O ídolo não é nada no mundo

30, junho, 2009
Ídolo

Ídolo africano

“Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.”  (I Coríntios 8 : 4-7)

Quando Paulo diz que o ídolo não é nada no mundo, provavelmente sua intenção era reafirmar o que já fora dito no salmo 115:4-8:

Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.

Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem.Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram.Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.

Com isso ele diz que o ídolo não tem como nos afetar, seja para o bem ou para o mal.

“São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, nem tampouco têm poder de fazer bem.”  (Jeremias 10 : 5)

Se você é evangélico talvez esteja achando esse texto óbvio demais, mas será que você tem agido conforme essa fé na prática?

Há muitos que gostam de declarar os versos acima, mas que quando veem um suposto ídolo na casa de um novo convertido ordenam que ele o destrua, pois caso contrário ele poderia trazer maldição no lar.

Isso não é dar poder a um objeto que segundo o Evangelho não tem poder algum?

Ora, se eu creio que o ídolo não é nada então não tenho que necessariamente destruir objeto algum, pois um objeto inanimado nada me pode fazer.

Da mesma forma não tenho de  deixar de comer algum alimento porque supostamente alguém sacrificou ao ídolo e por isso o ídolo poderia me causar algum mal.

Ou cremos ou não cremos.

O perigo não está em objeto algum, mas sim no nosso próprio coração.

Se eu deixo de colocar a Deus em primeiro lugar em minha vida, qualquer coisa (mesmo que não seja uma estátua) se torna ídolo em minha vida e isso me faz mal(a minha atitude, não a coisa em si).

Mas se coloco Deus em primeiro lugar, a estátua é só estátua, a madeira é só madeira, o dinheiro é só dinheiro e etc.

Essa é a consciência madura que Paulo tenta ensinar.

No entanto há aqueles que ainda são fracos de mente e ainda não compreenderam esse ensino e por causa deles se deve tomar cuidado para não alimentar ainda mais sua fraquezas, fazendo coisas que dêem a entender a ele que você coloca outra coisa na posição de Deus e assim o induzindo a permanecer no erro através do seu exemplo.

“Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?”  (I Coríntios 8 : 10)

É importante ressaltar porém que a fraqueza dele é temporária, o ideal é que com o tempo ele aprenda e não tenha mais esses problemas.

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Cristo salva até no inferno

31, maio, 2009
Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus;

mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;

No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;

Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca;

na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;(1ª Pedro 3:18:20)

The Gate To Hell

The Gate To Hell por inottawa, no Flickr

Até algum tempo atrás essa passagem bíblica me parecia algo desconexo, algo que devia ter acontecido apenas uma vez e que não acrescentava nada para nossas vidas.

Porém hoje em dia ela faz mais sentido para mim, principalmente depois que eu ouvi a pregação de Caio Fábio baseado na primeira epístola de Pedro capítulos 3 e 4.

A passagem diz que Cristo foi pregar a espíritos que estavam presos, provavelmente no inferno, por terem sido rebeldes mesmo Deus sendo benigno com eles e lhes dando chance de se salvar enquanto vivos.

Isso mesmo: Cristo pregando a pessoas rebeldes que haviam morrido no dilúvio(e portanto já haviam passado pelo juízo segundo Hebreus 9:27).

Isso demonstra que o inferno não tem de ser o fim das oportunidades de salvação, pois mesmo ali Jesus ainda prega e pessoas podem ser salvas.

É claro que é melhor escolher o caminho mais fácil(os versos anteriores de 1ª Pedro capítulo 3 afirmam isso insistentemente) e andar pela fé,evitando ter de passar por tantas dores que a rebeldia traz consigo(no caso dos rebeldes dos tempos de Noé, eles tiveram de passar pelo afogamento e por um tempo no inferno) mas é maravilhoso saber que mesmo no inferno ainda há esperança.

“Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito;”  (I Pedro 4 : 6)

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O crente não aproveita a vida?

11, maio, 2009

enjoylife.
Creative Commons License photo credit: quite charmed

“Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á.” (Mateus 10 : 39)

Já ouvi alguns testemunhos de pessoas que dizem ter abandonado “coisas boas” por terem crido em Cristo e outras dizendo que se for para ser crente e não ser totalmente obediente, compensa deixar de crer, pois se está desperdiçando muitas coisas boas do mundo.

Mas são essas coisas boas mesmo?Quem as goza está aproveitando a vida?

Segundo o Evangelho, quem não crê em Cristo está morto e quem crê é que começa a viver (perceba que há duas vidas no primeiro verso desse post, uma é o que os homens chamam de vida e a outra é a vida verdadeira, segundo Deus).

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (João 5 : 24)

“Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte.” (I João 3 : 14)

De modo que se durante a caminhada com Cristo se tem de deixar algo para trás, esse algo não é importante à verdadeira Vida e portanto a perda não foi perda e sim ganho e vice versa.

“Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.” (Filipenses 3 : 7)

Acaba aqui então o discurso orgulhoso de alguns que se acham que porque deixaram de viver coisas “boas” nessa vida merecem mais o céu do que qualquer outro que gozou-as por mais tempo que ele.

Com isso não estou dizendo que tudo o que algumas pessoas deixam de lado ao se tornarem “evangélicas” seja verdadeiramente coisas ruins, pois muitas vezes o que faz com que elas abandonem certas coisas é a cultura “evangélica” e não o evangelho.

Nem tudo que a cultura evangélica manda deixar é o que o Evangelho manda deixar.

Mas que o evangelho requer que se abandone certas coisas, não há dúvida.

Uma dessas coisas é a glória humana, que por muitas vezes precisa ser deixada de lado caso se queira pregar e viver o Evangelho com sinceridade.

“… muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga.Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” (João 12 : 42,43)

Tanto a busca da glória humana quanto as outras coisas que precisem ser abandonadas não são coisas “boas” que perdemos e não devem ser lembradas como se fossem.

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