a distinção não só entre o Pai e o Cordeiro, mas entre Deus e o Cordeiro Jesus Cristo. (Revelação 1:1; 7:10; 21:22; 22:1-3) João diz ter escrito, não para indicar que Jesus seja Deus, ou mesmo “Deus Filho”, mas “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus”. — João 20:31.
      Essas declarações indicam qual era, no conceito de João, a relação existente entre Jesus e aquele que João nos diz que Jesus chamou de “Deus”. João 1:1 não as contradiz. Sua tradução correta é: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era deus.” Esta é a mesma construção que encontrará em Atos 28:6, onde o povo de Malta pensou que Paulo fosse “deus”,portanto,Jesus é deus no sentido de ser alguem divino,mas não é o Deus todo poderoso a quem ele chamava de pai de de “meu Deus”.
      • Davi diz:
        Por meio dum profeta chamado Ezequiel, Deus predisse a completa destruição de Tiro mais de 250 anos antes de isso acontecer. Declarou : “Vou fazer subir contra ti muitas nações . . . E elas certamente arruinarão as muralhas de Tiro e derrubarão as suas torres, e vou raspar dela o seu pó e fazer dela a lustrosa superfície escalvada dum rochedo. Enxugadouro de redes de arrasto é o que ela se tornará no meio do mar.”(note que a profecia se cumpriria por meio de muitas nações) Ezequiel também mencionou nominalmente, de antemão, a primeira nação a cercar Tiro, e seu líder: “Eis que trago contra Tiro a Nabucodorosor, rei de Babilônia.” — Ezequiel 26:3-5, 7.
         Conforme predito, Nabucodorosor (Nabucodonosor) realmente derrubou mais tarde a Tiro continental, The Encyclopœdia Britannica relatando “um sítio de 13 anos . . . efetuado por Nabucodonosor”.1 Depois do sítio, relatou-se que ele não tomou nenhum despojo: “Quanto ao salário, não se mostrou haver nenhum para ele.” (Ezequiel 29:18) Por que não? Porque parte de Tiro se achava numa ilha defronte a um canal estreito. A maior parte dos tesouros de Tiro tinha sido transferida do continente para essa parte insulana da cidade, que não foi então derrotada.
         Mas a conquista por parte de Nabucodorosor não ‘raspou o pó [de Tiro], fazendo dela uma lustrosa superfície escalvada’ conforme Ezequiel predissera. Nem se cumpriu a profecia de Zacarias, que dissera que Tiro seria lançada “dentro do mar”. (Zacarias 9:4) Mostraram-se inexatas estas profecias? De forma alguma. Mais de 250 anos depois da profecia de Ezequiel e cerca de 200 anos depois da de Zacarias, Tiro foi totalmente destruída pelos exércitos gregos comandados por Alexandre Magno, em 332 AEC. “Com os detritos da parte continental da cidade”, explica a Encyclopedia Americana, “ele construiu enorme [estrada elevada] em 332, para ligar a ilha ao continente. Depois de um sítio de sete meses . . . capturou e destruiu Tiro”.
         Assim, conforme Ezequiel e Zacarias predisseram, o pó e os detritos de Tiro acabaram deveras no meio da água. Tiro se tornou um rochedo escalvado, “um local para se estender as redes”, como comentou certo visitante do local. Assim, as profecias proferidas centenas de anos antes se cumpriram nos mínimos detalhes!Já ouviu falar de SUR? talvez não,porque este pequeno porto marítimo,na costa do líbano,não é muito conhecido.SUR e as RUINAS nas redondezas fornecem poucos indícios do que era a antiga glória da cidade.Isto é tudo o que sobrou do que era antes a cidade de TIRO.
        • Davi diz:
          Como pode ver,Clênio,tiro,com toda sua glória de uma das cidades mais importantes da época não existe mais.Construiu-se um porto marítimo e um povoado nos” ARREBALDES” das ruínas de tiro e deram-lhe um nome ‘SUR’(não tiro).Tiro já era escafedeu-se,lascou-se,se danou etc…quer mais?
          • Davi diz:
            outra aparente contradição feita por vc:Quando o fim do mundo virá.No primeiro caso Jesus falava sobre o fim do sistema judaico que se deu no ano 70 E.C.no segundo caso ,as boas novas seriam levadas a todo o mundo e então viria o fim,neste caso se referia aos fins dos nossos tempos.Bem,acho que já chega!poucas pessoas tem paciência para ler textos tão extensos mas como vc insistiu estou te respondendo,agora é sua vez de nos dizer qual é seu objetivo?
  31. Clênio diz:
    Dízimo: Nos dias de hoje ( TREMENDA MARACUTAIA )

    Outro tema tratado no livro de Malaquias refere-se às ofertas e aos dízimos, nos versos de 7 a 12 do capítulo 3, passagem esta que é muito utilizada com o objetivo de se justificar com amparo bíblico a contribuição da décima parte das rendas dos fiéis de uma organização religiosa.

    Embora o dízimo tenha sido reconhecido desde a época de Moisés, nos dias de Malaquias os sacerdotes do templo recolhiam as ofertas e não repassavam para os levitas, para que eles pudessem utilizá-las para cuidar dos próprios levitas, dos órfãos, das viúvas e viajantes. E isso fez com que o profeta (Malaquias) iniciasse uma advertência a todos sobre o roubo do dízimo: “Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Malaquias 3:9)

    Origem do dízimo religioso
    O dízimo nas religiões abraâmicas foi instituído na Lei de Moisés, estipulado para manter os sacerdotes e a tribo de Levi, que mantinha o Tabernáculo e depois o Templo, já que eles não poderiam possuir herdades e territórios como as outras tribos. Também dízimo que era dado em forma de mantimento era usado para assistir os órfãos, viúvas e os pobres. Depois da destruição do Templo no ano 70 DC a classe sacerdotal e os sacrifícios foram desmantelados, assim os rabinos passaram a recomendar que os judeus contribuissem em obras caritativas.

    Dízimo sob a ótica protestante
    A primeira menção de dízimo na Bíblia está registrado no livro Gênesis, capítulo 14, referindo-se a uma atitude voluntariosa de Abraão, ora Abrão, quando depois de uma guerra, ele “deu o dízimo de tudo” a um sacerdote de quem pouco se sabe, chamado Melquisedeque. Um segundo relato, ainda pré Mosaico, é registrado sob a forma de promessa voluntária. Após uma noite em que teve um sonho que julgou revelador, Jacó, neto de Abraão, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos – “oferecerei o dízimo de tudo que me deres” – caso Deus o guardasse e protegesse.
    Posteriormente, a lei Mosaica previa um imposto de dez por cento (dízimas) dos animais e colheitas recolhidos uma vez ao ano, registrado em Levítico 27. Há também um aspecto mais abrangente desse imposto, relatado em Deuteronômios 14, onde percebem-se alguns aspectos que não foram explicitados em Levítico, como: razão de culto, interação familiar e auxílio a classe sacerdotal. Também está registrado no contexto, que a cada três anos, esses dízimos deveriam ser instrumentos de auxílio social, notadamente para os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas.
    Os próprios sacerdotes, devido a um afroxamento no rigor de cumprir a Lei e desvios na conduta dos homens que cuidavam do serviço sacerdotal, foram avisados e amaldiçoados por Deus, no ministério do profeta Malaquias. E foram advertidos que se não mudassem de comportamento em relação às ofertas e ao dízimo, Deus tornaria as suas bênçãos em maldição e mandaria o anjo do Senhor para preparar os Seus caminhos a fim de que viesse Jesus Cristo com uma nova doutrina.
    Desde a Reforma as igrejas protestantes tradicionais creêm que sob a Graça o dízimo não é válido visto que o Sacrifício de Cristo cumpriu a Torá, houve o fim do templo, e a crença no sacerdócio universal anulava a existência de uma casta sacerdotal. As igrejas protestantes tradicionais (reformadas, luteranas, anabatistas) utilizam-se várias formas para a manutenção, como subscrições, ofertas voluntária e em alguns casos fundos estatais. Mas mesmo assim a prática do dízimo é empregada hoje por várias denominações pentecostais ou neo-pentecostais, principalmente na América Latina.
    Dízimos no Catolicismo:
    Até bem pouco tempo, o quinto Mandamento da Igreja Católica era: “Pagar dízimos conforme o costume”. Aqueles “dízimos” sem o artigo definido (“o” dízimo) nunca representaram a décima parte; por convenção reforçada predicalmente “conforme o costume”, compreendia-se na realidade toda a arrecadação da paróquia como sempre o foi, ou seja, direitos de estola ou direitos de pé-de-altar ou ainda, dízimos diretos, benesses. Talvez pela baralhada infundida por muitos membros de pastorais, especialmente no Brasil, é que o Papa Bento XVI tenha acabado com a confusão. Ou seja, dízimo, efetivamente nunca existiu na Igreja Católica e o Papa confirmou isso suprimindo o termo “dízimos”, ora deturpado e reduzido ao singular pelas pastorais do “dízimo”.
    No livro bíblico 1Samuel, a história da transição do regime administrativo do Estado Israel da teocracia para monarquia, indica uma origem do significante e não somente do significado do termo “dízimo”: Insatisfeito com as ingerências dos filhos do líder teocrático Samuel, uma comissão, nomeada pelo povo, pediu um rei e Samuel protestou, alegando que um rei dizimaria o melhor do PIB da população, nota-se o sentido de “consumir” na palavra “dízimo”, o imposto único de Israel, quando no governo monárquico, chamava-se dízimo e era estipulado pelo rei, cujo percentual de cobrança era determinado de forma arbitrária pelo mesmo; O imposto era então depositado na “Casa do Tesouro”, uma espécie rudimentar da “casa da Moeda”, e localizava-se dentro do templo de Salomão, em Jerusalem,Capital do Reino.Pode-se dizer que o dízimo era um imposto régio,com conotações religiosas,incisivas às pessoas, pelo seu caráter compulsório e de cunho religioso, por isso, em regimes não-teocráticos, como o do mundo ocidental, o dízimo não tem razão de ser, pois a carga tributária está inserida na produção e serviço e as contribuições voluntárias bastam para a manutenção do sistema religioso..

    Muitos pastores e lideres de igrejas, sem saberem nada a respeito do verdadeiro dízimo, usam da artimanha, de que Abraão teria sido tocado por Deus para dar o dízimo. A verdade, é que mesmo antes da lei, nossos patriarcas seguiam uma lei vigente na sua época. Posteriormente, muitas dessas leis tornara-se leis mosaicas. Uma coisa que temos mais certeza ainda, é que o dízimo imposto em Israel, nada tem a ver, com o que vemos nas igrejas cristãs, que a grande maioria das pessoas chamam de dízimo. A verdade do dízimo dado por Abraão, é que foi dado apenas uma vez na vida, e não dos bens que ele possuia, mas sim dos despojos da guerra. Interessante é que se você continuar lendo a passagem de Gênesis, em que narra esse fato, logo após Abraão dar o dízimo a Melquisedeque, o rei de Sodoma pede as pessoas capturadas por Abraão na guerra, e sabe o que Abraão faz? Abraão tira apenas a alimentação dos homens que foram com ele, e dá tudo para o rei se Sodoma, ou seja, 90% dos despojos foi para o rei de sodoma.(Gn 14.21-23). Alguém ainda quer imitar Abraão? Ou vão continuar a engordar da gordura das ovelhas… ?

  32. Clênio diz:
    ACONTECIMENTO CRONOLÓGICO DO CRISTIANISMO

    Observação: Deve-se considerar que, ainda hoje, alguns acontecimentos históricos do cristianismo são debatidos quanto à precisão de suas datas, ou seja, os subsídios cronológicos aqui expostos estão amparados por uma tolerância relevante para obtenção de dados fidedignos.

    4 a.C. – Nascimento do Messias em Belém.
    30 d.C. – Crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo em Jerusalém.
    70 d.C. – Jerusalém é devastada pelo império Romano. Os cristãos de Jerusalém são dispersos pelo mundo.
    110 d.C. – Os pais da Igreja se tornam pessoas importantes na defesa da fé e na propagação do evangelho.
    156 d.C. – Surge o termo “Igreja Católica”.
    160 d.C. – Márcion tenta introduzir o gnosticismo, considerado, posteriormente, um movimento herético.
    180 d.C. – Nascimento de Sabélio, um dos expoentes da heresia modalista que negava a Trindade e ensinava as várias manifestações de Deus.
    218 d.C. – Surge o ensinamento de Pedro ter sido o primeiro Papa.
    312 d.C. – Início da adoração aos santos.
    313 d.C. – O Imperador Constantino concede liberdade religiosa; Eusébio consegue a permissão do imperador para confeccionar 50 bíblias.
    325 d.C. – Concílio de Nicéia: primeiro encontro ecumênico do cristianismo. Condenou o arianismo e promulgou o credo conhecido como Símbolo de Nicéia.
    367 d.C. – Concílio de Hipo: ratificação dos 66 livros da Bíblia Sagrada
    Daqui para frente, devido à influência do Estado e, principalmente, à intervenção do imperador Teodósio, sucessor de Constantino, o cristianismo começaria a deteriorar até tornar-se catolicismo.
    386 d.C. – No século IV, São Jerônimo prepara a tradução latina da Bíblia – a Vulgata.
    400 d.C. – Maria passa a ser considerada “mãe de Deus” e os católicos começam a interceder pelos mortos.
    431 d.C. – Instituição do culto a Maria no concílio de Éfeso.
    451 d.C. – Surge a Doutrina da virgindade perpétua de Maria.
    503 d.C. – Os “cristãos” decretam o Purgatório.
    554 d.C. – Convencionou-se o nascimento de Cristo para a data de 25 de dezembro. O Natal cristão.
    600 d.C. – Gregório, o Grande, torna-se o primeiro Papa oficialmente aceito. Podemos considerar a instituição oficial da Igreja Católica Apostólica Romana daqui para frente.
    787 d.C. – Instituição do culto às imagens e às relíquias no II Concílio de Nicéia.
    794 d.C. – Concílio de Frankfurt, cuja decisão era absolutamente contrária ao culto às imagens.
    816 d.C. – Cláudio, bispo de Turim. É considerado “o protestante do século IX”.
    850 d.C. – Concílio de Paiva. Instituição do rosário e da coroa da virgem Maria e da doutrina da transubstanciação.
    880 d.C. – Início da canonização dos santos.
    1000 d.C. – O Ano do Pânico. Um ermitão de Turíngia, Bernhard, iniciou uma pregação apocalíptica anunciando por 40 anos que o mundo chegaria ao fim no ano 1000. A Europa espera terminantemente pelo fim do mundo.
    1054 d.C. – A Igreja Ortodoxa de Constantinopla separa-se da Igreja de Roma.
    1073 d.C. – Hildebrando chega à cadeira Papal, tomando o nome de Gregório VIII. Foi o responsável por implantar a doutrina do celibato na Igreja.
    1094 d.C. – No Concílio de Clermont a Igreja Católica cria as indulgências (venda de salvação).
    1100 d.C. – Institui-se na Igreja Católica o pagamento pelas missas e pelo culto aos santos.
    1160 d.C. – A Igreja Católica estabelece os Sete Sacramentos.
    1184 d.C. – A “Santa Inquisição” é estabelecida no Concílio de Verona.
    1229 d.C. – A Igreja Católica proíbe aos leigos a leitura da Bíblia.
    1250 d.C. – A Bíblia é dividida em 1189 capítulos.
    1275 d.C. – A transubstanciação da hóstia é transformada em artigo de fé.
    1355 d.C. – Na França, o “Santo Sudário” aparece pela primeira vez.
    1380 d.C. – John Wycliff: professor de Oxford, Inglaterra, defendeu o direito que o povo tinha de ler a Bíblia, traduzindo-a para o inglês.
    1409 d.C. – Nesse período, a Igreja Católica contou com três papas, simultaneamente.
    1015 d.C. – John Huss: reitor da Universidade de Praga, Boêmia, exaltava as Escrituras acima dos dogmas. Foi queimado vivo.
    1450 d.C. – A primeira Bíblia foi impressa e é conhecida como a “Bíblia de Gutenberg”.
    1494 d.C. –William Tyndale: sua edição final do Novo Testamento foi cumprida em 1535. Com isso, iniciou a tradução do Velho Testamento, porém não viveu o suficiente para termina-la.
    1494 d.C. –Jerônimo Savonarola: pregava como um dos profetas hebreus. Foi enforcado e queimado na grande praça de Florença 19 anos antes das 95 teses de Lutero.
    1500 d.C. –Primeira missa celebrada no Brasil.
    1517 d.C. –Martinho Lutero lança suas 95 teses contra a Igreja Católica. Com isso, a Reforma Protestante chega para guinar definitivamente a História da Igreja Cristã.
    1520 d.C. –O papa Leão X excomunga Lutero do catolicismo romano.
    1522 d.C. –Lutero traduz e publica a primeira Bíblia em alemão (Novo Testamento).
    1525 d.C. –Zuínglio: convenceu-se, por volta de 1516, que a Bíblia era o meio de purificar a Igreja. Nesse período, a bíblia é dividida por versículos: 31.173.
    1541 d.C. –Calvino funda a Igreja Calvinista (futura Igreja Presbiteriana). Foi considerado o maior teólogo da cristandade.
    1545 d.C. –Concílio de Trento: concílio ecumênico da Igreja Católica (1545-1563), importante por suas decisões sobre os dogmas e a legislação eclesiástica: a contra-reforma.
    1556 d.C. –João Calvino envia ao Brasil um grupo de colonos e pastores reformados, que se fixam na “França Antártica”, uma das ilhas da baía de Guanabara no Rio de Janeiro.
    1557 d.C. –Os evangélicos franceses realizaram o primeiro culto protestante do Brasil e, possivelmente, do Novo Mundo. Também foram os autores da bela “Confissão de Fé da Guanabara”.
    1572 d.C. –Morte de John Knox, reformador protestante que tornou o presbiterianismo na religião oficial da Escócia.
    1573 d.C. – A Igreja Católica altera a Bíblia original com a canonicidade de sete livros apócrifos.
    1600 d.C. – Surge o pietismo, movimento de santidade originado na Igreja Luterana.
    1604 d.C. – Nasce na Inglaterra a Igreja Batista.
    1611 d.C. – A “Versão King James” da Bíblia em inglês é lançada.
    1620 d.C. – As missões protestantes chegam nas treze colônias (Estados Unidos).
    1632 d.C. – Galileu é condenado pela Inquisição Católica. Seu pecado: desqualificar o “geocentrismo” e a transubstanciação.
    1660 d.C. – Carlos II persegue puritanos e restaura o anglicanismo como religião oficial da Inglaterra.
    1700 d.C. – Nasce o maior avivamento missionário da história da igreja com os irmãos Morávios.
    1706 d.C. – Início do Presbiterianismo nos Estados Unidos.
    1730 d.C. – John Wesley lidera o maior reavivamento da história da Grã-Bretanha e lança as bases do metodismo.
    1753 d.C. – Primeira bublicação integral da Bíblia em português traduzida pelo protestante João Ferreira de Almeida.
    1780 d.C. – A Escola Dominical foi fundada por R. Raikes, na Inglaterra, para ministrar educação cristã a crianças pobres que não freqüentavam a escola.
    1795 d.C. – Congregacionais, anglicanos, presbiterianos e wesleyanos fundam a Sociedade Missionária de Londres (LMS).
    1807 d.C. – Robert Morrison torna-se o primeiro missionário protestante na China.
    1824 d.C. – As primeiras igrejas Luteranas são formadas no sul do Brasil.
    1825 d.C. – Charles Finney lidera reavivamentos evangélicos em Nova York.
    1835 d.C. – Chegada dos primeiros missionários metodistas no Brasil.
    1844 d.C. – O adventista Guilherme Miller prevê que neste ano ocorreria o “fim dos tempos” – é inicio Da igreja Adventista do Sétimo Dia.
    1854 d.C. – O papa Pio XII cria o dogma da Imaculada Conceição de Maria.
    1859 d.C. – Surge a primeira Igreja Presbiteriana Do Brasil no Rio de Janeiro.
    1865 d.C. – Surge, na Inglaterra, o Exercito da Salvação. O protestante Hudson Taylor realiza a maior ação missionária para o interior da China.
    1870 d.C. – I Concílio do Vaticano proclama o dogma da infalibilidade papal.
    1871 d.C. – Surge a primeira Igreja Batista do Brasil em Santa Bárbara, São Paulo.
    1890 d.C. – É decretada a separação entre a Igreja e o Estado Brasileiro.
    1903 d.C. – Fundação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil em São Paulo.
    1908 d.C. – Nos Estados Unidos, o movimento de santidade bíblica culmina na fundação da Igreja do Nazareno.
    1910 d.C. – Chegam a Belém do Pará os missionários que fundariam a Igreja Evangélica Assembléia de Deus e, em São Paulo, imigrante italiano funda a Congregação Cristã do Brasil.
    1923 d.C. – Oficialmente é fundada a Igreja do Evangelho Quadrangular em Los Angeles, EUA.
    1936 d.C. – A seita Testemunhas de Jeová realiza no Brasil sua primeira assembléia em São Paulo.
    1950 d.C. – A mais antiga cópia conhecida do Novo Testamento é descoberta no Egito. Manuscritos das cavernas de Qunram.
    1951 d.C. – A Igreja do Evangelho Quadrangular chega em São João da Boa Vista, São Paulo.
    1955 d.C. – O protestante irmão André funda a agencia missionária “Missão Portas Abertas”, que leva Bíblias aos países comunistas da chamada “Cortina de ferro”.
    1956 d.C. – É fundada a Igreja Pentecostal “O Brasil para Cristo”, em Pirituba, São Paulo.
    1958 d.C. – Missionários norte-americanos da Igreja do Nazareno chegam a Campinas, São Paulo.
    1962 d.C. – Em São Paulo, o missionário David Miranda funda a Igreja Pentecostal “Deus é Amor”.
    1962 d.C. – II Concílio do Vaticano.
    1965 d.C. – Reaproximação entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa. O papa Paulo VI extingue oficialmente a Inquisição.
    1966 d.C. – Acontece na cidade de Berlim (Alemanha) o “I Congresso Mundial de Evangelização”.
    1967 d.C. – Fundação da Igreja Metodista Wesleyana em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.
    1967 d.C. – O papa Paulo VI proíbe os católicos romanos de freqüentarem cultos evangélicos.
    1974 d.C. – “II Congresso Mundial de Evangelização”, realizado em Lousanne (Suíça), onde foi lançado o famoso documento conhecido como “Pacto de Lausanne”, em que são fixados os princípios e estratégias para evangelização do mundo.
    1977 d.C. – O bispo Edir Macedo funda, no Rio de Janeiro, a Igreja Universal do Reino de Deus.
    1980 d.C. – Com o grande crescimento dos evangélicos no Brasil, João Paulo II torna-se o primeiro papa a visitar o país.
    1980 d.C. –O missionário R.R. Soares funda a Igreja Internacional da Graça de Deus, no Rio de Janeiro.
    1983 d.C. – Acontece em Belo Horizonte, MG, o “Congresso Brasileiro de Evangelização”. Marco importante no movimento missionário brasileiro.
    1986 d.C. – Surge em São Paulo a Igreja Evangélica Renascer em Cristo.
    1989 d.C. – Acontece o “II Congresso de Evangelização Mundial”, dessa feita em Manilla, Filipinas, sob o tema: “Proclamar a Cristo até que Ele volte”.
    1994 d.C. – Oficialmente, surge o Ministério Sara Nossa Terra, em Goiânia, Goiás.
    2001 d.C. – O papa João Paulo II pediu à Igreja latino-americana para fomentar uma “ação pastoral decidida” contra as seitas evangélicas, as quais definiu como um “grave obstáculo para a evangelização do continente”.
    2001 d.C. – O Censo 2001, do IBGE, divulga os evangélicos como único segmento religioso a crescer acima da média da população. Estimados em 26 milhões de fiéis.

  33. Clênio diz:
    Davi vejo que és um grande estudioso, não como a grande maioria dos crentes e pessoas quase no geral, como vc mesmo citou preguiçosos em estudar e conhecer a Palavra de Deus. Agora eu acho que vc ta começando a descobrir a minha intenção… Provocar uma discussão saudável para que muitos que são seguidores deste blog se interessem em estudar um pouquinho pra não ficarem debatendo banalidades sem levar ninguém a conhecimento nenhum, obrigado amigo por entender e pelo esforço em contra argumentar com muita sabedoria. A igreja do Deus vivo precisa muito de pessoas como você.
  34. Davi diz:
    seja feliz,Clênio,seu objetivo é nobre.Mas o povo em geral precisa de uma linguagem simples.Tenta se apoderar de uma boa consciência diante de Deus e não se culpar por erros passados que vc já corrigiu e se arrependeu.Se orarmos a Deus com sinceridade de coração ele nos mostrará a verdade.Bom domingo!
  35. Menezes diz:
    Ok Davi, então só uma pergunta, o irmão é testemunha de jeová, no contexto religioso denominacional? Se for, então me responda, caso contrário, me diga só o que contrariz seu modo de pensar, veja o porque Cristo é Deus:

    O Senhor Jesus Cristo declara a Sua divindade:

    “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.”
    João 8:58 (Tradução Almeida Revista e Atualizada).

    “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Êxodo 3:14.

    A Tradução Adulterada das Testemunhas de Jeová:

    Jesus disse-lhes: “Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência eu tenho sido. João 8:58 (Tradução Novo Mundo das Testemunhas de Jeová).

    O Senhor Jesus Cristo declara a Sua divindade:

    “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 1:1 (Tradução Almeida Revista e Atualizada).

    A Tradução Adulterada das Testemunhas de Jeová:

    “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a palavra era [um] deus.” João 1:1 (Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová).

    A Trindade de Deus

    “Pode haver somente um Primeiro e Último. As escrituras nos mostram isto. Deus é o Primeiro e o Último:

    “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.”
    Isaías 44:06

    “Escuta-me, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último.”
    Isaías 48:12

    Agora observe os seguintes versículos que afirmam que Jesus é o Primeiro e o Último:

    “Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu:”
    Apocalipse 2:8

    “Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último.”
    Apocalípse 1:17

    Esta é uma próva incontestável da Triunidade de Deus. Não pode haver dois primeiros, nem dois últimos. Há somente um primeiro e último! ” (1)

    As próprias “Testemunhas” de Jeová declaram que fizeram uma tradução diferente das Escrituras:

    “Uma verdadeira jóia entre elas é a versão grega da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada em 1997 em benefício dos 16 milhões de pessoas em todo o mundo que falam grego. Produzida pelas Testemunhas de Jeová, esta tradução verte a Palavra de Deus dum modo fácil de ler e de compreender, seguindo fielmente o original.” (watchtower.org)

    A Posição de Eruditos Conhecedores do Grego:

    Dr. William Barclay of the University of Glasgow, Scotland: “A deliberada distorção da verdade por esta seita é observada na sua tradução do Novo Testamento. João 1:1 é traduzido: …’o Verbo era um deus’, a qual é uma tradução gramaticalmente impossível. É altamente claro que uma seita que traduz o Novo Testamento assim, é intelectualmente desonesta.”

    Dr. Charles L. Feinberg, de La Mirada, California: “eu posso assegurar a voces que a interpretação a qual as Testemunhas de Jeová dão em João 1:1 não é aceita por nenhum honrado conhecedor de Grego.”

    Dr. Paul L. Kaufman, de Portland, Oregon: “Com seu erro de tradução em João 1:1, as Testemunhas de Jeová demonstram um absmal desconhecimento das regras básicas da gramática grega.”

    Dr. Samuel J. Mikolaski of Zurich, Switzerland: [É monstruoso traduzir a frase para "o Verbo era um deus." ]

    Conclusão: As “Testemunhas” de Jeová negam a Cristo, deturpam as Escrituras, não são Cristãos, caminham para o Inferno (o qual dizem não existir) e se constituem em uma das mais tenebrosas seitas anticristo de todos os tempos.

    Outros Textos sobre as”Testemunhas” de Jeová:

  36. Menezes diz:
    Desculpem, acabei reproduzindo o texto na tentativa de corrigí-lo.
  37. Davi diz:
    Outro julgador! não sou testemunha de Jeová conheço alguns deles e não são o que vc diz.Se deixasse de reproduzir textos serias mais atualizado, O dr.William Barkley realmente declarou as palavras que dissestes,no entanto,após mais estudos corrigiu seu modo de verter joão 1;1 e disse o que eu escrevi,”a palavra,ou verbo(,o que é a mesma coisa,como outras traduções)era divino,um ser divino.Aliás,vc pode ver isto a respeito dele na net,mas se veres talvez digas que ele também vai para o inferno.Poderia te mencionar muitos outros que pensam como Barkley,mas só o farei se vc insistir.E digo que os textos que citastes estão mal aplicados,mas tambem só te responderei depois que vc falar dos textos que eu citei que mostram que Jesus é um ser divino e não o Deus todo poderoso.Mas,espero que fale de vc,não de sites preconceituosos que estimulem ódio religioso,neste caso,se vc vier com preconceito em vez de mente aberta,então prefiro que continues sem saber a verdade,mesmo que doa.
  38. Davi diz:
    “Eu Sou”
    EM JOÃO 8:58, várias traduções, como A Bíblia de Jerusalém, apresentam Jesus como dizendo: “Antes que Abraão existisse, EU SOU.” Ensinava Jesus ali, como afirmam os trinitaristas, que ele era conhecido pelo título “Eu Sou”? E, como afirmam, significa isso que ele era o Jeová das Escrituras Hebraicas, visto que a versão Almeida (Al) diz em Êxodo 3:14: “Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU”?
    Em Êxodo 3:14 (Al) a expressão “EU SOU” é usada como título para Deus, para indicar que ele realmente existia e que cumpriria o que prometera. O The Pentateuch and Haftorahs (O Pentateuco e as Haftorás), editado pelo Dr. J. H. Hertz, diz sobre essa expressão: “Para os israelitas em cativeiro, o significado seria ‘Embora Ele ainda não tenha demonstrado Seu poder para convosco, Ele assim o fará; Ele é eterno e certamente vos redimirá.’ A maioria dos [tradutores] modernos segue Rashi [comentarista francês da Bíblia e do Talmude] ao traduzir [Êxodo 3:14] ‘Eu serei o que eu serei’.”
    A expressão em João 8:58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3:14. Jesus não a usou como nome ou título, mas sim como maneira de explicar a sua existência pré-humana. Assim, note como outras traduções bíblicas vertem João 8:58:
    1869: “Desde antes de Abraão existir, eu tenho existido.” The New Testament, de G. R. Noyes.
    1935: “Eu já existia antes de Abraão nascer!” The Bible—An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed.
    1965: “Antes de Abraão ter nascido, eu já era aquele que eu sou.” Das Neue Testament, de Jörg Zink.
    1978: “Antes de Abraão nascer, já eu era aquele que sou.” O Novo Testamento, Interconfessional.
    1986: “Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido.” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.
    Assim, a verdadeira idéia do grego usado aqui é que o “primogênito” de Deus, Jesus, que foi criado, já existia muito antes de Abraão nascer. — Colossenses 1:15; Provérbios 8:22, 23, 30; Revelação (Apocalipse) 3:14.
    De novo, o contexto mostra que esse é o entendimento correto. Nessa ocasião, os judeus queriam apedrejar a Jesus por este ter afirmado ‘ter visto a Abraão’, ainda que, como disseram, ele ainda não tivesse 50 anos de idade. (Versículo 57 ) A resposta natural de Jesus seria dizer a verdade a respeito de sua idade. Assim, ele disse, com naturalidade, que “antes de Abraão nascer, já eu era aquele que sou.” — O Novo Testamento, Interconfessional.Ou seja,Jesus quiz dizer ‘Eu sou mais antigo que Abraão,e não que ele era Deus
  39. Davi diz:
    “A Palavra Era Deus”
    EM JOÃO 1:1, a versão Almeida diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Os trinitaristas afirmam que isso significa que “o Verbo” [ou, “a Palavra”] (grego: ho lógos) que veio à terra como Jesus Cristo era o próprio Deus Todo-poderoso.
    Note, porém, que novamente neste caso o contexto estabelece a base para o entendimento correto. Até mesmo a versão Almeida diz: “O Verbo estava com Deus.” (O grifo é nosso.) Alguém que está “com” outra pessoa não pode ser ao mesmo tempo aquela outra pessoa. De acordo com isso, a Journal of Biblical Literature (Revista de Literatura Bíblica), editada pelo jesuíta Joseph A. Fitzmyer, observa que se a última parte de João 1:1 fosse interpretada como significando “o” Deus, isso “contradiria a expressão anterior” que diz que a Palavra [ou, o Verbo] estava com Deus.
    Note, também, como outras versões traduziram esta parte do versículo:
    1808: “e a palavra era um deus.” The New Testament in an Improved Version, Upon the Basis of Archbishop Newcome’s New Translation: With a Corrected Text.
    1864: “e um deus era a palavra.” The Emphatic Diaglott, versão interlinear, de Benjamin Wilson.
    1928: “e a Palavra era um ser divino.” La Bible du Centenaire, L’Evangile selon Jean, de Maurice Goguel.
    1935: “e a Palavra era divina.” The Bible—An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed.
    1946: “e a Palavra era de espécie divina.” Das Neue Testament, de Ludwig Thimme.
    1950: “e a Palavra era [um] deus.” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs.
    1958: “E a Palavra era um Deus.” The New Testament, de James L. Tomanek.
    1975: “e um deus (ou: da espécie divina) era a Palavra.” Das Evangelium nach Johannes, de Siegfried Schulz.
    1978: “e da sorte semelhante a Deus era o Logos.” Das Evangelium nach Johannes, de Johannes Schneider.
    Em João 1:1 ocorre duas vezes o substantivo grego the‧ós (deus). A primeira ocorrência se refere ao Deus Todo-poderoso, com quem a Palavra estava (“e a Palavra [lógos] estava com Deus [uma forma de theós]”). Este primeiro theós é precedido pela palavra ton (o), uma forma do artigo definido grego que aponta para uma identidade distinta, neste caso o Deus Todo-poderoso (“e a Palavra estava com o Deus”).
    Assim, João 1:1 destaca a qualidade da Palavra, que ela era “divina”, “semelhante a deus”, “um deus”,( A palavra ‘DEUS’ quer dizer poder,ser divino,veja dicionário) mas não o Deus Todo-poderoso. Isto se harmoniza com o restante da Bíblia, que mostra que Jesus, ali chamado de “a Palavra” em seu papel de Porta-voz de Deus, era um subordinado obediente enviado à terra por seu Superior, o Deus Todo-poderoso.
    Há muitos outros versículos bíblicos nos quais quase todos os tradutores em outras línguas coerentemente inserem o artigo “um” ao traduzirem sentenças gregas com a mesma estrutura. Por exemplo, em Marcos 6:49, quando os discípulos viram Jesus andar sobre a água, a versão Almeida, atualizada (ALA), diz: “Pensaram tratar-se de um fantasma.” No grego coiné não existe “um” antes de fantasma. Mas, quase todas as traduções em outras línguas acrescentam “um” para que a tradução se ajuste ao contexto. Do mesmo modo, visto que João 1:1 mostra que a Palavra estava com “Deus”, a Palavra não podia ser Deus, mas sim “um deus”, ou “divina”.
    Joseph Henry Thayer, teólogo e perito que trabalhou na American Standard Version (Versão Padrão Americana), diz simplesmente: “O Logos era divino, não o próprio Ser divino.” E o jesuíta John L. McKenzie escreveu em seu Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia): “Jo 1:1 deve rigorosamente ser traduzido . . . ‘a palavra era um
    ser divino’. Embora João Ferreira de almeida tenha sido notável ele produziu sua bíblia aos 16 anos de idade e não sabia grego,somente cerca de 20 anos depois estudou um pouco a língua grega. é por isso,Meneses,que Wiiliam Barkley corrigiu seu modo de entender joão 1:1 e reconheceu que a tradução correta é “o logos era um ser divino”(um deus)
  40. Davi diz:
    Amigo Meneses,como pode ver, o ensino de que Jesus é o Deus todo poderoso desonra a ele mesmo que dizia:o pai é maior do que eu:.Não quer dizer que ele é de pouca importancia,afinal. O ensino da trindade é de origem católica e não evangélica e foi instituida sem nenhuma erudição bíblica nos concílios políticos da igreja,orientados por um homem pagão que mal conhecia as escrituras. muitos pastores estudiosos sabem disso,mas afim de manter as aparências… bem,meu amigo,acho que sou obrigado a concordar com as testemunhas de jeová de que elas estão certas e vc deve-lhes deve desculpas por condena-las ao SEU inferno de fogo,mas acho que vc não teria tal ombridade,espero que me surpreenda é um desafio que te cabe.Quando ESTEVÃO estava sendo apedrejado ele teve uma visão do céu e sabe o que viu lá? ‘Jesus em pé à direita de Deus’.Como explicar uma doutrina que não tem explicação? Se a bíblia é a palavra de Deus e Jesus é o porta voz de Deus(a palavra não escrita) como acreditar neste ensino torpe que coloca overdadeiro Deus,Javé,numa posição inferior? é amigão,não preciso ser testemunha e se assim o fosse me orgulharia e não teria problema algum em afirmar isso,para dar os devidos créditos a pessoas que vão contra esta tradição tola e ainda por cima surpotanto o desvario e os xingamentos sobre elas,quando estão corretas,mas,ainda não sou uma testemunha de jeová e as vezes me pergunto porque. um abraço,meu irmão!
  41. Menezes diz:
    Pedir desculpas não é problema nenhum, e estendo ela aos irmãos dessa religião (TJ’s), que crêem no que prega, com um coração puro, sem nenhuma mácula de dúvida, haja vista que tudo o que não é da fé, é pecado. Lógico que são duas pessoas, no sentido de que um é o Deus pai, e outro é o Deus filho, por isso disse: “Quem vê a mim, vê ao Pai”. Também em outra parte está escrito: “E está assentado à direita do Deus pai todo poderoso”. Ora, mas isso, de maneira nenhuma diminui a glória da divindade de Cristo, pois ao afirmar que eu e o pai SOMOS UM, mostra a concordância de santidade e união que há entre ambos. Por isso disse em João 15: 26 Quando vier o Ajudador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim. Vemos Deus Jeová atuando no antigo testamento, dando leis a um povo escolhido, depois vemos o filho do homem em Jesus Cristo, nos remindo do pecado, e agora, estamos vendo o Espírito dando dons e testemunho do reino dos céus a nós que cremos. Quanto a questão da trindade, reconheço que careço de melhores estudos para poder falar do assunto. Grato.
  42. Davi diz:
    Bem,Meneses,vc foi humilde e isso é de grande valor! As tjs não diminuem a divindade de Jesus,já fui presenteado com um livro que o exalta muitíssimo “O MAIOR HOMEM QUE JÁ VIVEU”,mas o apóstolo Paulo disse que “(Jesus)embora existisse em FORMA de Deus,nunca quiz ser IGUAL a DEUS”. São duas pessoas espirituais DIFERENTES note como se originou esse ensino famigerado no post abaixo,um abraçoi,amigo,também tenho aprendido muito.
  43. Davi diz:
    Como se desenvolveu a doutrina da Trindade?
    NESTE ponto você talvez se pergunte: ‘Se a Trindade não é um ensinamento bíblico, como é que veio a tornar-se uma doutrina da cristandade?’ Muitos acham que ela foi formulada no Concílio de Nicéia, em 325 EC.
    Mas, isso não é totalmente correto. O Concílio de Nicéia realmente afirmou que Cristo era da mesma substância que Deus, o que estabeleceu a base para posterior teologia trinitarista. Mas esse Concílio não estabeleceu a Trindade, pois não houve nele menção do espírito santo como a terceira pessoa de uma Divindade trina.
    O Papel de Constantino em Nicéia
    POR muitos anos havia muita oposição, por motivos bíblicos, contra a emergente idéia de que Jesus era Deus. Para tentar resolver a disputa, o imperador romano Constantino convocou todos os bispos a Nicéia. Cerca de 300, uma fração do total, realmente compareceram.
    Constantino não era cristão. Supostamente, mais tarde na vida ele se converteu, mas só foi batizado quando estava para morrer. Sobre ele, Henry Chadwick diz em The Early Church (A Igreja Primitiva): “Constantino, como seu pai, adorava o Sol Invicto; . . . a sua conversão não deve ser interpretada como tendo sido uma íntima experiência de graça . . . Era uma questão militar. A sua compreensão da doutrina cristã nunca foi muito clara, mas ele estava certo de que a vitória nas batalhas dependia da dádiva do Deus dos cristãos.”
    Que papel desempenhou esse imperador não batizado no Concílio de Nicéia? A Enciclopédia Britânica diz: “O próprio Constantino presidiu, ativamente orientando as discussões, e pessoalmente propôs . . . o preceito crucial, que expressa a relação de Cristo para com Deus no credo instituído pelo concílio, ‘de uma só substância com o Pai’ . . . Intimidados diante do imperador, os bispos, com apenas duas exceções, assinaram o credo, muitos dos quais bem contra à sua inclinação pessoal.”
    Assim, o papel de Constantino foi decisivo. Depois de dois meses de furiosos debates religiosos, esse político pagão interveio e decidiu em favor dos que diziam que Jesus era Deus. Mas, por quê? Certamente não por causa de alguma convicção bíblica. “Constantino basicamente não tinha entendimento algum das perguntas que se faziam em teologia grega”, diz Breve História da Doutrina Cristã. Mas, o que ele deveras entendia era que a divisão religiosa representava uma ameaça ao seu império, e o seu desejo era solidificar o seu domínio.
    Nenhum dos bispos em Nicéia promoveu uma Trindade, porém. Eles decidiram apenas a natureza de Jesus, mas não o papel do espírito santo. Se a Trindade fosse uma clara verdade bíblica, não a teriam proposto naquele tempo?
    Desenvolvimento Adicional
    DEPOIS de Nicéia, os debates sobre o assunto continuaram por décadas. Os que criam que Jesus não era igual a Deus até mesmo recuperaram temporariamente o favor. Mais tarde, porém, o Imperador Teodósio decidiu contra eles. Ele estabeleceu o credo do Concílio de Nicéia como padrão para o seu domínio e convocou o Concílio de Constantinopla, em 381 EC, para esclarecer os preceitos.
    Esse concílio concordou em colocar o espírito santo no mesmo nível que Deus e Cristo. Pela primeira vez, a Trindade da cristandade passou a ser enfocada.
    Todavia, mesmo após o Concílio de Constantinopla, a Trindade não se tornou um credo amplamente aceito. Muitos se lhe opuseram e, assim, trouxeram sobre si violenta perseguição. Foi apenas em séculos posteriores que a Trindade foi formulada em credos específicos. A Enciclopédia Americana diz: “O pleno desenvolvimento do trinitarismo ocorreu no Ocidente, no escolasticismo da Idade Média, quando se adotou uma explicação em termos de filosofia e psicologia.”
    O Credo Atanasiano
    A TRINDADE foi mais plenamente definida no Credo Atanasiano. Atanásio foi um clérigo que apoiou Constantino em Nicéia. O credo que leva seu nome declara: “Adoramos um só Deus em Trindade . . . O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus; e, no entanto, não são três deuses, mas um só Deus.”
    Não obstante, bem informados peritos concordam que não foi Atanásio quem elaborou esse credo. A Nova Enciclopédia Britânica comenta: “O credo era desconhecido à Igreja Oriental até o século 12. Desde o século 17, os peritos em geral têm concordado que o Credo Atanasiano não foi escrito por Atanásio (falecido em 373) mas que, provavelmente, foi elaborado no sul da França durante o quinto século. . . . O credo parece ter tido influência primariamente no sul da França e na Espanha no 6.° e 7.° séculos. Foi usado na liturgia da igreja na Alemanha no 9.° século e um pouco mais tarde em Roma.”
    Portanto, levou séculos desde o tempo de Cristo para que a Trindade viesse a ser plenamente aceita na cristandade. E, em todo esse processo, o que foi que guiou as decisões? Foi a Palavra de Deus, ou foram considerações clericais e políticas? Em Origem e Evolução da Religião, E. W. Hopkins responde: “A definição ortodoxa final da trindade era em grande parte uma questão de política eclesial.”
    A Apostasia Foi Predita
    ESSA desabonadora história da Trindade se ajusta ao que Jesus e seus apóstolos predisseram que viria depois de seus dias. Eles disseram que viria uma apostasia, um desvio, um abandono da adoração verdadeira até a volta de Cristo, quando então a adoração verdadeira seria restaurada, antes do dia em que Deus destruiria este sistema de coisas.
    Sobre tal “dia”, o apóstolo Paulo disse: “Não virá a menos que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem que é contra a lei.” (2 Tessalonicenses 2:3, 7) Mais tarde, ele predisse: “Depois de minha partida, introduzir-se-ão entre vós lobos vorazes que não pouparão o rebanho. Mesmo do meio de vós surgirão alguns falando coisas pervertidas, para arrastarem atrás de si os discípulos.” (Atos 20:29, 30, BJ) Outros discípulos de Jesus também escreveram a respeito dessa apostasia com a sua classe do clero ‘contra a lei’. — Veja, por exemplo, 2 Pedro 2:1; 1 João 4:1-3; Judas 3, 4.
    Paulo também escreveu: “Pois virá um tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, como que sentindo comichão nos ouvidos, se rodearão de mestres. Desviarão os seus ouvidos da verdade, orientando-os para as fábulas.” — 2 Timóteo 4:3, 4, BJ.
    O próprio Jesus explicou o que estaria por trás desse desvio da adoração pura. Ele disse que lançara boas sementes, mas que o inimigo, Satanás, semearia por cima o joio. Assim, junto com as primeiras lâminas de trigo, apareceu também o joio. Portanto, era de esperar um desvio do cristianismo puro até a colheita, quando então Cristo corrigiria as coisas. (Mateus 13:24-43) A Enciclopédia Americana comenta: “O trinitarismo do quarto século de forma alguma refletiu com exatidão o primitivo ensino cristão sobre a natureza de Deus; foi, ao contrário, um desvio deste ensinamento.” Onde, então, originou-se tal desvio? — 1 Timóteo 1:6.
    O Que o Influenciou
    POR todo o mundo antigo, remontando a Babilônia, a adoração de deuses pagãos agrupados em três, ou tríades, era comum. Esta influência era também prevalecente no Egito, na Grécia, e em Roma nos séculos antes, durante e depois de Cristo. E após a morte dos apóstolos, tais crenças pagãs passaram a invadir o cristianismo.
    O historiador Will Durant observou: “O cristianismo não destruiu o paganismo; ele o adotou. . . . Do Egito vieram as idéias de uma trindade divina.” E no livro Egyptian Religion (Religião Egípcia), Siegfried Morenz diz: “A trindade era uma das principais preocupações dos teólogos egípcios . . . Três deuses são combinados e tratados como se fossem um único ser, a quem se dirige no singular. Deste modo, a força espiritual da religião egípcia mostra ter um vínculo direto com a teologia cristã.”
    Assim, em Alexandria, no Egito, os eclesiásticos da última parte do terceiro e o início do quarto século, tais como Atanásio, refletiram essa influência ao formularem idéias que levaram à Trindade. A própria influência deles se alastrou, de modo que Morenz considera “a teologia alexandrina como o intermediário entre a herança religiosa egípcia e o cristianismo”.
    No prefácio do livro History of Christianity (História do Cristianismo), de Edward Gibbon, lemos: “Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, é igualmente verdade que o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O puro deísmo dos primeiros cristãos . . . foi mudado, pela Igreja de Roma, para o incompreensível dogma da trindade. Muitos dos dogmas pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram retidos como sendo dignos de crença.”
    O Dicionário do Conhecimento Religioso menciona que muitos dizem que a Trindade “é a corrupção emprestada de religiões pagãs e enxertada na fé cristã”. E O Paganismo no Nosso Cristianismo declara: “A origem da [Trindade] é inteiramente pagã.”
    É por isso que na Enciclopédia de Religião e Ética, James Hastings escreveu: “Na religião indiana, p. ex., temos o grupo trinitário de Brama, Xiva e Vixenu; e na religião egípcia, com o grupo trinitário de Osíris, Ísis e Hórus . . . Tampouco é apenas em religiões históricas que encontramos Deus sendo considerado como uma Trindade. Vem-nos à mente em especial o conceito neoplatônico da Suprema e Derradeira Realidade”, que é “representada triadicamente”. O que tem a haver com a Trindade o filósofo grego Platão?
    Platonismo
    PLATÃO, segundo se pensa, viveu de 428 a 347 antes de Cristo. Embora não ensinasse a Trindade na sua forma atual, as suas filosofias pavimentaram o caminho para ela. Mais tarde, movimentos filosóficos que incluíam crenças triádicas floresceram, e estas eram influenciadas pelas idéias de Platão a respeito de Deus e da natureza.
    A obra francesa Nouveau Dictionnaire Universel (Novo Dicionário Universal) diz sobre a influência de Platão: “A trindade platônica, que em si é meramente um rearranjo de trindades mais antigas, que remontam aos povos anteriores, parece ser a trindade filosófica racional de atributos que deram origem às três hipóstases ou pessoas divinas ensinadas pelas igrejas cristãs. . . . O conceito deste filósofo grego sobre a trindade divina . . . pode ser encontrada em todas as religiões [pagãs] antigas.”
    A The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) mostra a influência dessa filosofia grega: “As doutrinas do Logos e da Trindade receberam a sua forma de Pais Gregos, que . . . foram muito influenciados, direta ou indiretamente, pela filosofia platônica . . . Que dessa fonte se infiltraram erros e corrupções na Igreja não pode ser negado.”
    A Igreja dos Primeiros Três Séculos diz: “A doutrina da Trindade foi formada de maneira gradual e comparativamente tardia; . . . teve a sua origem numa fonte inteiramente estranha à das Escrituras Judaicas e Cristãs; . . . cresceu, e foi enxertada no cristianismo, pelas mãos de Pais platônicos.”
    Por volta do fim do terceiro século EC, o “cristianismo” e as novas filosofias platônicas tornaram-se inseparavelmente unidas. Como declara Adolf Harnack em Outlines of the History of Dogma (Linhas Gerais da História de Dogmas), a doutrina da igreja ficou “firmemente enraizada no solo do helenismo [pensamento grego pagão]. Deste modo tornou-se um mistério para a grande maioria dos cristãos.”
    A igreja afirmava que as suas novas doutrinas se baseavam na Bíblia. Mas Harnack diz: “Na realidade legitimava em seu meio a especulação helênica, os conceitos e costumes supersticiosos de cultos misteriosos pagãos.”
    No livro A Statement of Reasons (Declaração de Razões), Andrews Norton diz sobre a Trindade: “Podemos traçar a história dessa doutrina e descobrir a sua origem, não na revelação cristã, mas sim na filosofia platônica . . . A Trindade não é uma doutrina de Cristo e de seus Apóstolos, mas sim uma ficção da escola de posteriores platonistas.”
    Assim, no quarto século EC, a apostasia predita por Jesus e por seus apóstolos veio a florescer plenamente. O desenvolvimento da Trindade era apenas uma evidência disso. As igrejas apóstatas também começaram a abraçar outras idéias pagãs, como o inferno de fogo, a imortalidade da alma e a idolatria. Espiritualmente falando, a cristandade havia entrado na sua predita era obscura, dominada por uma crescente classe clerical, o “homem que é contra a lei”. — 2 Tessalonicenses 2:3, 7.
    Por Que os Profetas de Deus Não a Ensinaram?
    POR QUE, por milhares de anos, nenhum dos profetas de Deus ensinou Seu povo a respeito da Trindade? No mínimo, não usaria Jesus a sua habilidade como Grande Instrutor para tornar a Trindade clara a seus seguidores? Inspiraria Deus centenas de páginas de Escritura, e, ainda assim, nada usaria dessa instrução para ensinar a Trindade se esta realmente fosse a “doutrina central” da fé?
    Devem os cristãos crer que séculos depois de Cristo, e depois de ter inspirado a escrita da Bíblia, Deus apoiaria a formulação de uma doutrina que era desconhecida a seus servos por milhares de anos, uma doutrina que é um ‘mistério insondável’, “além da compreensão da razão humana”, que admitidamente teve um fundo pagão e era “em grande parte uma questão de política eclesial”?
    O testemunho da história é claro: O ensino da Trindade é um desvio da verdade, uma apostasia.
    [Destaque na página 8]
    ‘O trinitarismo do quarto século foi um desvio do primitivo ensino cristão.’ — Enciclopédia Americana.
    [Foto na página 8]
    “Constantino basicamente não tinha entendimento algum das perguntas que se faziam em teologia grega.” — Breve História da Doutrina Cristã.
    [Fotos na página 10]
    1. Egito. Tríade de Hórus, Osíris e Ísis, 2.° milênio AEC.
    2. Babilônia. Tríade de Istar, Sin, Xamaxe, 2.° milênio AEC.
    3. Palmira. Tríade do deus-lua, Senhor dos Céus, deus-sol, c. 1.° século EC.
    4. Índia. Divindade trina hindu, c. 7.° século EC.
    5. Kampuchea. Divindade trina budista, c. século 12 EC.
    6. Noruega. Trindade (Pai, Filho, espírito santo), c. século 13 EC.
    7. França. Trindade, c. século 14 EC.
    8. Itália. Trindade, c. século 15 EC.
    9. Alemanha. Trindade, c. século 19 EC.
    10. Alemanha. Trindade, século 20 EC.
    [Quadro na página 9]
    “A Tríade dos Grandes Deuses”
    Muitos séculos antes do tempo de Cristo havia tríades, ou trindades, de deuses na antiga Babilônia e Assíria. A “Enciclopédia Larousse de Mitologia”, francesa, fala de uma dessas tríades naquela região da Mesopotâmia: “O universo era dividido em três regiões, cada qual se tornando o domínio de um deus. A parte de Anu era o céu. A terra foi dada a Enlil. Ea tornou-se governante das águas. Juntos constituíam a tríade dos Grandes Deuses.”
    [Quadro na Página 12]
    Trindade Hindu
    O livro “O Simbolismo de Deuses e Rituais Hindus” (em inglês) diz a respeito de uma trindade hindu que existia séculos antes de Cristo: “Siva é um dos deuses da Trindade. Diz-se que ele é o deus da destruição. Os outros dois deuses são Brama, o deus da criação, e Vixenu, o deus da preservação. . . . Para indicar que esses três processos são um só e o mesmo, os três deuses são combinados numa forma única.” — Publicado por A. Parthasarathy, Bombaim.
  44. Clênio diz:
    A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
    Ta ai Matéria pra quem acredita no dogma da tradição!!!
     
    CAPÍTULO PRIMEIRO

    CREIO EM DEUS PAI
    198. A nossa profissão de fé começa por Deus, porque Deus é «o Primeiro e o Último» (Is 44, 6), o Princípio e o Fim de tudo. O Credo começa por Deus Pai, porque o Pai é a Primeira Pessoa divina da Santíssima Trindade; o nosso Símbolo começa pela criação do céu e da terra, porque a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus.

    ARTIGO 1

    «CREIO EM DEUS PAI TODO-PODEROSO
    CRIADOR DO CÉU E DA TERRA»
    PARÁGRAFO 1
    CREIO EM DEUS

    199. «Creio em Deus»: é esta a primeira afirmação da profissão de fé e também a mais fundamental. Todo o Símbolo fala de Deus; ao falar também do homem e do mundo, fá-lo em relação a Deus. Os artigos do Credo dependem todos do primeiro, do mesmo modo que todos os mandamentos são uma explicitação do primeiro. Os outros artigos fazem-nos conhecer melhor a Deus, tal como Ele progressivamente Se revelou aos homens. «Os fiéis professam, antes de mais nada, crer em Deus»(1).

    I. «Creio em um só Deus»
    200. É com estas palavras que começa o Símbolo Niceno-Constantinopolitano. A confissão da unicidade de Deus, que radica na Revelação divina da Antiga Aliança, é inseparável da confissão da existência de Deus e tão fundamental como ela. Deus é único; não há senão um só Deus: «A fé cristã crê e professa que há um só Deus, por natureza, por substância e por essência» (2).
    201. A Israel, seu povo eleito, Deus revelou-Se como sendo único: «Escuta, Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5).Por meio dos profetas, Deus faz apelo a Israel e a todas as nações para que se voltem para Ele, o Único: «Voltai-vos para Mim, e sereis salvos, todos os confins da terra, porque Eu sou Deus e não há outro [...] Diante de Mim se hão-de dobrar todos os joelhos, em Meu nome hão-de jurar todas as línguas. E dirão: “Só no Senhor existem a justiça e o poder”» (Is 45, 22-24) (3).
    202. O próprio Jesus confirma que Deus é «o único Senhor», e que é necessário amá-Lo «com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças» (4). Ao mesmo tempo, dá a entender que Ele próprio é «o Senhor» (5). Confessar que «Jesus é o Senhor» é próprio da fé cristã. Isso não vai contra a fé num Deus Único. Do mesmo modo, crer no Espírito Santo, «que é Senhor e dá a Vida», não introduz qualquer espécie de divisão no Deus único:
    «Nós acreditamos com firmeza e afirmamos simplesmente que há um só Deus verdadeiro, imenso e imutável, incompreensível, todo-poderoso e inefável. Pai e Filho e Espírito Santo: três Pessoas, mas uma só essência, uma só substância ou natureza absolutamente simples»(6).

    II. Deus revela o seu nome

    203. Deus revelou-Se ao seu povo Israel, dando-lhe a conhecer o seu nome. O nome exprime a essência, a identidade da pessoa e o sentido da sua vida. Deus tem um nome. Não é uma força anónima. Dizer o seu nome é dar-Se a conhecer aos outros; é, de certo modo, entregar-Se a Si próprio, tornando-Se acessível, capaz de ser conhecido mais intimamente e de ser invocado pessoalmente.
    204. Deus revelou-Se progressivamente e sob diversos nomes ao seu povo; mas foi a revelação do nome divino feita a Moisés na teofania da sarça ardente, no limiar do êxodo e da Aliança do Sinai, que se impôs como sendo a revelação fundamental, tanto para a Antiga como para a Nova Aliança.

    O DEUS VIVO

    205. Do meio duma sarça que arde sem se consumir, Deus chama por Moisés. E diz-lhe: «Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob» (Ex 3, 6). Deus é o Deus dos antepassados, Aquele que tinha chamado e guiado os patriarcas nas suas peregrinações. É o Deus fiel e compassivo, que se lembra deles e das promessas que lhes fez. Ele vem para libertar da escravidão os seus descendentes. É o Deus que, para além do espaço e do tempo, pode e quer fazê-lo, e empenhará a Sua omnipotência na concretização deste desígnio.

    «EU SOU AQUELE QUE SOU»

    Moisés disse a Deus: «Vou então procurar os filhos de Israel e dizer-lhes: ” O Deus de vossos pais enviou-me a vós”. Mas se me perguntarem qual é o seu nome, que hei-de responder-lhes? Deus disse a Moisés: «Eu sou Aquele que sou». E prosseguiu: «Assim falarás aos filhos de Israel: Aquele que tem por nome “Eu sou” é que me enviou a vós [...] … Será este o meu nome para sempre, nome que ficará de memória para todas as gerações» (Ex 3, 13-15).
    206. Ao revelar o seu nome misterioso de YHWH, «Eu sou Aquele que É», ou «Eu sou Aquele que Sou», ou ainda «Eu sou quem Eu sou», Deus diz Quem é e com que nome deve ser chamado. Este nome divino é misterioso, tal como Deus é mistério. E, ao mesmo tempo, um nome revelado e como que a recusa dum nome. É assim que Deus exprime melhor o que Ele é, infinitamente acima de tudo o que podemos compreender ou dizer: Ele é o «Deus escondido» (Is 45, 15), o seu nome é inefável (7), e é o Deus que Se faz próximo dos homens.
    207. Ao revelar o seu nome, Deus revela ao mesmo tempo a sua fidelidade, que é de sempre e para sempre, válida tanto para o passado («Eu sou o Deus de teu pai» – Ex 3, 6), como para o futuro («Eu estarei contigo» – Ex 3, 12). Deus, que revela o seu nome como sendo «Eu sou», revela-Se como o Deus que está sempre presente junto do seu povo para o salvar.
    208. Perante a presença atraente e misteriosa de Deus, o homem descobre a sua pequenez. Diante da sarça ardente, Moisés descalça as sandálias e cobre o rosto face à santidade divina (8). Ante a glória do Deus três vezes santo, Isaías exclama: «Ai de mim, que estou perdido, pois sou um homem de lábios impuros» (Is 6, 5). Perante os sinais divinos realizados por Jesus. Pedro exclama: «Afasta-Te de mim, Senhor, porque eu sou um pecador» (Lc 5, 8). Mas porque Deus é santo, pode perdoar ao homem que se descobre pecador diante d’Ele: «Não deixarei arder a minha indignação [...]. É que Eu sou Deus, e não homem, o Santo que está no meio de vós» (Os 11, 9). E o apóstolo João dirá também: «Tranquilizaremos diante d’Ele, o nosso coração, se o nosso coração vier a acusar-nos. Pois Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas» (1 Jo 3, 19-20).
    209. Por respeito pela santidade de Deus, o povo de Israel não pronuncia o seu nome. Na leitura da Sagrada Escritura, o nome revelado é substituído pelo título divino de «Senhor» («Adonai», em grego «Kyrios»). É sob este título que será aclamada a divindade de Jesus:

    «Jesus é o Senhor».

    «DEUS DE TERNURA E DE PIEDADE»

    210. Depois do pecado de Israel, que se afastou de Deus para adorar o bezerro de ouro (9), Deus atende a intercessão de Moisés e aceita caminhar no meio dum povo infiel, manifestando deste modo o seu amor (10). A Moisés, que Lhe pede a graça de ver a sua glória. Deus responde: «Farei passar diante de ti toda a minha bondade (beleza) e proclamarei diante de ti o nome de YHWH» (Ex 33, 18-19). E o Senhor passa diante de Moisés e proclama: «O Senhor, o Senhor [YHWH, YHWH] é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade» (Ex 34, 6). Moisés confessa, então, que o Senhor é um Deus de perdão» (11).
    211. O nome divino «Eu sou» ou «Ele é» exprime a fidelidade de Deus, que, apesar da infidelidade do pecado dos homens e do castigo que merece, «conserva a sua benevolência em favor de milhares de pessoas» (Ex 34, 7). Deus revela que é «rico de misericórdia» (Ef 2, 4), ao ponto de entregar o seu próprio Filho. Dando a vida para nos libertar do pecado, Jesus revelará que Ele mesmo é portador do nome divino: «Quando elevardes o Filho do Homem, então sabereis que Eu sou» (Jo8, 28).

    SÓ DEUS É

    212. No decorrer dos séculos, a fé de Israel pôde desenvolver e aprofundar as riquezas contidas na revelação do nome divino. Deus é único, fora d’Ele não há deuses (12). Ele transcende o mundo e a história. Foi Ele que fez o céu e a terra; «eles hão-de passar, mas Vós permaneceis; tal como um vestido, eles se vão gastando [...] Vós, porém, sois sempre o mesmo e os vossos anos não têm fim» (Sl 102, 27-28). N’Ele «não há variação nem sombra de mudança» (Tg 1, 17). Ele é «Aquele que é», desde sempre e para sempre; e assim, permanece sempre fiel a Si mesmo e às suas promessas.
    213. A revelação do nome inefável «Eu sou Aquele que sou» encerra, portanto, a verdade que só Deus «É». Foi nesse sentido que já a tradução dos Setenta e, na sua sequência, a Tradição da Igreja. compreenderam o nome divino: Deus é a plenitude do Ser e de toda a perfeição, sem princípio nem fim. Enquanto todas as criaturas d’Ele receberam todo o ser e o ter, só Ele é o seu próprio Ser, e Ele é por Si mesmo tudo o que Ele é.

    III. Deus, «Aquele que é», é verdade e amor

    214. Deus, «Aquele que É», revelou-Se a Israel como Aquele que é «cheio de misericórdia e fidelidade» (Ex 34, 6). Estas duas palavras exprimem, de modo sintético, as riquezas do nome divino. Em todas as suas obras, Deus mostra a sua benevolência, a sua bondade, a sua graça, o seu amor; mas também a sua credibilidade, a sua constância, a sua fidelidade, a sua verdade. «Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade» (Sl 138, 2) (13). Ele é a verdade, porque «Deus é luz, e n’Ele não há trevas nenhumas» (1 Jo 1, 5); Ele é «Amor», como ensina o apóstolo João (1 Jo 4, 8).

    DEUS É A VERDADE

    215. «A verdade é princípio da vossa palavra, é eterna toda a sentença da vossa justiça» (Sl 119, 160). «Decerto, Senhor Deus, Vós é que sois Deus e dizeis palavras de verdade» (2 Sm 7, 28); é por isso que as promessas de Deus se cumprem sempre (14). Deus é a própria verdade; as suas palavras não podem enganar. É por isso que nos podemos entregar com toda a confiança e em todas as coisas à verdade e à fidelidade da sua palavra. O princípio do pecado e da queda do homem foi uma mentira do tentador, que o levou a duvidar da palavra de Deus, da sua benevolência e da sua fidelidade.
    216. A verdade de Deus é a sua sabedoria, que comanda toda a ordem da criação e governo do mundo (15). Só Deus que, sozinho, criou o céu e a terra (16) pode dar o conhecimento verdadeiro de todas as coisas criadas na sua relação com Ele (17).
    217. Deus é igualmente verdadeiro quando Se revela: todo o ensinamento que vem de Deus é «doutrina de verdade» (Ml 2, 6). Quando Ele enviar o seu Filho ao mundo, será «para dar testemunho da verdade» (Jo 18, 37): «Sabemos [...] que veio o Filho de Deus e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro» (1 Jo 5, 20) (18).

    DEUS É AMOR

    218. No decorrer da sua história, Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para Se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser o seu povo: o seu amor gratuito (19). E Israel compreendeu, graças aos seus profetas, que foi também por amor que Deus não deixou de o salvar (20) e de lhe perdoar a sua infidelidade e os seus pecados (21).
    219. O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho(22). Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos (23). Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem-amada (24); este amor vencerá mesmo as piores infidelidades (25); e chegará ao mais precioso de todos os dons: «Deus amou de tal maneira o mundo, que lhe entregou o seu Filho Único» (Jo 3, 16).
    220. O amor de Deus é «eterno» (Is 54, 8): «Ainda que as montanhas se desloquem e vacilem as colinas, o meu amor não te abandonará» (Is 54, 10). «Amei-te com amor eterno: por isso, guardei o meu favor para contigo» (Jr 31, 3).
    221. São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (1 Jo 4, 8, 16): a própria essência de Deus é Amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, o seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo “: Ele próprio é eternamente permuta de amor: Pai, Filho e Espírito Santo; e destinou-nos a tomar parte nessa comunhão.
    IV. Consequências da fé no Deus Único
    222. Crer em Deus, o Único, e amá-Lo com todo o nosso ser, tem consequências imensas para toda a nossa vida:
    223. É conhecer a grandeza e a majestade de Deus: «Deus é grande demais para que O possamos conhecer» (Job 36, 26). É por isso que Deus deve ser «o primeiro a ser servido» (27).
    224. É viver em acção de graças: Se Deus é o Único, tudo o que nós somos e tudo quanto possuímos vem d’Ele: «Que possuis que não tenhas recebido?» (1 Cor 4, 7). «Como agradecerei ao Senhor tudo quanto Ele me deu?» (Sl 116, 12).
    225. É conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens: todos eles foram feitos «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1, 26).
    226. É fazer bom uso das coisas criadas: A fé no Deus único leva-nos a usar de tudo quanto não for Ele, na medida em que nos aproximar d’Ele, e a desprender-nos de tudo, na medida em que d’Ele nos afastar (28):
    «Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afasta de Ti. 
    Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxima de Ti.
    Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a Ti»  (29).
    227. É ter confiança em Deus, em todas as circunstâncias,mesmo na adversidade. Uma oração de Santa Teresa de Jesus exprime admiravelmente tal atitude:
    «Nada te perturbe / Nada te espante
    Tudo passa / Deus não muda
    A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem
    nada lhe falta / Só Deus basta» (30).
    Resumindo:
    228. «Escuta, Israel! O Senhor; nosso Deus, é o único Senhor…» (Dt 6, 4; Mc 12, 29). «O ser supremo tem necessariamente de ser único, isto é, sem igual. [...] Se Deus não for único, não é Deus» (31).
    229. A fé em Deus leva-nos a voltarmo-nos só para Ele, como a nossa primeira origem e o nosso último fim, e a nada Lhe preferir ou por nada O substituir:
    230. Deus, ao revelar-Se, continua mistério inefável: «Se O compreendesses, não seria Deus» (32).
    231. O Deus da nossa fé revelou-Se como Aquele que é: deu-Se a conhecer como «cheio de misericórdia e fidelidade» (Ex 34, 6). O seu próprio Ser é verdade e amor.

    PARÁGRAFO 2

    O PAI

    I. «Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo»

    232. Os cristãos são baptizados «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19). Antes disso, eles respondem «Creio» à tríplice pergunta com que são interpelados a confessar a sua fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo: «Fides omnium christianorum in Trinitate consistit – A fé de todos os cristãos assenta na Trindade») (33).
    233. Os cristãos são baptizados «em nome» do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não «nos nomes» deles porque não há senão um só Deus – o Pai Omnipotente, o Seu Filho Unigénito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade.
    234. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. E, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na «hierarquia das verdades da fé» (35). «Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, reconcilia consigo e Se une aos homens que se afastam do pecado»(36).
    235. Neste parágrafo se exporá brevemente de que maneira foi revelado o mistério da Santíssima Trindade (I), como é que a Igreja formulou a doutrina da fé sobre este mistério (II) e, por fim, como é que, pelas missões divinas do Filho e do Espírito Santo, Deus Pai realiza o seu «desígnio de benevolência» de criação, redenção e santificação (III).
    236. Os Padres da Igreja distinguem entre «Theologia» e «Oikonomia», designando pelo primeiro termo o mistério da vida íntima de Deus-Trindade e, pelo segundo, todas as obras de Deus pelas quais Ele Se revela e comunica a sua vida. É pela «Oikonomia» que nos é revelada a «Theologia»; mas, inversamente, é a «Theologia» que esclarece toda a «Oikonomia». As obras de Deus revelam quem Ele é em Si mesmo: e, inversamente, o mistério do seu Ser íntimo ilumina o entendimento de todas as suas obras. Analogicamente, é o que se passa com as pessoas humanas. A pessoa revela-se no que faz, e, quanto mais conhecemos uma pessoa, tanto melhor compreendemos o seu agir.
    237. A Trindade é um mistério de fé em sentido estrito, um dos «mistérios ocultos em Deus, que não podem ser conhecidos se não forem revelados lá do alto» (37) É verdade que Deus deixou traços do seu Ser trinitário na obra da criação e na sua revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santíssima constitui um mistério inacessível à razão sozinha e, mesmo, à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo.

    II. A revelação de Deus como Trindade

    O PAI REVELADO PELO FILHO

    238. A invocação de Deus como «Pai» é conhecida em muitas religiões. A divindade é muitas vezes considerada como «pai dos deuses e dos homens». Em Israel, Deus é chamado Pai enquanto criador do mundo (38). Mais ainda, Deus é Pai em razão da Aliança e do dom da Lei a Israel, seu «filho primogénito» (Ex 4, 22). Também é chamado Pai do rei de Israel  (39). E é muito especialmente «o Pai dos pobres», do órfão e da viúva, entregues à sua protecção amorosa (40).
    239. Ao designar Deus com o nome de «Pai», a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é a origem primeira de tudo e a autoridade transcendente, e, ao mesmo tempo, que é bondade e solicitude amorosa para com todos os seus filhos. Esta ternura paternal de Deus também pode ser expressa pela imagem da maternidade (41), que indica melhor a imanência de Deus, a intimidade entre Deus e a sua criatura A linguagem da fé vai, assim, alimentar-se na experiência humana dos progenitores, que são, de certo modo, os primeiros representantes de Deus para o homem. Mas esta experiência diz também que os progenitores humanos são falíveis e podem desfigurar a face da paternidade e da maternidade. Convém, então, lembrar que Deus transcende a distinção humana dos sexos. Não é homem nem mulher: é Deus. Transcende também a paternidade e a maternidade humanas (42), sem deixar de ser de ambas a origem e a medida (43): ninguém é pai como Deus.
    240. Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar» (Mt 11, 27).
    241. É por isso que os Apóstolos confessam que Jesus é «o Verbo [que] estava [no princípio] junto de Deus» e que é Deus(Jo 1, 1), «a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), «o resplendor da sua glória e a imagem da sua substância» (Heb1, 3).
    242. Na esteira deles, seguindo a tradição apostólica, no primeiro concílio ecuménico de Niceia, em 325, a Igreja confessou que o Filho é «consubstancial» ao Pai (44), quer dizer, um só Deus com Ele. O segundo concilio ecuménico, reunido em Constantinopla em 381, guardou esta expressão na sua formulação do Credo de Niceia e confessou «o Filho unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, luz da luz. Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai» (45).

    O PAI E O FILHO REVELADOS PELO ESPÍRITO

    243. Antes da sua Páscoa, Jesus anuncia o envio de um «outro Paráclito»(Defensor), o Espírito Santo. Agindo desde a criação (46) e tendo outrora «falado pelos profetas» (47), o Espírito Santo estará agora junto dos discípulos, e neles (48), para os ensinar (49) e os guiar «para a verdade total» (Jo 16, 13). E, assim, o Espírito Santo é revelado como uma outra pessoa divina, em relação a Jesus e ao Pai.
    244. A origem eterna do Espírito revela-se na sua missão temporal. O Espírito Santo é enviado aos Apóstolos e à Igreja, tanto pelo Pai, em nome do Filho, como pessoalmente pelo Filho, depois do seu regresso ao Pai (50). O envio da pessoa do Espírito, após a glorificação de Jesus (51) revela em plenitude o mistério da Santíssima Trindade.
    245. A fé apostólica relativamente ao Espírito foi confessada pelo segundo concilio ecuménico, reunido em Constantinopla em 381:«Nós acreditamos no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai» (52). A Igreja reconhece assim o Pai como «a fonte e a origem de toda a Divindade» (53). Mas a origem eterna do Espírito Santo não está desligada da do Filho: «O Espírito Santo, que é a terceira pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho, da mesma substância e também da mesma natureza… Contudo, não dizemos que Ele é somente o Espírito do Pai, mas, ao mesmo tempo, o Espírito do Pai e do Filho»(54). O Credo do Concílio de Constantinopla da Igreja confessa que Ele, «com o Pai e o Filho, é adorado e glorificado» (55).
    246. A tradição latina do Credo confessa que o Espírito «procede do Pai e do Filho (Filioque)». O Concílio de Florença, em 1438, explicita: «O Espírito Santo [...] recebe a sua essência e o seu ser ao mesmo tempo do Pai e do Filho, e procede eternamente de um e do outro como dum só Princípio e por uma só espiração [...] E porque tudo o que é do Pai, o próprio Pai o deu ao seu Filho Unigénito, gerando-O, com excepção do seu ser Pai, esta mesma procedência do Espírito Santo, a partir do Filho, Ele a tem eternamente do seu Pai, que eternamente O gerou» (56).
    247. A afirmação do Filioque não figurava no Símbolo de Constantinopla de 381. Mas, com base numa antiga tradição latina e alexandrina, o Papa São Leão já a tinha confessado dogmaticamente em 447 (57), mesmo antes de Roma ter conhecido e recebido o Símbolo de 381 no Concílio de Calcedónia, em 451). O uso desta fórmula no Credo foi sendo, pouco a pouco, admitido na liturgia latina (entre os séculos VIII e XI). A introdução do Filioque no Símbolo Niceno-Constantinopolitano pela liturgia latina constitui, ainda hoje, no entanto, um diferendo com as igrejas ortodoxas.
    248. A tradição oriental exprime, antes de mais, o carácter de origem primeira do Pai em relação ao Espírito. Ao confessar o Espírito como «saído do Pai» (Jo 15, 26), afirma que Eleprocede do Pai pelo Filho (58). A tradição ocidental exprime, sobretudo, a comunhão consubstancial entre o Pai e o Filho, ao dizer que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho(Filioque). E di-lo «de maneira legítima e razoável» (59), «porque a ordem eterna das pessoas divinas na sua comunhão consubstancial implica que o Pai seja a origem primeira do Espírito, enquanto «princípio sem princípio» (60), mas também que, enquanto Pai do Filho Único, seja com Ele «o princípio único de que procede o Espírito Santo» (61). Esta legítima complementaridade, se não for exagerada, não afecta a identidade da fé na realidade do mesmo mistério confessado.

    III. A Santíssima Trindade na doutrina da fé

    A FORMAÇÃO DO DOGMA TRINITÁRIO

    249. A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve, desde a origem, na raiz da fé viva da Igreja. principalmente por meio do Baptismo. Encontra a sua expressão na regra da fé baptismal, formulada na pregação, na catequese e na oração da Igreja. Tais formulações encontram-se já nos escritos apostólicos, como o comprova esta saudação retomada na liturgia eucarística: «A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós» (2 Cor 13, 13)(62).
    250. No decurso dos primeiros séculos, a Igreja preocupou-se com formular mais explicitamente a sua fé trinitária, tanto para aprofundar a sua própria inteligência da fé, como para a defender contra os erros que a deformavam. Foi esse o trabalho dos primeiros concílios, ajudados pelo trabalho teológico dos Padres da Igreja e sustentados pelo sentido da fé do povo cristão.
    251. Para a formulação do dogma da Trindade, a Igreja teve de elaborar uma terminologia própria, com a ajuda de noções de origem filosófica: «substância», «pessoa» ou «hipóstase», «relação», etc. Ao fazer isto, a Igreja não sujeitou a fé a uma sabedoria humana, mas deu um sentido novo, inédito, a estes termos, chamados a exprimir também, desde então, um mistério inefável, «transcendendo infinitamente tudo quanto podemos conceber a nível humano» (63).
    252. A Igreja utiliza o termo «substância» (às vezes também traduzido por «essência» ou «natureza») para designar o ser divino na sua unidade; o termo «pessoa» ou «hipóstase» para designar o Pai, o Filho e o Espírito Santo na distinção real entre Si; e o termo «relação» para designar o facto de que a sua distinção reside na referência recíproca de uns aos outros.

    O DOGMA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

    253. A Trindade é una. Nós não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: «a Trindade consubstancial» (64). As pessoas divinas não dividem entre Si a divindade única: cada uma delas é Deus por inteiro: «O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza» (65). «Cada uma das três pessoas é esta realidade, quer dizer, a substância, a essência ou a natureza divina» (66).
    254. As pessoas divinas são realmente distintas entre Si.«Deus é um só, mas não solitário» (67). «Pai», «Filho», «Espírito Santo» não são meros nomes que designam modalidades do ser divino, porque são realmente distintos entre Si. «Aquele que é o Filho não é o Pai e Aquele que é o Pai não é o Filho, nem o Espírito Santo é Aquele que é o Pai ou o Filho» (68). São distintos entre Si pelas suas relações de origem: «O Pai gera, o Filho é gerado, o Espírito Santo procede»(69). A unidade divina é trina.
    255. As pessoas divinas são relativas umas às outras. Uma vez que não divide a unidade divina, a distinção real das pessoas entre Si reside unicamente nas relações que as referenciam umas às outras: «Nos nomes relativos das pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo a ambos. Quando falamos destas três pessoas, considerando as relações respectivas, cremos, todavia, numa só natureza ou substância» (70). Com efeito, «n’Eles tudo é um, onde não há a oposição da relação» (71). «Por causa desta unidade, o Pai está todo no Filho e todo no Espírito Santo: o Filho está todo no Pai e todo no Espírito Santo: o Espírito Santo está todo no Pai e todo no Filho»(72).
    256. São Gregório de Nazianzo, também chamado «o Teólogo», confia aos catecúmenos de Constantinopla o seguinte resumo da fé trinitária:
    «Antes de mais nada, guardai-me este bom depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me dá coragem para suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que, daqui a instantes, eu vou mergulhar-vos na água e dela fazer-vos sair. Eu vo-la dou por companheira e protectora de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Potência, uma nos Três e abrangendo os Três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou natureza, sem grau superior que eleve nem grau inferior que abaixe [...] É de três infinitos a infinita conaturalidade. Deus integralmente, cada um considerado em Si mesmo [...] Deus, os Três considerados juntamente [...] Assim que comecei a pensar na Unidade logo me encontrei envolvido no esplendor da Trindade. Mal começo a pensar na Trindade, logo à Unidade sou reconduzido» (73).
    IV. As obras divinas e as missões trinitárias
    257. «O lux beata Trinitas et principalis Unitas! – Ó Trindade. Luz ditosa, ó primordial Unidade!» (74). Deus é eterna bem-aventurança, vida imortal, luz sem ocaso. Deus é amor: Pai, Filho e Espírito Santo. Livremente. Deus quer comunicar a glória da sua vida bem-aventurada. Tal é o «mistério da sua vontade» (Ef 1, 9) que Ele concebeu antes da criação do mundo em seu Filho muito-amado, uma vez que nos «destinou de antemão a que nos tornássemos seus filhos adoptivos por Jesus Cristo» (Ef 1, 5), quer dizer, a sermos «conformes à imagem do seu Filho» (Rm 8, 29), graças ao «Espírito que faz de vós filhos adoptivos» (Rm 8, 15). Este desígnio é uma «graça que nos foi dada [...] desde toda a eternidade»(2 Tm 1, 9), a qual procede imediatamente do amor trinitário. E este amor manifesta-se na obra da criação, em toda a história da salvação depois da queda, e nas missões do Filho e do Espírito, continuadas pela missão da Igreja (75).
    258. Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Assim como não tem senão uma e a mesma natureza, a Trindade não tem senão uma e a mesma operação (76). «O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio» (77). No entanto, cada pessoa divina realiza a obra comum segundo a sua propriedade pessoal. É assim que a Igreja confessa, na sequência do Novo Testamento (78), «um só Deus e Pai, de Quem são todas as coisas; um só Senhor Jesus Cristo, para Quem são todas as coisas; e um só Espírito Santo, em Quem são todas as coisas» (79). São sobretudo as missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo que manifestam as propriedades das pessoas divinas.
    259. Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a economia divina faz conhecer não só a propriedade das pessoas divinas, mas também a sua única natureza. Por isso, toda a vida cristã é comunhão com cada uma das pessoas divinas, sem de modo algum as separar. Todo aquele que dá glória ao Pai, fá-lo pelo Filho no Espírito Santo: todo aquele que segue Cristo, fá-lo porque o Pai o atrai (80) e o Espírito o move (81).
    260. O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade (82). Mas já desde agora nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: «Quem me tem amor, diz o Senhor, porá em prática as minhas palavras. Meu Pai amá-lo-á; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14, 23):
    «Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim, para me estabelecer em Vós, imóvel e pacifica como se já a minha alma estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundeza do vosso mistério! Pacificai a minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que nunca ai eu Vos deixe só, mas que esteja lá inteiramente, toda desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vossa acção criadora» (83).

    Resumindo:

    261. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode dar-nos o seu conhecimento, revelando-Se como Pai, Filho e Espírito Santo.
    262. A Encarnação do Filho de Deus revela que Deus é o Pai eterno, e que o Filho é consubstancial ao Pai, quer dizer que n’Ele e com Ele é o mesmo e único Deus.
    263. A missão do Espírito Santo, enviado pelo Pai em nome do Filho (84) e pelo Filho «de junto do Pai» (Jo 15, 26), revela que Ele é, com Eles, o mesmo e único Deus. «Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado» (85).
    264. «O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira; e, pelo dom eterno do Pai ao Filho, procede do Pai e do Filho em comunhão» (86).
    265. Pela graça do Baptismo «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», (Mt 28, 19), somos chamados a participar na vida da Trindade bem-aventurada; para já, na obscuridade da fé, e depois da morte na luz eterna (87).
    266. «Fides autem catholica haec est, ut unum Deum in Trinitate, et Trinitatem in unitate veneremur, neque confundentes personas, neque substantiam sepa-raptes; alia enim est persona Patris, alia Filii, alia Spiritus Sancti: sed Patris et Filii et Spiritus Sancti una est divinitas, aequalis gloria, coaeterna majestas (88) – A fé católica é esta: venerarmos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confudir as Pessoas nem dividir a substância: porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas do Pai e do Filho e do Espírito Santo é só uma a divindade, igual a glória e coeterna a majestade».
    267. Inseparáveis no que são, as pessoas divinas são também inseparáveis no que fazem. Mas, na operação divina única, cada uma manifesta o que Lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo.

    PARÁGRAFO 3

    O TODO-PODEROSO

    268. De todos os atributos divinos, só a omnipotência é nomeada no Símbolo: confessá-la é de grande alcance para a nossa vida. Nós acreditamos que ela é universal, porque Deus, que tudo criou (89), tudo governa e tudo pode; amorosa,porque Deus é nosso Pai (90); misteriosa, porque só a fé a pode descobrir, quando «ela actua plenamente na fraqueza» (2 Cor 12, 9) (91).

    «FAZ TUDO QUANTO LHE APRAZ» (Sl 115, 3)

    269. As Sagradas Escrituras confessam, a cada passo, o poderuniversal de Deus. Ele é chamado «o Poderoso de Jacob» (Gn 49, 24; Is 1, 24: etc.) «o Senhor dos Exércitos», «o Forte, o Poderoso» (SI 24, 8-10). Se Deus é omnipotente «no céu e na terra» (Sl 135, 6), é porque foi Ele quem os fez. Portanto, nada Lhe é impossível (92) e Ele dispõe à vontade da sua obra (93); Ele é o Senhor do Universo, cuja ordem foi por Ele estabelecida e Lhe permanece inteiramente submissa e disponível; Ele é o Senhor da história; governa os corações e os acontecimentos segundo a sua vontade (94): «O vosso poder imenso sempre vos assiste – e quem poderá resistir à força do Vosso braço?» (Sb 11, 21).

    «PORQUE PODEIS TUDO, DE TODOS VOS COMPADECEIS» (Sb 11, 23)

    270. Deus é o Pai todo-poderoso. A sua paternidade e o seu poder esclarecem-se mutuamente. Com efeito, Ele mostra a sua omnipotência paterna pelo modo como cuida das nossas necessidades (95) pela adopção filial que nos concede («serei para vós um Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo poderoso»: 2 Cor 6, 18); enfim, pela sua infinita misericórdia, pois mostra o seu poder no mais alto grau, perdoando livremente os pecados.
    271. A omnipotência divina não é, de modo algum, arbitrária: «Em Deus, o poder e a essência, a vontade e a inteligência, a sabedoria e a justiça, são uma só e a mesma coisa, de modo que nada pode estar no poder divino que não possa estar na justa vontade de Deus ou na sua sábia inteligência» (96).

    O MISTÉRIO DA APARENTE IMPOTÊNCIA DE DEUS

    272. A fé em Deus Pai todo-poderoso pode ser posta à prova pela experiência do mal e do sofrimento. Por vezes, Deus pode parecer ausente e incapaz de impedir o mal. Ora, Deus Pai revelou a sua omnipotência do modo mais misterioso, na humilhação voluntária e na ressurreição de seu Filho, pelas quais venceu o mal. Por isso, Cristo crucificado é «força de Deus e sabedoria de Deus. Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens» (1 Cor 1, 25). Foi na ressurreição e na exaltação de Cristo que o Pai «exerceu a eficácia da [sua] poderosa força» e mostrou a «incomensurável grandeza que representa o seu poder para nós, os crentes» (Ef 1, 19-22).
    273. Só a fé pode aderir aos caminhos misteriosos da omnipotência de Deus. Esta fé gloria-se nas suas fraquezas, para atrair a si o poder de Cristo (97). Desta fé é modelo supremo a Virgem Maria, pois acreditou que «a Deus nada é impossível» (Lc 1, 37) e pôde proclamar a grandeza do Senhor: «O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas; ‘Santo’ – é o seu nome» (Lc 1, 49).
    274. «Portanto, nada é mais próprio para firmar a nossa fé e a nossa esperança do que a convicção, profundamente arraigada nas nossas almas, de que nada é impossível a Deus. Tudo o que [o Credo] seguidamente nos propõe para crer, as coisas maiores, as mais incompreensíveis, bem como as mais sublimes e mais acima das leis ordinárias da Natureza, basta que a nossa razão tenha a ideia da omnipotência divina para as admitir facilmente e sem hesitação alguma» (98).
    Resumindo:
    275. Confessamos com o justo Job: «Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível» (Job 42, 2).
    276. Fiel ao testemunho da Escritura, a Igreja dirige muitas vezes a sua oração ao «Deus todo-poderoso e eterno»(omnipotens sempiterne Deus), crendo firmemente que «a Deus nada é impossível» (Lc 1, 37) (99).
    277. Deus manifesta a sua omnipotência convertendo-nos dos nossos pecados e restabelecendo-nos na sua amizade pela graça («Deus qui omnipotentiam tuam parcendo maxime et miserando manifestas» – «Senhor; que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis») (100).
    278. Se não crermos que o amor de Deus é omnipotente, como poderemos crer que o Pai pôde criar-nos, o Filho remir-nos e o Espírito Santo santificar-nos?

    PARÁGRAFO 4
    O CRIADOR

    279. «No princípio, Deus criou o céu e a terra» (Gn 1, 1). É com estas palavras solenes que começa a Sagrada Escritura. E o Símbolo da fé retoma-as, confessando a Deus, Pai todo-poderoso, como «Criador do céu e da terra» (101), «de todas as coisas, visíveis e invisíveis» (102). Vamos, portanto, falar primeiro do Criador, depois da sua criação, e, finalmente, da queda do pecado, de que Jesus, Filho de Deus, nos veio Libertar.
    280. A criação é o fundamento de «todos os desígnios salvíficos de Deus», «o princípio da história da salvação» (103), que culmina em Cristo. Por seu lado, o mistério de Cristo derrama sobre o mistério da criação a luz decisiva; revela o fim, em vista do qual «no princípio Deus criou o céu e a terra» (Gn 1, 1): desde o princípio, Deus tinha em vista a glória da nova criação em Cristo (104).
    281. É  por isso que as leituras da Vigília Pascal, celebração da nova criação em Cristo, começam pela narrativa da criação. Do mesmo modo, na liturgia bizantina, a narrativa da criação constitui sempre a primeira leitura das vigílias das grandes festas do Senhor. Segundo o testemunho dos antigos, a instrução dos catecúmenos para o Baptismo segue o mesmo caminho (105).

    I. A catequese sobre a criação

    282. A catequese sobre a criação reveste-se duma importância capital. Diz respeito aos próprios fundamentos da vida humana e cristã, porque torna explícita a resposta da fé cristã à questão elementar que os homens de todos os tempos têm vindo a pôr-se: «De onde vimos?» «Para onde vamos?» «Qual a nossa origem?» «Qual o nosso fim?» «Donde vem e para onde vai tudo quanto existe?» As duas questões, da origem e, do fim, são inseparáveis. E são decisivas para o sentido e para a orientação da nossa vida e do nosso proceder.
    283. A questão das origens do mundo e do homem tem sido objecto de numerosas investigações científicas, que enriqueceram magnificamente os nossos conhecimentos sobre a idade e a dimensão do cosmos, a evolução dos seres vivos, o aparecimento do homem. Tais descobertas convidam-nos, cada vez mais, a admirar a grandeza do Criador e a dar-Lhe graças por todas as suas obras, e pela inteligência e saber que dá aos sábios e investigadores. Estes podem dizer com Salomão: «Foi Ele quem me deu a verdadeira ciência de todas as coisas, a fim de conhecer a constituição do Universo e a força dos elementos [...], porque a Sabedoria, que tudo criou, mo ensinou» (Sb 7, 17-21).
    284. O grande interesse atribuído a estas pesquisas é fortemente estimulado por uma questão de outra ordem, que ultrapassa o domínio próprio das ciências naturais. Porque não se trata apenas de saber quando e como surgiu materialmente o cosmos, nem quando é que apareceu o homem; mas, sobretudo, de descobrir qual o sentido de tal origem: se foi determinada pelo acaso, por um destino cego ou uma fatalidade anónima, ou, antes, por um Ser transcendente, inteligente e bom, chamado Deus. E se o mundo provém da sabedoria e da bondade de Deus, qual a razão do mal? De onde vem ele? Quem é por ele responsável? E será que existe uma libertação do mesmo?
    285. Desde os princípios que a fé cristã teve de defrontar-se com respostas, diferentes da sua, sobre a questão das origens. De facto, nas religiões e nas culturas antigas encontram-se muitos mitos relativos às origens. Certos filósofos disseram que tudo é Deus, que o mundo é Deus, ou que a evolução do mundo é a evolução de Deus (panteísmo): outros disseram que o mundo é uma emanação necessária de Deus, brotando de Deus como duma fonte e a Ele voltando; outros, ainda, afirmaram a existência de dois princípios eternos, o bem e o mal, a luz e as trevas, em luta permanente (dualismo, maniqueísmo). Segundo algumas destas concepções, o mundo (pelo menos o mundo material) seria mau, produto duma decadência e, portanto, objecto de repúdio ou de superação (gnose); outras admitem que o mundo tenha sido feito por Deus, mas à maneira dum relojoeiro que, depois de o ter feito, o abandonou a si mesmo (deísmo); outras, finalmente, rejeitam qualquer origem transcendente do mundo e vêem nele o puro jogo duma matéria que teria existido sempre (materialismo). Todas estas tentativas dão testemunho da permanência e universalidade do problema das origens. É uma busca própria do homem.
    286. Não há dúvida de que a inteligência humana é capaz de encontrar uma resposta para a questão das origens. Com efeito, a existência de Deus Criador pode ser conhecida com certeza pelas suas obras, graças à luz da razão humana (106), mesmo que tal conhecimento muitas vezes seja obscurecido e desfigurado pelo erro. E é por isso que a fé vem confirmar e esclarecer a razão na compreensão exacta desta verdade: «Pela fé, sabemos que o mundo foi organizado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê provém de coisas invisíveis»(Heb 11, 3).
    287. A verdade da criação é tão importante para toda a vida humana que Deus, na sua bondade, quis revelar ao seu povo tudo quanto é salutar conhecer-se a esse propósito. Para além do conhecimento natural, que todo o homem pode ter do Criador (107), Deus revelou progressivamente a Israel o mistério da criação. Deus, que escolheu os patriarcas, que fez sair Israel do Egipto e que, escolhendo Israel, o criou e formou (108) revela-Se como Aquele a quem pertencem todos os povos da terra e toda a terra, como sendo o único que «fez o céu e a terra» (Sl 115, 15; 124, 8; 134, 3).
    288. Assim, a revelação da criação é inseparável da revelação e da realização da Aliança de Deus, o Deus Único, com o seu povo. A criação é revelada como o primeiro passo para esta Aliança, como o primeiro e universal testemunho do amor omnipotente de Deus (109). Por isso, a verdade da criação é expressa com vigor crescente na mensagem dos profetas (110), na oração dos salmos (111) e da liturgia, na reflexão da sabedoria (112) do Povo eleito.
    289. Entre tudo quanto a Sagrada Escritura nos diz sobre a criação, os três primeiros capítulos do Génesis ocupam um lugar único. Do ponto de vista literário, estes textos podem ter diversas fontes. Os autores inspirados puseram-nos no princípio da Escritura, de maneira a exprimirem, na sua linguagem solene, as verdades da criação, da sua origem e do seu fim em Deus, da sua ordem e da sua bondade, da vocação do homem, e enfim, do drama do pecado e da esperança da salvação. Lidas à luz de Cristo, na unidade da Sagrada Escritura e na Tradição viva da Igreja, estas palavras continuam a ser a fonte principal para a catequese dos mistérios do «princípio»: criação, queda, promessa da salvação.
    II. A criação – obra da Santíssima Trindade
    290. «No princípio, Deus criou o céu e a terra». Três coisas são afirmadas nestas primeiras palavras da Escritura: Deus eterno deu um princípio a tudo quanto existe fora d’Ele. Só Ele é criador (o verbo «criar» – em hebraico «bara» – tem sempre Deus por sujeito). E tudo quanto existe (expresso pela fórmula «o céu e a terra») depende d’ Aquele que lhe deu o ser.
    291. «No princípio era o Verbo [...] e o Verbo era Deus [...] Tudo se fez por meio d’Ele e, sem Ele, nada se fez» (Jo 1, 1-3). O Novo Testamento revela que Deus tudo criou por meio do Verbo eterno, seu Filho muito-amado. Foi n’Ele «que foram criados todos os seres que há nos céus e na terra [...]. Tudo foi criado por seu intermédio e para Ele. Ele é anterior a todas as coisas, e todas se mantêm por Ele» (Cl 1, 16-17). A fé da Igreja afirma igualmente a acção criadora do Espírito Santo: Ele é Aquele «que dá a vida» (113), «o Espírito Criador» (Veni, Creator Spiritus), a «Fonte de todo o bem» (114).
    292. Insinuada no Antigo Testamento (115) revelada na Nova Aliança, a acção criadora do Filho e do Espírito Santo, inseparavelmente unida à do Pai, é claramente afirmada pela regra de fé da Igreja: «Existe um só Deus. Ele é o Pai, é Deus, é o Criador, o Autor, o Ordenador. Fez todas as coisas por Si mesmo, quer dizer, pelo Seu Verbo e pela sua Sabedoria» (116) «pelo Filho e pelo Espírito» que são como «as suas mãos» (117). A criação é obra comum da Santíssima Trindade.
    III. «O mundo foi criado para glória de Deus»
    293. É uma verdade fundamental, que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: «O mundo foi criado para glória de Deus» (118). Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura, «non propter gloriam augendam, sed propter gloriam manifestandam et propter gloriam suam communicandam – Não para aumentar a Sua glória, mas para a manifestar e para a comunicar » (119). Para criar, Deus não tem outra razão senão o seu amor e a sua bondade: «Aperta manu clave amoris creaturae prodierunt – As criaturas saíram da mão (de Deus) aberta pela chave do amor» (120). E o I Concílio do Vaticano explica:
    «Na sua bondade e pela sua força omnipotente, não para aumentar a sua felicidade nem para adquirir a sua perfeição, mas para a manifestar pelos bens que concede às suas criaturas, Deus, no seu libérrimo desígnio, criou do nada simultaneamente e desde o princípio do tempo uma e outra criatura — a espiritual e a corporal» (121).
    294. A glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado. Fazer de nós «filhos adoptivos por Jesus Cristo. Assim aprouve à sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça» (Ef 1, 5-6): «Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus: se a revelação de Deus pela criação já proporcionou a vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida aos que vêem a Deus!» (122). O fim último da criação é que Deus Pai, «criador de todos os seres, venha finalmente a ser ‘tudo em todos’ (1 Cor 15, 28), provendo, ao mesmo tempo, à sua glória e à nossa felicidade» (123).

    IV. O mistério da criação

    DEUS CRIA COM SABEDORIA E POR AMOR
    295 Acreditamos que Deus criou o mundo segundo a sua sabedoria (124). O mundo não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso. Acreditamos que ele procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade: «porque Vós criastes todas as coisas e, pela vossa vontade, elas receberam a existência e foram criadas» (Ap 4, 11). «Como são grandes, Senhor, as vossas obras! Tudo fizestes com sabedoria» (Sl 104, 24). «O Senhor é bom para com todos e a sua misericórdia estende-se a todas as criaturas» (Sl 145, 9).

    DEUS CRIA «DO NADA»

    296. Acreditamos que Deus não precisa de nada preexistente, nem de qualquer ajuda, para criar (124). A criação tão pouco é uma emanação necessária da substância divina (126). Deus cria livremente «do nada» (127):
    «Que haveria de extraordinário, se Deus tivesse tirado o mundo duma matéria preexistente? Um artista humano, quando se lhe dá um material, faz dele o que quer. O poder de Deus, porém, mostra-se precisamente quando parte do nada para fazer tudo o que quer» (128).
    297. A fé na criação a partir «do nada» é testemunhada na Escritura como uma verdade cheia de promessa e de esperança. É assim que a mãe dos sete filhos os anima ao martírio:
    «Não sei como aparecestes no meu seio; não fui eu que vos dei a respiração e a vida, nem fui eu que dispus os membros que compõem cada um de vós. Por isso, o Criador do mundo, que formou o homem à nascença e concebeu todas as coisas na sua origem, vos dará novamente, na sua misericórdia, a respiração e a vida, uma vez que vos desprezais agora a vós próprios, por amor às suas leis [...] Peço-te, meu filho, que olhes para o céu e para a terra. Vê todas as coisas que neles se encontram, para saberes que Deus não as fez do que já existia, e que o mesmo sucede com o género humano» (2 Mac 7, 22-23.28).
    298. Uma vez que Deus pode criar «do nada», também pode, pelo Espírito Santo, dar a vida da alma aos pecadores, criando neles um coração puro e a vida do corpo aos defuntos, pela ressurreição. Ele que «dá a vida aos mortos e chama o que não existe como se já existisse» (Rm 4, 17). E como, pela sua palavra, pôde fazer que das trevas brilhasse a luz (130), pode também dar a luz da fé aos que a ignoram (131).

    DEUS CRIA UM MUNDO ORDENADO E BOM

    299. Uma vez que Deus cria com sabedoria, a criação possui ordem. «Dispusestes tudo com medida, número e peso» (Sb11, 20). Criada no Verbo e pelo Verbo eterno, «que é a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), a criação destina-se e orienta-se para o homem, imagem de Deus (132), chamado ele próprio a uma relação pessoal com Deus. A nossa inteligência, participante da luz do intelecto divino, pode entender o que Deus nos diz pela sua criação (133), sem dúvida com grande esforço e num espírito de humildade e de respeito perante o Criador e a sua obra (134). Saída da bondade divina, a criação partilha dessa bondade («E Deus viu que isto era bom [...] muito bom»: Gn 1, 4. 10. 12. 18. 21. 31). Porque a criação é querida por Deus como um dom orientado para o homem, como herança que lhe é destinada e confiada. A Igreja, em diversas ocasiões, viu-se na necessidade de defender a bondade da criação, mesmo a do mundo material (135).

    DEUS TRANSCENDE A CRIAÇÃO E ESTÁ PRESENTE NELA

    300. Deus é infinitamente maior do que todas as suas obras (136): «A vossa majestade está acima dos céus» (Sl 8, 2), «insondável é a sua grandeza» (Sl 145, 3). Mas, porque Ele é o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo quanto existe, está presente no mais íntimo das suas criaturas: «É n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos» (Act 17, 28). Segundo as palavras de Santo Agostinho, Ele é «superior summo meo et interior intimo meo — Deus está acima do que em mim há de mais elevado e é mais interior do que aquilo que eu tenho de mais íntimo» (137).

    DEUS SUSTENTA E CONDUZ A CRIAÇÃO

    301. Depois da criação, Deus não abandona a criatura a si mesma. Não só lhe dá o ser e o existir, mas a cada instante a mantém no ser, lhe dá o agir e a conduz ao seu termo. Reconhecer esta dependência total do Criador é fonte de sabedoria e de liberdade, de alegria e de confiança:
    «Vós amais tudo quanto existe e não tendes aversão a coisa alguma que fizestes: se tivésseis detestado alguma criatura, não a teríeis formado. Como poderia manter-se qualquer coisa, se Vós não quisésseis? Como é que ela poderia durar, se não a tivésseis chamado à existência? Poupais tudo, porque tudo é vosso, ó Senhor, que amais a vida» (Sb 11, 24-26).
    V. Deus realiza o seu desígnio: a divina Providência
    302. A criação tem a sua bondade e a sua perfeição próprias, mas não saiu totalmente acabada das mãos do Criador. Foi criada «em estado de caminho» («in statu viae») para uma perfeição última ainda a atingir e a que Deus a destinou. Chamamos divina Providência às disposições pelas quais Deus conduz a sua criação em ordem a essa perfeição:
    «Deus guarda e governa, pela sua Providência, tudo quanto criou, “atingindo com força dum extremo ao outro e dispondo tudo suavemente” (Sb 8, 1). Porque “tudo está nu e patente a seus olhos” (Heb 4, 13), mesmo aquilo que depende da futura acção livre das criaturas» (138).
    303. É unânime, a este respeito, o testemunho da Escritura: a solicitude da divina Providência é concreta e imediata, cuida de tudo, desde os mais insignificantes pormenores até aos grandes acontecimentos do mundo e da história. Os livros santos afirmam, com veemência, a soberania absoluta de Deus no decurso dos acontecimentos: «Tudo quanto Lhe aprouve, o nosso Deus o fez, no céu e na terra» (Sl 115, 3); e de Cristo se diz: «que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre» (Ap3, 7); «há muitos projectos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que prevalece» (Pr 19, 21).
    304. É assim que, muitas vezes, vemos o Espírito Santo, autor principal da Sagrada Escritura, atribuir a Deus certas acções, sem mencionar causas-segundas. Isso não é «uma maneira de dizer» primitiva, mas sim um modo profundo de afirmar o primado de Deus e o seu senhorio absoluto sobre a história e sobre o mundo (139) e de ensinar a ter confiança n’Ele. A oração dos Salmos é, aliás, a grande escola desta confiança (140).
    305. Jesus reclama um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos: «Não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? Que havemos de beber? [...] Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo» (Mt 6,31-33) (141).

    A PROVIDÊNCIA E AS CAUSAS SEGUNDAS

    306. Deus é o Senhor soberano dos seus planos. Mas, para a realização dos mesmos, serve-Se também do concurso das criaturas. Isto não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e bondade de Deus omnipotente. É que Ele não só permite às suas criaturas que existam, mas confere-lhes a dignidade de agirem por si mesmas, de serem causa e princípio umas das outras e de cooperarem, assim, na realização do seu desígnio.
    307. Aos homens, Deus concede mesmo poderem participar livremente na sua Providência, confiando-lhes a responsabilidade de «submeter» a terra e dominá-la (142). Assim lhes concede que sejam causas inteligentes e livres, para completar a obra da criação, aperfeiçoar a sua harmonia, para o seu bem e o dos seus semelhantes. Cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, os homens podem entrar deliberadamente no plano divino, pelos seus actos e as suas orações, como também pelos seus sofrimentos (143). Tornam-se, então, plenamente «colaboradores de Deus» (1 Cor 3, 9)(144) e do seu Reino(145).
    308. Esta é uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em toda a acção das suas criaturas. É Ele a causa-primeira, que opera nas e pelas causas-segundas: «É Deus que produz em nós o querer e o operar, segundo o seu beneplácito» (Fl 2, 13)(146). Longe de diminuir a dignidade da criatura, esta verdade realça-a. Tirada «do nada» pelo poder, sabedoria e bondade de Deus, a criatura separada da sua origem, nada pode, porque «a criatura sem o Criador esvai-se» (147). Muito menos pode atingir o seu fim último, sem a ajuda da graça (148).

    A PROVIDÊNCIA E O ESCÂNDALO DO MAL

    309. Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que o mal existe? A esta questão, tão premente como inevitável, tão dolorosa como misteriosa, não é possível dar uma resposta rápida e satisfatória. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta questão: a bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que vem ao encontro do homem pelas suas alianças, pela Encarnação redentora de seu Filho, pelo dom do Espírito, pela agregação à Igreja, pela força dos sacramentos, pelo chamamento à vida bem-aventurada, à qual as criaturas livres são de antemão convidadas a consentir, mas à qual podem, também de antemão, negar-se, por um mistério terrível. Não há nenhum pormenor da mensagem cristã que não seja, em parte, resposta ao problema do mal.
    310. Mas, porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele? No seu poder infinito, Deus podia sempre ter criado um mundo melhor (149). No entanto, na sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo «em estado de caminho» para a perfeição última. Este devir implica, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de certos seres, o desaparecimento de outros; o mais perfeito, com o menos perfeito; as construções da natureza, com as suas destruições. Com o bem físico também existe, pois, o mal físico, enquanto a criação não tiver atingido a perfeição (150).
    311. Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu último destino por livre escolha e amor preferencial. Podem, por conseguinte, desviar-se. De facto, pecaram. Foi assim que entrou no mundo o mal moral,incomensuravelmente mais grave que o mal físico. Deus não é, de modo algum, nem directa nem indirectamente, causa do mal moral (151). No entanto, permite-o por respeito pela liberdade da sua criatura e misteriosamente sabe tirar dele o bem:
    «Deus todo-poderoso [...] sendo soberanamente bom, nunca permitiria que qualquer mal existisse nas suas obras se não fosse suficientemente poderoso e bom para do próprio mal, fazer surgir o bem» (152).
    312. Assim, com o tempo, é possível descobrir que Deus, na sua omni­potente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas: «Não, não fostes vós – diz José a seus irmãos – que me fizestes vir para aqui. Foi Deus. [...] Premeditastes contra mim o mal: o desígnio de Deus aproveitou-o para o bem [...] e um povo numeroso foi salvo» (Gn, 45, 8; 50, 20) (153). Do maior mal moral jamais praticado, como foi o repúdio e a morte do Filho de Deus, causado pelos pecados de todos os homens, Deus, pela superabundância da sua graça (154), tirou o maior dos bens: a glorificação de Cristo e a nossa redenção. Mas nem por isso o mal se transforma em bem.
    313. «Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade:
    Assim, Santa Catarina de Sena diz aos «que se escandalizam e se revoltam contra o que lhes acontece»: «Tudo procede do amor, tudo está ordenado para a salvação do homem, e não com nenhum outro fim» (155).
    E S. Tomás Moro, pouco antes do seu martírio, consola a filha com estas palavras: «Nada pode acontecer-me que Deus não queira. E tudo o que Ele quer, por muito mau que nos pareça, é, na verdade, muito bom»(156).
    E Juliana de Norwich: «Compreendi, pois, pela graça de Deus, que era necessário ater-me firmemente à fé [...] e crer, com não menos firmeza, que todas as coisas serão para bem [...]». «Thou shalt see thyself that all manner of thing shall be well» (157).
    314. Nós cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Muitas vezes, porém, os caminhos da sua Providência são-nos desconhecidos. Só no fim, quando acabar o nosso conhecimento parcial e virmos Deus «face a face» (1 Cor 13, 12), é que nos serão plenamente conhecidos os caminhos pelos quais, mesmo através do mal e do pecado, Deus terá conduzido a criação ao repouso desse Sábado (158)definitivo, em vista do qual criou o céu e a terra.
    Resumindo:
    315. Na criação do mundo e do homem, Deus deu o primeiro e universal testemunho do seu amor omnipotente e da sua sabedoria e fez o primeiro anúncio do seu «desígnio amoroso», o qual tem como finalidade a nova criação em Cristo.
    316. Embora a obra da criação seja particularmente atribuída ao Pai, é igualmente verdade de fé que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são o único e indivisível princípio da criação.
    317. Só Deus criou o Universo, livremente, directamente, sem qualquer ajuda.
    318. Nenhuma criatura possui o poder infinito necessário para «criar», no sentido próprio da palavra: quer dizer; para produzir e dar o ser ao que de modo algum o possuía (chamar à existência «ex nihilo» a partir do nada) (159).
    319. Deus criou o mundo para manifestar e comunicar a sua glória. Que as criaturas partilhem da sua verdade, da sua bondade e da sua beleza – eis a glória, para a qual Deus as criou.
    320. Deus, que criou o universo, mantém-no na existência pelo seu Verbo; «o Filho tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (He 1, 3) e pelo seu Espírito criador que dá a vida.
    321. A divina Providência consiste nas disposições pelas quais Deus conduz, com sabedoria e amor; todas as criaturas, para o seu último fim.
    322. Cristo convida-nos a abandonarmo-nos filialmente à Providência do Pai dos céus (160); o apóstolo São Pedro retoma o seu pensamento ao dizer: «Lançai sobre Deus toda a vossa inquietação porque Ele vela por vós» (1 Pe 5, 7)(161).
    323. A Providência divina também age pela acção das criaturas. Aos seres humanos, Deus permite-lhes cooperar livremente com os seus desígnios.
    324. A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério, que Deus esclarece por seu Filho Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o mal. A fé dá-nos a certeza de que Deus não permitiria o mal, se do próprio mal não fizesse sair o bem, por caminhos que só na vida eterna conheceremos plenamente.

    PARÁGRAFO 5

    CÉU E A TERRA
    325. O Símbolo dos Apóstolos professa que Deus é «Criador do céu e da terra» (162). E o Símbolo Niceno-Constantinopolitano explicita: «… de todas as coisas, visíveis e invisíveis» (163).
    326. Na Sagrada Escritura, a expressão «céu e terra» significa: tudo o que existe, a criação inteira. Indica também o laço que, no interior da criação, ao mesmo tempo une e distingue céu e terra: «a terra» é o mundo dos homens (164); «o céu» ou «os céus» pode designar o firmamento (165), mas também o «lugar» próprio de Deus: «Pai nosso que estais nos céus» (Mt5, 16)(166), e, por conseguinte, também «o céu» que é a glória escatológica. Finalmente, a palavra «céu» indica o «lugar» das criaturas espirituais – os anjos – que rodeiam Deus.
    327. A profissão de fé do quarto Concílio de Latrão afirma que Deus, «desde o princípio do tempo, criou do nada ao mesmo tempo uma e outra criatura, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo terrestre. Depois criou a criatura humana, que participa das duas primeiras, formada, como é, de espírito e corpo» (167).

    I. Os anjos

    A EXISTÊNCIA DOS ANJOS UMA VERDADE DE FÉ

    328. A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição.

    QUEM SÃO OS ANJOS?

    329. Santo Agostinho diz a respeito deles: «Angelus [...] officii nomen est, non naturae. Quaeris nomen naturae, spiritus est; quaeris officium, angelus est: ex eo quod est, spiritus est: ex eo quod agit, angelus –Anjo é nome de ofício, não de natureza. Desejas saber o nome da natureza? Espírito. Desejas saber o do ofício? Anjo. Pelo que é, é espírito: pelo que faz, é anjo (anjo = mensageiro)» (168). Com todo o seu ser, os anjos são servos e mensageiros de Deus. Pelo facto de contemplarem «continuamente o rosto do meu Pai que está nos céus» (Mt 18, 10), eles são «os poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra» (Sl 103, 20).
    330. Enqu

  45. Davi diz:
    Um novo livro, altamente controversial, publicado na Inglaterra questiona o tradicional ensino eclesiástico de que Jesus é o Deus. Intitulado em inglês “O Mito do Deus Encarnado”, os autores do livro, sete famosos teólogos britânicos, argumentam que Jesus não era o Deus em forma humana, mas “um homem aprovado por Deus” para um papel especial.
    “Na realidade, não há nada de novo sobre os temas centrais deste livro”, diz John Hick editor do livro, professor de teologia da Universidade de Birmingham. “Que o histórico Jesus não Se apresentou como o Deus encarnado é aceito por todos [os teólogos] . . . Os leigos cristãos não estão hoje plenamente apercebidos disso.” Jesus, diz Hick, “não ensinou a doutrina da trindade”. Numa seção do livro, Francês Young, lente na Universidade de Birmingham, sugeriu que a doutrina da encarnação de Cristo foi adotada pela primitiva igreja pela fusão de tradições pagãs e judaicas. Eles trouxeram à atenção a falsidade da doutrina da Trindade, conforme ensinada pelas igrejas da cristandade. O próprio Jesus nunca afirmou ser o Deus, mas disse: “O Pai é maior do que eu.” — Luc. 1:35; João 14:28. Veja também João 20:17.

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